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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

MAIS SOBRE A MITOLOGIA NÓRDICA ...

Os povos nórdicos, chamados de escandinavos, são aqueles que habitam os países hoje conhecidos como Suécia, Dinamarca, Noruega e Islândia. As narrativas mitológicas dos povos nórdicos estão contidas em duas coleções chamadas "Edas". A mais antiga é uma poesia que data de 1056 e a mais moderna é uma prosa de 1640.

Segundo as Edas, no princípio, não havia nem céu em cima, nem terra em baixo, mas apenas um abismo sem fundo e um mundo de valor no qual flutuava uma fonte. Dessa fonte saíam doze rios, e depois deles terem corrido até muito distante de sua origem, congelaram-se, e tendo uma camada de gelo se acumulando sobre a outra, o grande abismo se encheu.

Ao sul do mundo de vapor havia um mundo de luz, do qual uma vibração quente soprou sobre o gelo, derretendo-o. E os vapores elevaram-se no ar formarando nuvens, das quais surgiram Ymir, o gelo gigante e sua geração e a vaca Audumbla, cujo leite alimentou o gigante. Essa vaca alimentava-se lambendo o gelo, de onde retirava água e sal. Certo dia, quando estava lambendo as pedras de sal, surgiram os cabelos de um homem; no segundo dia a cabeça e, no terceiro, todo o corpo, que tinha grande beleza, agilidade e força. O novo ser era um deus e dele e de sua esposa, filha da raça dos gigantes, nasceram os três irmãos: Odin, Vili e Ve, que mataram o gigante Ymir, formando com seu corpo a terra, com seu sangue os mares, com seus ossos as montanhas, com seus cabelos as árvores, com seu crânio o céu e com seu cérebro as nuvens carregadas de neve e granizo. Com a testa de Ymir, os deuses formaram Midgard (terra média), destinada a tornar-se a morada do homem. Odin estabeleceu depois os períodos do dia e da noite e as estações, colocando no céu o sol e a lua, determinando-lhes os respectivos cursos. Logo que o sol começou a lançar seus raios sobre a terra fez brotar e crescer os vegetais.

Pouco depois de terem criado o mundo, os deuses passearam juntos ao mar, satisfeitos com sua obra recente, mas verificaram que ela ainda estava incompleta, pois faltavam seres humanos. Tomaram então um freio e dele fizeram um homem, e de um amieiro fizeram uma mulher, chamando-os de Aske e Embla, respectivamente. Odin deu-lhes então a vida e a alma, Villi a razão e o movimento e Ve, os sentidos, a fisionomia expressiva e o dom da palavra. A Midgard foi-lhes então dada para moradia, e eles tornaram-se os progenitores do gênero humano.

O martelo de Tor

Antes de o cristianismo chegar aos países nórdicos, acreditava-se que Tor cruzava os céus numa carruagem puxada por dois bodes. E quando ele agitava seu martelo, produziam-se raios e trovões. A palavra trovão em norueguês (Thor-døn) quer dizer o "rugido Tor". Em sueco (åska) quer dizer a jornada dos deuses no céu.

Quando troveja e relampeja, geralmente também chove. E como a chuva era vital para os camponeses da era dos vikings, Tor era adorado como o deus da fertilidade.

A resposta mitológica à questão de saber por que chovia era de que Tor agitava seu martelo. E quando caía a chuva, as sementes germinavam e as plantas cresciam nos campos.

Os camponeses não entendiam por que as plantas cresciam, mas sabiam que tinha algo a ver com as chuvas. Além disso, todos acreditavam que a chuva estava relacionada a Tor, que tornou-se um dos deuses mais importantes do norte da Europa.

Os vikings imaginavam o mundo habitado como uma ilha, constantemente ameaçada por perigos externos. Esta parte habitada do mundo eles chamavam de "Midgard", o reino do meio. Em Midgard também havia "Åsgard", a morada dos deuses. Fora de Midgard havia "Utgard", o reino de fora, habitado pelos perigosos trolls, que não se cansavam de tentar destruir o mundo com toda sorte de golpes baixos. Estes monstros malignos também são chamados de "forças do caos". Na religião nórdica e também na maioria das culturas, as pessoas acreditavam que havia um equilíbrio entre as forças do bem e do mal.

Uma das possibilidades que os trolls tinham de destruir Midgard era roubar Freyja, a deusa da fertilidade. Se conseguissem isso, nada mais cresceria nos campos e as mulheres não teriam mais filhos. Por isso, os bons deuses tinham que manter os trolls afastados. E justamente por isso Tor era tão importante, pois com seu martelo, que lhe conferia poderes quase infinitos, ele mantinha os trolls afastados.

Esta era a explicação mitológica para o funcionamento da natureza. Quando catástrofes aconteciam, as pessoas também tinham que participar da luta contra o mal. E isto elas faziam através de toda sorte de rituais ou cerimônias religiosas.

O principal ritual religioso era o sacrifício. Oferecer alguma coisa em sacrifício a um deus aumentava seu poder para que ele continuasse a luta contra o mal. Isto podia ser feito sacrificando-se um animal. Presume-se que a Tor eram sacrificados sobretudo bodes. Para Odin sacrificavam-se às vezes também pessoas.

Quando a seca assolava uma região, as pessoas daquela época atribuíam isso ao fato de que os trolls haviam roubado o martelo de Tor, como ocorre no poema Trymskveda. O mito também tenta explicar as mudanças das estações do ano: no inverno, a natureza está morta, porque o martelo de Tor foi roubado pelos trolls. Mas na primavera Tor consegue reavê-lo. A assim, os mitos tentavam explicar às pessoas algo que elas não compreendiam.

As pessoas não se contentavam apenas com as explicações, elas queriam de alguma forma participar desses acontecimetnos. Então, faziam-no das mais diversas formas de rituais religiosos, que guardavam uma relação com os mitos. Há muitos exemplos de outras partes do mundo que dizem que as pessoas encenavam um "mito das estações do ano", a fim de acelerar os processos naturais.

Deuses Nórdicos

THor, o senhor dos trovões, filho mais velho de Odin, era o mais forte dos deuses e homens, possuía algo muito precioso, que era seu martelo. Do nome Tor deriva Thursday, o quinto dia da semana.

Frey, era um dos deuses mais celebrados, responsável pela chuva, pelo brilho do sol e por todos os frutos da terra. A deusa Freyja era sua irmã, a mais propícia das deusas, amava a música, a primavera, as flores, os elfos. Apreciava muito as canções amorosas e todos os amantes poderiam invocá-la com proveito. Era a deusa da fertilidade.

Bragi era o deus da poesia, e seus cantos recordavam os feitos dos guerreiros. Sua esposa, Iduna, guardava a caixa de maçãs que os deuses, quando sentiam aproximar-se a velhice, provavam, para recuperar imediatamente a mocidade.

Heindall era o vigia dos deuses e, portanto, ficava na fronteira do céu para impedir que os gigantes passassem pela ponte Bifrost (o arco-íris). Heindall dormia menos que um pássaro e enxergava, tanto de dia quanto de noite, num raio de 100 milhas (cerca de 160 km). Tinha tão bons ouvidos que podia ouvir o ruído da relva crescendo nos campos e da lã crescendo em um carneiro.

Caracteres rúnicos

Não se pode viajar extensamente pela Dinamarca, Suécia ou Noruega sem encontrar grandes pedras de formato diferente, que têm gravadas os caracteres rúnicos, diferente de todos os outros conhecidos. As letras consistem de "varinhas", que eram usadas, nos tempos primitivos, pelos povos nórdicos para prever os acontecimentos futuros. Os caracteres rúnicos são de vários tipos e têm uso, principalmente, com finalidades mágicas. Os malignos eram empregados para causar aos inimigos várias espécies de mal, e os benignos, para evitar o infortúnio. Alguns tinham finalidades medicinais, outros eram empregados para conquistar um amor. A língua é um dialeto de godo chamado norreno, ainda usado na Islândia. As inscrições podem, portanto, ser lidas, mas até agora, foram encontradas muitas poucas capazes de trazer qualquer esclarecimento sobre fatos históricos. Em sua maior parte são epitáfios gravados em números.

Valhala

Valhala é o grande palácio de Odin, onde ele se diverte em festins com os heróis escolhidos, aqueles que morreram valentemente em combate, pois são excluídos todos aqueles que morreram pacificamente. É servida a carne do javali Schrinnir, que chega fartamente para todos, pois, embora o javali seja cozido todas as manhãs, fica inteiro novamente todas as noites. Para bebida, os heróis dispõem de abundante hidromel, fornecido pela cabra Heidrum. Quando não se encontram nos festins, os heróis se divertem lutando. Todos os dias, dirigem-se ao pátio ou ao campo e lutam até se fazerem em pedaços uns aos outros. Mas, na hora das refeições eles se restabelecem dos ferimentos e voltam ao festim no Valhala.




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AS VALQUÍRIAS ...



As Valkyrjor (Valquírias), singular Valkyrja (Valquíria), são as deusas da guerra, e como as Norns (Nornas), são dispensadoras do destino; mas só se ocupam dos guerreiros. Nos campos de batalha, ajudam um vencedor, designam os combatentes que deverão perecer, escolhem aqueles que no Valhöll (Valhalla) farão companhia a Óðinn (Odin).
Elas são representadas sob a forma de virgens com plumagem de cisnes (por isso também chamadas de Virgens-Cisne), capazes de voar através dos céus. São Valkyrjor as personagens importantes como Brynhild, a bela princesa que caiu de amores pelo herói Sigurðr (Sigurd), mas acabou por causar a morte do guerreiro, e também a sua própria. E Sigrdrífa, que na verdade pode ser um outro nome para Brynhild, pois no poema épico Das Nibelungenlied ('A Balada dos Nibelungos'), Brunhild corresponde tanto a Brynhild quanto a Sigrdrífa, pois aquela valkyrja que fora castigada por Óðinn, caindo em um sono de morte, presa em um palácio cercado de fogo, que o famoso herói Sigurðr (Siegfried, no Das Nibelungenlied) desperta-a deste sono, e em troca, a moça lhe ensina, entre outras coisas, o segredo das runas.

Outra valkyrja que aparece nos poemas da Edda Poética é Svava, aquela que se enamorou do jovem herói Helgi, dando-lhe este nome e ensinando-o a falar. Sigrún, também uma valkyrja que se enamorou do outro Helgi, o herói de mesmo nome do anterior. Temos ainda, entre essas lendárias cavaleiras, a mais jovem Norn (Norna) chamada Skulð (Skuld).
Na Völuspá ('A Profecia da Vidente'), vemos também descritas suas famosas cavalgadas através dos céus, imortalizada na música do compositor clássico alemão Richard Wagner. Ali seus nomes são ditos: Hrist, Mist, Skeggiold, Skogul, Hild, Þrud, Hlokk, Herfiotur, Goll, Geirahod, Randgrid, Reginleif, Gunn e Rota.
Todos os povos germânicos criam na existência delas, mas lhe davam nomes diversos, na mitologia dos antigos alemães chamavam-nas Idisi; mas o nome Valkyrja no idioma nórdico (Old Norse) prevaleceu e tem significado muito claro “aquela que escolhe os guerreiros”



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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

MITOLOGIA NÓRDICA ...

Quando ainda não existia nem a Terra nem o mar e nem o ar, quando só existia a escuridão, já estava lá o “Pai”... Ao começar a criação, mesmo no centro do espaço abria-se Ginnunga ou Ginnungagap – terrível abismo sem fundo e sem luz, circundado por uma massa de vapor. Ao norte estava a Terra de Niflhein – o mundo de água e escuridão que se abria ao redor da eterna fonte de Hvergelmir...

Dessa fonte nasciam os 12 rios do Elivagar, as doze correntes que corriam até a borda do seu mundo, antes de encontrar-se com o muro de frio que gelava as suas águas, fazendo-o também cair no abismo central com um estrondo ensurdecedor, as águas escoavam abismo adentro, para muito longe de sua origem, onde em alguns pontos a água congelou, formando assim camadas sobrepostas de gelo que foram pouco a pouco preenchendo o abismo...

Ao sul deste caos estava a doce terra de Muspells ou Muspelsheim – país do fogo, o cálido lar do fogo elementar, cuja custódia estava encomendada ao gigante Surt ou Surtur – gigante do fogo que lá vivia.

Este gigante era quem lançava nuvens de centelhas ao brandir a sua espada chamejante, enchendo do seu fogo o céu, mas este fogo quase não conseguia fundir o gelo do abismo e o frio venceria de novo, fazendo com que se elevasse uma coluna de vapor que também não podia fugir do abismo, dado que, ao encontrar-se com o mundo do gelo, condensavam-se as grandes colunas de umidade, enchendo de nuvens o espaço central...

Deste lugar surgiu o Gigante Ymir, a personificação do oceano gelado, e nasceu com fome voraz, que só pode saciar com outra criatura nascida ao mesmo tempo que ele... A mistura continuou e dos pedaços de gelo nasceu a gigante Vaca Audumla (símbolo da fecundidade), de cujas tetas brotavam quatro rios de leite...

Audumla, procurando avidamente o seu alimento, lambeu um bloco de gelo e fundiu-o com a sua língua, fez aparecer o bom deus Buri enterrado muito tempo antes nos gelos perpétuos (em outra versão nasceu do leite que caiu das tetas da vaca)...

Mas enquanto Ymir adormecido placidamente, pariu sem reparar, com o suor de sua axila, Thrudgelmir, o gigante das seis cabeças, e este fez depois nascer o seu companheiro Bergelmir, e dos dois saiu a estirpe de todos os gigantes malvados do gelo...

A guerra do bem e do mal...

E os gigantes do mar viram o deus Buri, que acabava de engendrar o seu filho e aliado Bor. Compreenderam então que era o único momento no qual seria possível tentar vencer o bem. Os gigantes começaram imediatamente a guerra. Mas as forças estavam demasiadamente igualadas e o combate já durava eras, quando Bor desposou a Bestla, a gigante filha do gigante Bolthorn, e dessa união tiveram três filhos, três aliados imediatos para sua causa: Odin, Vili e Vé (representando o espírito, a vontade e o sagrado, respectivamente).

Com esta formidável ajuda, o novo exército do bem fez retroceder os malvados espíritos do gelo, até matar Ymir. Da grande quantidade de seu sangue, todos os gigantes, menos dois, se afogaram. Todos de sua raça morreram, exceto Bergelmir e a sua esposa, que puderam por-se a salvo a tempo, fugindo numa barca para o limite do mundo...

Do corpo de Ymir os irmãos (Odin, Vili e Vé) criaram o céu e a terra. Com seu crânio (outras versões: sua pele; ou de seus olhos de cor marrom) construíram a Midgard (a Terra, também chamado de o País do Meio ou Jardim Central). Seus músculos (carne) usaram para encher o Ginnungagap; seu sangue para criar os lagos e os oceanos; de seus ossos inquebráveis eles fizeram as montanhas; com o seu pelo, a vegetação; árvores eram feitas de seu cabelo e os dentes gigantes se tornaram rochas e pedras, também os desfiladeiros, sobre as quais colocaram as sobrancelhas do gigante, para fortificar a fronteira com o mar, construído com o sangue e o suor de Ymir.

Mas, a muita distância deles, Bergelmir e a sua mulher alcançaram uma inóspita terra que afetava pouco essas criaturas do frio, estabelecendo-se em um lugar ao qual chamaram Jotun ou Jotunheim (País do Leste ou País do Gelo), a casa dos gigantes, onde começaram a dar vida a outra raça de gigantes do gelo, para continuar a renovada luta das forças opostas...

E nasceu a terra...

Só faltava fechar este novo mundo e, julgou-se conveniente fazer isso, colocando sobre Midgard a abóbada craniana do derrotado gigante... A assim se fez, encarregando aos anões Nordri, Sudri, Austri e Wesdri a sua fixação em cada um dos quatro pontos cardeais que levavam os seus nomes...

Com o crânio posto no seu lugar fez-se nascer o céu, mas ao colocá-lo os miolos espalharam-se pelo ar e com os seus restos criaram-se as nuvens. Só faltava a iluminação desse espaço e os deuses acudiram a Muspells, fazendo com o fogo da espada de Surd, fabricando com as suas centelhas as luzes do firmamento...

Com as duas maiores os deuses realizaram o Sol e a Lua, colocando-as sobre duas carruagens que girariam sem parar sobre Midgard, revelando-se incessantemente no céu, carroças guiadas pelos dois filhos do gigante Mundilfari, a sua filha Sol e seu filho Mani.

Ambas as carruagens, para manter viva a luta constante entre o bem e o mal, seriam eterna e inutilmente perseguidas pelos dois lobos Skoll e Hatri – encarnações vivas da repulsa e do ódio, que tratavam de alcançá-los, sem o conseguirem salvo em alguma rara ocasião (quando da terra se podia ver um eclipse do Sol ou da Lua), para conseguir o seu malvado objetivo de devorar o Sol e a Lua e fazer com que a escuridão perpétua caísse de novo sobre o Universo...

Para fazer o dia e a noite encarregou-se ao belo Dag, filho da deusa da noite Naglfari, que levasse a carroça do dia, puxada por Skin (brioso cavalo branco que produzia com os seus cascos a brilhante luz do dia), enquanto Note, a filha do gigante Norvi, encarregava-se de conduzir a carroça preta da noite, puxada pelo seu negro cavalo Hrim (o que lançava à Terra o orvalho e a geada produzido pelo seu trotar).

Mais tarde, foram-se acrescentando ao cortejo celeste as seis horas e as duas grandes estações: o inverno e o verão. Já estava a Terra pronta para ser ocupada pelos primeiros seres criados pelos deuses...

Os dois primeiros seres...

Mas era necessário muito mais do que os elfos, bons e maus para dar sentido ao Universo, e os deuses pensaram que o acabado Midgard exigia a presença da mulher e do homem... Vendo perante si um Olmeiro (Embla) e um Salgueiro (Askr) juntos, a beira mar, Odin compreendeu imediatamente que dessas duas árvores teria que criar o homem e a mulher, a estirpe dos humanos

Deu-lhes Odin a alma; Hoenir, o movimento e os sentidos; Lodur, o sangue e a vida. O primeiro homem, Askr, e a primeira mulher Embla, estavam vivos e eram livres, tinham recebido o dom do pensamento e da linguagem, o poder de amar a capacidade da esperança e a força do trabalho, para governarem o seu mundo...

Deram origem a uma nova raça, sobre a qual eles, os deuses, estariam exercendo permanente a sua tutela. Mas Odin, deus da sabedoria e da vitória, era o protetor dos guerreiros aos quais proporcionava um especial afeto, cuidando deles da altura do seu trono, o Hlidskialf, enquanto vigiava o resto do Universo, no nível dos deuses, no dos humanos e no dos elfos.

Perto de lá estava VALHALLA , a sala dos mortos escolhidos, o paraíso dos homens escolhidos entre os caídos em combate heróico. Era um palácio magnífico, ao qual se acedia por qualquer das quinhentas e quarenta portas, imensas portas (por cada uma podia passar uma formação de oitocentos homens em fundo), que davam para uma grande sala coberta de espadas tão brilhantes que iluminavam a estância, refletindo-se a sua luz no artesanato feito de escudos de ouro e nos peitilhos e malhas que decoravam os bancos, a sala de jantar e o lugar de reunião para os Einheriar trazidos entre os mortos pelas VALQUÍRIAS montados nas suas cavalgaduras, após cavalgarem através do Bifrost...

O ocaso dos deuses...

E o dia da vingança do lobo Fenris (chamado também no velho nórdico de “Wolf-Joint”) chegou por fim. O último dia, o da batalha entre as forças do bem e as do mal. Loki (o diabo), que tinha vivido entre os doze deuses, levava a maldade no seu seio, e quando foi expulso de Asgard, também a levou para os humanos, fazendo com que o mundo se convertesse no lugar de todos os crimes; em breve as divindades viram que tinha chegado o tempo do seu ocaso...

O Sol e a Lua deixaram de brilhar nos céus, ao serem alcançados e devorados pelos lobos engendrados por Fenris; a neve e o vento invadiram tudo durante três anos, e depois outros três anos de pesar caíram sobre o aterrado Universo. O dragão devorou a raiz do salgueiro YGGDRASIL (Árvore do Mundo) e Heimdall (deus do arco-íris) deu toque de alarme...

Os deuses saltaram dos seus palácios e saíram nos seus cavalos para combaterem os gigantes do gelo e a sua banda de renegados e monstros horrendos. Ia dar-se início à luta final sobre a planície de Vigrid, segundo o que o destino tinha marcado desde o princípio dos tempos...

A batalha derradeira entre o exército do bem, formado pelos deuses do Aesir, os guerreiros escolhidos do Einheriar e os deuses do vento, os Vanas e as forças poderosas e heterogêneas do mal, em cujas sinistras filas estavam desde a deusa da morte, Hel, até Loki e o seu filho, o lobo Fenris, passando pelos sempre temidos gigantes do gelo e de todos os monstros aliados.

Um instante depois, entre o estrondo da tempestade e a fúria de todos os elementos desatados, todos os inimigos estavam combatendo a morte, numa luta sem quartel, na qual dificilmente podia haver um vencedor.

Cada um dos combatentes selecionou o inimigo do seu tamanho, e assim Odin enfrentou o lobo Fenris; Thor lançou-se contra a serpente do Midgard; Heimdall escolheu o traidor deus Loki como seu rival; Tyr balançou-se contra o cão Garn; sem dar-se um segundo de descanso, todos os adversários lutaram desesperadamente enquanto puderam manter-se em pé...

Mas também todos eles, sem exceção, foram sucumbindo perante os seus mútuos inimigos... Estava claro que nenhum deles podia vencer naquela loucura coletiva; enquanto os deuses e os malvados se matavam, o céu e a terra ardiam com as centelhas que arrojou o furioso Surt e, muito em breve, todo o Universo se consumia irremissivelmente nesse fogo aterrador que também o purificava para o sempre...

O ruído da luta parou. Só restavam as cinzas. Mas voltou a brilhar outra luz no céu: a filha póstuma da deusa sol, agora mais tênue e benfeitora. Ao calor do Sol amanhecia outra vez; e da profundidade do bosque de Mimir, surgiram uma mulher e um homem, Lifthrasir e Lif (os dois únicos humanos sobreviventes do fogo), que tinham sido reservados da morte para repovoarem o novo mundo que tinha que suceder ao corrompido mundo primordial...

Os deuses da natureza, Vale e Vidar, também se debruçaram à paisagem que despertava a nova vida e, encontraram-se com aqueles que nasceram para suceder aos doze deuses: os irmãos Modi e Magni, os filhos do deus Thor e da gigante Iarnsaxa, que traziam consigo o martelo do pai e as suas virtudes.

Apareceu depois Hoenir, seguiram-no pouco mais tarde os irmãos gêmeos Baldur e Hodur, filhos de Odin e Frigga. Os sete deuses descobriram felizmente que, além no alto do céu, o Gimli, a morada celestial mais elevada, se tinha salvo da destruição total. Então e, a partir desse recuperado canto do paraíso original, começaria o seu novo reinado de amor e cuidado sobre a nova humanidade e sobre a também renovada Terra...



Com os rios do Norte, na TERRA DE NIFLHEIM, e as nuvens do Sul, na Terra de Muspells, cria-se no Centro, na Terra de Ginnunga, o país do gelo, Ginnungagap. Dele, nasce a VACA AUDUMLA e o GIGANTE YMIR.

Da vaca nasce BURI (o qual gera BOR ) e do gigante nascem THRUDGELMIR, BERGELMIR e, deles, todos os gigantes do gelo, também o gigante BOLTHORN (o qual gerou BESTLA).

VACA AUDUMLA
BURI
BOR
GIGANTE YMIR
THRUDGELMIR BERGELMIR
gigantes do gelo
BOLTHORN
BESTLA

BOR e BESTLA tiveram três filhos homens: ODIN, VILI e (representando o espírito, a vontade e o sagrado, respectivamente).

BOR e BESTLA
ODIN
VILI
FRIGGA e ODIN
BALDUR
o bondoso
HOLDUR
o cego
HERMOD
o ágil

FRIGGA e ODIN também tiveram três filhos homens: BALDUR, HOLDUR e HERMOD.

FRIGGA foi filha de FIORYN?, irmã de FULLA e de HERDA...

ODIN teve muitos filhos... THOR nasceu da união que teve com sua cunhada HERDA. Com a gigante GRIDR gerou VIDAR. Possivelmente, o guerreiro também foi seu filho. Ainda teve um filho terrível chamado TYRLOKI - o qual matou seu irmão BALDUR e teve como filho o LOBO FENRIS.



ALFHEIM – Elfos da luz e Elfos da noite, Freyr.

ASGARD – O céu dos deuses nórdicos ou o mesmo que o Olimpo da mitologia grega, significa “residência dos chefes”. Sua ligação com a Terra, a quem chamam de MIDGARD, se faz através do arco-íris BIFROST, o arco-íris mostrava a entrada de Asgard que era guardada por HEINDALL (deus do arco-íris), contra os gigantes e monstros.

BALDUR – BALDER – Filho de Odin e Frigga, Baldur era muito bonito e dizia-se que a sua aura resplandecia com uma luz sagrada, pois era a personificação do Sol. Deus do Sol, da juventude, da beleza, da bondade e da sabedoria. Vivia em Asgard. De acordo com os mitos, o deus era atormentado por pesadelos que lhe prediziam morte prematura.

Dele havia um rival que lhe invejava a juventude e a beleza, esse rival era Loki, o deus do fogo; este disfarça-se de velho e conquista a confiança de Frigga, descobrindo assim, que ela conseguiu fazer todos os seres do País do Meio jurarem que não fariam mal a seu filho, com exceção do humilde visco (uma planta, parasita). Loki faz um jogo de dardos com um broto de visco e persuade então o deus cego Holdur a arremessá-los contra o jovem deus. Baldur cai morto imediatamente.

Baldur ressuscita muito tempo depois no acontecimento cataclísmico da mitologia escandinava, conhecido como Ragnarok. Baldur era loiro (seus cabelos lembravam ouro) e tinha grandes olhos azuis. Dia: Domingo. Planeta: Sol. Mitologia: Apolo, Adónis, Jesus Cristo.

BILKIRNIR – BILSKIRNIR – O maior palácio de Asgard, com 540 salas onde morava Thor.

BOR – BUR – Filho de Buri, casou com Bestla (gigante filha de Botthorn) e com ela teve 3 filhos: Odin, Vili e Vé.

EGILL SKALLA – GRIMSSON – O mais famoso mago rúnico da era viking. Além de possuir dotes mágicos, foi um guerreiro de tremenda força física. Seus feitos lendários foram reunidos na Egils Saga.

EIRA – Tem a habilidade da medicina para todas as mulheres.

FREY – FREYR – FRÖ – FRE – Deus nórdico da fertilidade. Ele é representado por um gnomo sentado de pernas cruzadas com um capuz pontudo e um grande pênis ereto. A palavra Frey significa “Senhor”. Deus fálico da paz, da felicidade, da colheita e da abundância. Não se faziam sacrifícios em sua honra.

Conhecido também como Vanir, adorado como divindade da fertilidade, da sabedoria, do amor e da paz pelos povos escandinavos anteriores à Idade do Ferro. Sua festa principal era celebrada na época da colheita (no final de agosto). Frey dá a humanidade paz, casamentos e prazer sensual.

FREYA – FRÖJA – FREJA (esposa de Odin) – A palavra Freya significa “Senhora”. Deusa da sensualidade e padroeira da adivinhação, era uma espécie de Afrodite (grega), ou Vênus (romana). Possuía um colar mágico que lhe dava poder de sedução, que obteve dos quatro gnomos, em troca de favores sexuais. Freya irmã gêmea de Freyr, filhos de Njord e Nerthus. Os irmãos representam o amor carnal.

O animal simbólico de Freya era o javali e o de Freyr era o cavalo. Diz a mitologia que Freya permitiu que Ottar, um de seus amantes, tomasse a forma de seu javali de ouro e conduziu-o até a terra dos mortos, para que o amado pudesse conhecer a sua ancestral, uma das sábias gigantas do outro mundo.

Freya também assume o seu lado negro, tomando a forma de uma égua, quando ela é invocada nos cultos da magia negra. Freya era irmã e esposa de Freyr, deusa da fertilidade, da sexualidade e do parto, é também a deusa dos mortos e do mundo dos espíritos.

FRIGGA – FRIGG (esposa de Odin) – Rainha dos deuses e rainha de Asgard, a deusa-mãe era casada com Odin e à ele deu três filhos: Baldur (o bondoso e belo), Holdur (o cego) e Hermod (o ágil). Sempre sensata e prudente, além de exemplar divindade tutelar do casamento e a maternidade, também era a deusa da fertilidade, pois estava ligada ao casamento ritual realizado na primavera para encorajar o crescimento das lavouras.

Filha de Fiorgyn, irmã de Fulla (símbolo da fecundidade e aquela que guardava as jóias de Frigga) e irmã de Herda (também conhecida como Iord ou Jordi, a deusa Mãe-Terra), Frigga ou Frigg quer dizer: “A bem amada” ou “esposa” representa o amor maternal e humanitário.

Outra história de Frigga, porém menos usada, seria que ela era filha de Odin e Jord e nesse caso irmã de Thor. Frigga tinha cabelos longos, sempre usava um torc (colar de ouro) e usava também pulseiras nos braços e pernas. Dia: Segunda-feira. Planeta: Lua. Mitologia: Hera (grega), Juno (romana).

GNA – A divina e veloz mensageira.

HLIN – A deusa que assegurava o consolo à dor dos mortais.

HOLDA – Deusas das bruxas, senhora da noite, da Lua e da feitiçaria, é representada sempre acompanhada de seu séquito de bruxas e pássaros noturnos.

LOFN – A padroeira do amor.

LOKI – Deus da mitologia germânica, “o demônio”, filho obscuro de Odin, espirituoso e enganador, representa a sagacidade, a malícia construtiva e a astúcia, é completamente imprevisível. Deus do fogo e das trevas. Matou Baldur com uma flecha mágica feita de visco, uma planta que crescia agarrando-se ao carvalho. Seu filho, o lobo Fenris.

NIFLHEIM – País do Norte ou País dos Mortos, mundo das águas, trevas e frio (Hein significa lar, pátria, terra).

NJORD – O deus Vanir do mar, era casado com Nerthus, era pai de Freyr e Freya. Controlava as ondas e os ventos, patrono dos pescadores. Outra versão da história era que Njord casou-se com Skadi.

NORNAS – NORNS – Eram 3 deusas ligadas à adivinhação que teciam tela de algodão.

ODIN (representa o espírito) – Também conhecido por Woden, Wotan ou Watan. O soberano dos deuses germânicos, deus dos deuses, senhor da magia, da adivinhação e da linguagem escrita. Odin ressuscitava os mortos, adivinhava o futuro e mudava de aparência à vontade. Era conhecido também pelo nome de GRIN que significa: encoberto ou mascarado. Está associado a Hermes. Era casado com Frigga. O mestre das runas tinha a cabeça coberta por um capuz de pele branca, bolsa com amuletos que levava preso ao cinto e um manto com pedras na bainha.

Odim era, em primeiro lugar o deus da sabedoria, mas esta também não era uma virtude inata, como tudo na mitologia nórdica, pois o conhecimento custava esforço até aos deuses. Para conseguí-lo, Odin foi em humilde peregrinação até o poço de Mimir, para pedir-lhe a ciência que havia nas suas águas, mas o ciumento Mimir não cedeu o seu direito gratuitamente, senão que pediu em troca um olho do deus. Odin arrancou o olho sem duvidar e entregou-o a Mimir, que lançou-o para o fundo do poço. Uma vez bebida a água do poço, Odin soube imediatamente tudo o que se podia saber, até o fim que esperava o Universo e os deuses, após a luta final que teria que ter lugar no campo de Vigrid.

Saber tudo transformou a radiante deus num ser taciturno, dado que a carga da ciência, a responsabilidade do conhecimento, supunha também a maturidade, a consciência da temporalidade de todo o Universo, divino e humano. Mas esta tinha sido simplesmente a primeira etapa e o deus continuou o seu percurso, agora vestido de vagabundo procurando o sábio Vafthrudnir, para confirmar a validade do seu conhecimento, contrastando-o com o imenso caudal de sabedoria do gigante.

Seguindo conselho da sua prudente esposa Frigga, Odin apresentou-se perante o sábio como Gangrad, para dar início ao mútuo e mortal interrogatório, dado que o preço que tinha que pagar quem deixasse uma pergunta sem responder era o da própria vida. Primeiro foi o turno de perguntas do gigante, e Odin respondeu a todas e cada uma das questões apresentadas pelo sábio.

Depois correspondeu a Odin perguntar ao gigante todas as suas dúvidas, desde a origem do Universo até quais foram as palavras que o Pai supremo tinha dito ao seu filho Baldur junto da pira funerária. Com essa pergunta, o gigante compreendeu que se encontrava diante do próprio Odin, soube que tinha perdido o torneio e que o esperava a morte; mas não parece que assim aconteceu, pois nunca ninguém disse que Odin arrancou a cabeça do vencido gigante, dado que não queria conseguir a vitória sobre esse oponente, senão comprovar se a sua inteligência era suficiente.
Planeta: Mercúrio.

SIGMUND ou SIGURD (seu dia é comemorado em 23/04) – Herói escandinavo, foi o único que conseguiu retirar a espada de Odin, cravada numa árvore, e com ela obteve inúmeras vitórias em várias batalhas. Caçador de dragões é representado, na tradição cristã, por São Jorge.

SKULD – A virgem.

SNOTRA – A representação da virtude.

SYN – Guarda do palácio de Fensalir.

TERRA DE ERIK – Povoado localizado a noroeste de Brocelândia, é habitado por descendentes de vikings que mantém as mesmas tradições de séculos atrás.

THOR Thor era conhecido também como Donnar, Donar ou Donner. Este deus era amplamente cultuado pelos vikings e tido como “Senhor do Trovão, Senhor do Céu e das Chuvas Benéficas, Senhor dos Trovões, Trovoadas, Relâmpagos, Raios e Tempestades”; venerado como “Príncipe dos Deuses”; pois presidia e governava o céu, o trovão, o ar, o vento, as chuvas, as tempestades, o tempo bom, as colheitas, as frutas da Terra; também combatia a doença e a fome, e está associado aos feitos de resistência sobre-humana. Tinha por função proteger homens e deuses da influência negativa dos gigantes, sendo defensor de Asgard contra seus inimigos.

Thor é filho de Odin com Herda e, devido a isso, seu nome era muitas vezes associado à fecundidade e às questões agrícolas. Um homem enorme e belíssimo guerreiro de longos cabelos e barba ruiva, detentor de apetite voraz, sede incontrolável, voz estrondosa e penetrantes olhos que chispavam como fagulhas, empunhava um cetro assemelhando-se a Júpiter.

Usava um cinturão de ferro e o seu famoso martelo, que era sua principal arma, o martelo Miolnir ou Mjolnir, signo que faziam os crentes para pedir proteção divina, era um artefato mágico que sempre retornava às mãos do poderoso guerreiro como um bumerangue, servia para dar validade e sagrar um casamento e os demais atos judiciais.

Também para marcar com estacas as propriedades; usava-se a ferramenta sacramental para bendizer o lar; para rematar a pira funerária e sua inscrição em lápides funerárias assegurava o não retorno dos mortos.

Ele habitava o maior palácio de Asgard, o palácio Bilkirnir, que tinha 540 salas para alojar todas as pessoas humildes após a sua morte, assegurando-lhes a felicidade eterna, em igualdade para todos, para compensá-los de tudo o que na Terra tinham padecido.

Teve também uma vida doméstica importante, pois casou duas vezes, a primeira com a giganta Jarnsaxa, que lhe deu dois filhos, Magni (força) e Modi (coragem), os que foram herdeiros do martelo mágico e foram os seres destinados a povoar o novo mundo que se abriria após o fatal acaso dos deuses. E o segundo casamento, que foi, muito mais importante no mito do deus Thor, foi Sif, a bela dama dos cabelos tão louros como o ouro, que lhe deu duas filhas Lorride e Thurd.

Quando da Terra se ouvia o bramido da tempestade, os humanos sabiam que, por cima de suas cabeças, no céu, estava passando o carro de Thor, puxado pelas suas duas cabras, e estava indo lutar contra os gigantes gelados, o maior perigo para os nórdicos, sempre ameaçados pelo frio; este grande adversário e exterminador de gigantes, por quem nutria um ódio incontrolável, era também conhecido como “Senhor dos Bodes”, título oriundo da crença de que as trovoadas seriam nada mais que um passeio do príncipe em seu carro.

Thor quebra as barreiras, para ele não existem obstáculos intransponíveis, vence as dificuldades, é tido como o mais forte e corajoso, amplia os horizontes, era muitas vezes invocado em cerimônias de casamento com a intenção de suprimir qualquer dificuldade que pudesse vir a interferir na harmonia familiar dos recém-casados, além de atribuir fecundidade às esposas, ele representa a força destruidora dos elementos utilizada para fins positivos.

Na Irlanda, um dos antigos nomes dados aos vikings era “O Povo de Thor”, devido à sua coragem e força nos campos de batalha. Dia: Quinta-feira (Thursday). Cor: vermelho-fogo. Mineral: ágata-de-fogo. Mitologia: Zeus, Júpiter, Hércules ou Héracles.

TYR – TYW – TIWAZ – Deus original germânico da guerra e o patrono da justiça, o precursor de Odin. Na época dos vikings, Tyr preparou o caminho de Odin; no qual tornou-se o rei da guerra. Na mitologia antiga, Tyr tornou-se o principal dos deuses. Ele também era conhecido como Tiwaz, Tiw e Ziu. No velho inglês: Tiw.

Diz-se que o manco Tyr foi denominado posteriormente o filho de Odin e Frigga, ou talvez de Odin e de uma gigante, personificação do mar enfurecido; ou ainda possivelmente do gigante Hymir. Tyr foi, indiscutivelmente, a divindade da guerra e um dos doze grandes deuses do Asgard.

Ele é o mais corajoso dos deuses, que inspira coragem e heroísmo nas batalhas. Tyr é representado como um homem de uma mão só, porque sua mão direita foi arrancada pelo gigante lobo Fenris.

Seu atributo é uma espada, o símbolo da justiça, assim como da arma. A sua invencível espada, o próprio símbolo da sua divindade foi forjada pelos anões filhos de Ivald, também armeiros de Odin.

A sua espada também pertence a lenda e há uma muito especial que Guerber colheu nos finais do século passado, onde se contava que a espada venerada pelos Cheruski, uma vez roubada do templo em que era adorada, passou para as mãos de Vitelio, prefeito romano que encorajado pela sua posse, se auto nomeou imperador, mas não soube lutar com ela e morreu pelas mãos de um de seus legionários germanos que a empunhou para cortar-lhe o pescoço pela sua covardia.

Átila, depois, encontrou-a enterrada na margem do Danúbio e, com ela, quase se apropriou da Europa, para terminar por ser morto com o seu fio, pelas mãos da princesa Ildico, que vingava assim as mortes dos seus, produzidas pelo Huno.

Para terminar com a lenda, digamos que se acabava contando que, finalmente, tinha sido propriedade do vitorioso duque de Alba e que este, após a batalha de Muhlberg e por não querer seguir as superstições do paganismo, a fez chegarão arcanjo S. Miguel, para que ele, do seu posto no céu, a brandisse eternamente na defesa do cristianismo.

Voltando ao deus Tyr, digamos que também se adscreviam ao seu comando as Valquírias, e que era ele quem indicava às virgens guerreiras quais eram os guerreiros mortos que deviam ser escolhidos e levados para o Valhalla, para desfrutar de todos os seus gozos e esperar lá, ávida e felizmente, o grande momento, a hora da última e definitiva batalha em que tinha de acabar-se o primeiro Universo e dar lugar ao segundo.

O terrível lobo Fenris, foi um dos monstruosos filhos do deus Loki e a gigante Angur. Odin tentou domesticá-lo enquanto era um filhote e levou-o para o Asgard. Tyr foi o encarregado de alimentar a fera, dado que era o único que se atrevia a aproximar-se dela.

Assim o fez vendo como o animal crescia em tamanho e ferocidade e não melhorava de maneira nenhuma a sua conduta. Então os doze amarraram o lobo em correntes, para evitar que pudesse converter-se num perigo apara todos; mas as correntes não serviam de nada, pois Fenris partia-as com toda a facilidade; de maneira que os deuses pediram aos elfos que fizessem algo indestrutível.

Os elfos misturaram alguns ingredientes e teceram uma corda inquebrável Gleipnir que, quanto mais se puxava por ela, mais se apertava. Foram todos, deuses e lobos para a ilha de Lyngvi, para propor a Fenris que provasse a sua resistência, coisa nada fácil, dado que ele receava de uma liga tão sutil.

Como os doze insistiam, Fenris aceitou com a condição de que um deles pusesse o seu braço dentro das fauces, para pagar por todos se algo saísse mal. De maneira que Tyr foi de novo o escolhido e deixou o seu braço à prova dentro da boca de Fenris, enquanto se lhe atava o Gleipnir ao pescoço e as garras.

O lobo esticou e esticou a atadura, mas esta só se apertava cada vez mais; entretanto os deuses riam, bem nem todos, pois Tyr, perdeu a mão direita para sempre. O lobo uivava furioso e os deuses meteram-lhe uma espada na boca, para calá-lo; do sangue que brotou do seu paladar nasceu o rio Von e lá, ficou Fenris, a espera do dia final, até que chegasse o momento em que se partisse a sua ligadura e fosse o momento da sua vingança.

No dia de Ragnarok, Tyr iria matar Garm, o guardião do inferno, mas morreu pelo ataque do animal. Signo: Áries. Planeta: Marte. Mitologia: Ares.

ULL – Na antiga mitologia escandinava, Ull (glória) é o deus da justiça e do julgamento, assim como o deus patrono da agricultura. Ele é excelente com arcos e flechas, também com esquis, e vive em Ydalir. Ele é reconhecido como filho de Sif e Thor. Quando o gigante Skadi divorciou-se de Njord, ela casou-se com Ull. No antigo nórdico: Ullr.

URD – A mãe do destino.

UTGARD – Na mitologia nórdica é o lugar dos gigantes, situada em Jotunheim. Utgard-Loki fez seu castelo aqui.

VALHALLA – VALACHA – Reino mítico onde o grande Odin recebia os guerreiros mortos em batalha. Alí os valorosos heróis desfrutavam de cerveja e hidromel fornecido por HEIDRUNN, a cabra sagrada.

VALQUÍRIAS – As Valquírias são mulheres jovens e belas que vivem montadas em cavalos e armaduras com arco e fechas. Odin necessitava de bravos soldados para a batalha de Ragnarok, e as Valquírias foram aos campos de batalha para encontrar as mais bravas guerreiras e acharam seus heróis, desde Elnherjar até Valhalla, o território de Odin.

As Valquírias são também as mensageiras de Odin, enquanto cavalgam em suas jornadas, causam uma estranha luz chamada de Aurora Boreal ou “Luzes do Norte”. Velho nome: Valkyrja.

Outra versão: Deusas guerreiras, filhas de Freya, vinham montadas em cavalos brancos buscar os espíritos dos guerreiros vikings mortos em campos de batalha, para levá-los ao Valhala (céu).

VANAHEIM – É a casa de Vanir. Localizada em Asgard, no mais alto nível do Universo.

VANIR – Na mitologia nórdica, Vanir é originalmente um grupo de deuses e deusas da natureza e fertilidade, os inimigos dos deuses guerreiros de Aesir. Eles eram considerados aqueles que traziam a saúde, juventude, fertilidade, sorte e vida, os mestres da magia. Vanir vive em Vanaheim.

Aesir e Vanir estiveram em guerra por um longo período quando decidiram fazer as pazes. Para garantir esta paz eles trocaram reféns: Vanir enviou seus mais renomados deuses, o saudável Njord e seus filhos Freya e Freyr. Em troca Aesir enviou Honir, um grande homem de fina aparência. Ele foi acompanhado por Mimir, o mais importante homem de Aesir e em retorno Vanir enviou seu homem mais importante Kvasir.

Porém Honir não era tão esperto quanto Aesir achava e Mimir foi alertado sobre isso. Vanir teve suspeitas das respostas que Honir deu quando Mimir não estava por perto.

Eles descobriram que haviam sido desonestos e, cortaram a cabeça de Mimir e devolveram-na para Aesir. Porém este fato não levou a nova guerra. E todos os deuses de Vanir foram integrados com Aesir. Nada foi descoberto a cerca de Vanir antes da assimilação. O nome “Vanir” deve ser derivado da velha palavra nórdica vinr, que significa “amigo”.

VAR – VOR – VARA – Na mitologia nórdica, Var é a deusa dos contratos e dos casamentos, uma das principais deusas. Vor era a deusa que nunca poderia ser carregada, pois era enorme. Ela ouve os votos e os pactos feitos entre os homens e mulheres (esses pactos são chamados de varar). Ela se vinga daqueles que quebram esses votos. Vara garante o cumprimento dos juramentos e do castigo ao perjuro. Outra versão: Aquele que sabia tudo o que acontecia no Universo.

VÉ (representa o sagrado) – Vé é um dos velhos deuses escandinavos e junto com Odin e Vili, o filho do primordial par de gigantes Bor e Bestla. Os três irmãos criaram o céu e a terra do corpo de Ymir e construíram os vinte reinados. Eles também criaram Ask e Embla, o primeiro casal de humanos.

VERDANDI – A ninfa.

VIDAR – Na mitologia nórdica, Vidar é o filho de Odin e da gigante Gridr. Ele é o deus do silêncio e da revanche, o segundo deus mais forte dos deuses. Na destruição do mundo, Odin seria morto pelo lobo Fenris, e Vidar ajudaria seu pai matando o lobo com as suas mãos. Ele pressionaria com seus pés a boca do lobo e depois o partiria ao meio. Ele é um dos deuses que regeria o novo mundo quando da sua criação. Sua casa em Asgard é Vidi.

VILI (representa a vontade) – Na mitologia escandinava, um dos deuses primordiais, irmão de Odin e Ve. Os três eram responsáveis pela criação do cosmos, assim como dos primeiros humanos.

VJOFN – Tuteladora da paz e a concórdia.

WAYLAND – WELAND – Weyland era um herói anglo-saxão que desempenhou o importante papel de ferreiro dos deuses. Patrono dos artesãos e da sabedoria oculta nas entranhas da terra. O ferreiro pertencia a uma linhagem de gigantes, usava saiote escocês e era coxo de uma perna.

Filho do rei da Finlândia, era um dos três irmãos que se tornaram amantes das Donzelas dos Cisnes. Seu ofício era de forjar jóias e armas. Os ferreiros eram considerados mágicos naturais porque sabiam domar cavalos selvagens e trabalhar com o fogo e o ferro.

Nas dunas de Berkshire, perto da famosa figura da colina de White Horse em Wayland’s Smithy, Uffington?, há um cemitério pré-histórico. Diz o folclore que quem deixar um cavalo alí, à meia noite, durante a lua cheia e voltar ao amanhecer, vai verificar que Waland ajustou-lhe ferraduras novas...

Wayland é associado ao dragão ou serpente que nas mitologias saxônica e escandinava guarda os túmulos e os tesouros que eles contém.

WEALTHEOW – Rainha de Hrothgar, foi a líder ideal, pois era ao mesmo tempo versada nas artes mágicas, possuía o dom do aconselhamento e sabia organizar seus guerreiros em batalha. Sua vida heróica foi contada na Beowulf Saga.

YMIR – AURGELMIR – Também chamado Hrim, o gigante do gelo. Na mitologia nórdica, Ymir é um gigante primordial e o progenitor da raça dos gigantes do gelo. Ele foi criado através do gelo de Niflheim, quando o gelo entrou em contato com o ar quente de Muspell. Este gigante do gelo nasceu como de uma nuvem...

YGGDRASIL – Na mitologia nórdica, Yggdrasil (o terrível cavalo), também chamado da Árvore do Mundo é a árvore gigante que interligava todos os mundos. Abaixo da árvore nascem os paraísos de Asgard, Jotunheim e Niflheim. Três bens vivem em sua base: o bem da sabedoria Mímisbrunnr, guardado por Mimir; o bem do destino Urdarbrunnr, guardado pelas Nornas; e Hvergelmir (Roaring Kettle – o ranger das águas dos rios), recursos estes de vários rios.

Quatro veadinhos rodeiam os galhos da árvore e comem as folhas, eles representam os quatro ventos. Existem outros habitantes na árvore, tal como o esquilo, um crítico notório e Vidofnir (a cobra da árvore), o pássaro dourado que fica no topo da árvore. As raízes são guardadas por Nidhogg e outras serpentes. No dia de Ragnarok, o gigante do fogo Surt colocará a árvore em fogo. Outros nomes: Pergunta de Yggdrasil, Madeira de Hoddmimir’s, Laerad e Cavalo de Odin. No velho nórdico: Mimameidr.


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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

PROMETHEU ACORRENTADO E A CAIXA DE PANDORA ...







Prometeu acorrentado e a Caixa de Pandora





Antes que o Céu e o Mar fossem criados, tudo era Um. Isso é chamado de Caos. A terra, a água e o ar eram um só. A terra não era sólida, nem a água líquida; o ar não era transparente. Mas quis-se que tudo mudasse. E assim foi feito: a terra foi separada da água e, sendo mais pesada, ficou em baixo; a água tomou os lugares mais baixos da terra e a molhou; e o ar, separado de ambos, ficou no alto, formando o céu.

Algum deus desconhecido, então, deu ainda maior ordem à terra. Apontou aos rios e baías seus lugares, cresceu montanhas, abriu vales, distribuiu as árvores, fontes, solos férteis e planícies. Quando o ar tornou-se ainda mais puro, as estrelas começaram a brilhar no céu; aos peixes e a alguns outros seres foi dada a possessão do mar; aos pássaros, o ar; e aos outros seres a terra.

Porém, um animal mais nobre, onde um espírito pudesse ser alojado, tinha que ser feito, e surgiu, pois, o Homem. E à Terra foi Prometeu, que descendia da geração de gigantes destronados por Zeus. Era filho de Japeto, que era filho de Urano (Céu) e de Géia (Terra). Sabia ele que nas entranhas da terra dormiam algumas sementes dos céus. Pegou, então, em suas mãos um pouco de terra e molhou-a com a água de um rio e obteve argila; moldou-a, cuidadosamente, carinhosamente, até obter uma imagem que fosse semelhante à dos deuses.

Mas faltava dar vida àquele boneco; Prometeu, então, procurou nas almas dos animais por características boas e más e, achando-as, colocou-as, uma a uma, dentro do peito do homem. E o homem adquiriu vida.

No entanto, ainda faltava alguma coisa, algo mais forte... o Sopro Divino. O deus tinha uma amiga entre os deuses (comandados por Zeus), Atena, deusa da Sabedoria. Esta admirou a obra do filho dos Titãs e insuflou naquela imagem semi-animada um espírito. E os primeiros seres humanos passaram a caminhar sobre a terra, povoando-a.

Não sabiam, entretanto, como fazer uso da natureza, nem dos animais; nem dos seus braços e de suas mãos. Nem da centelha divina com a qual haviam sido presenteados. Podiam ver, mas não percebiam a terna beleza do céu; podiam comer, mas não sentiam o doce sabor das amoras; podiam escutar, mas não sonhavam com o barulho das cascatas.

Não sabiam fazer nada; não tinham o conhecimento de como amolar as pedras para cortar melhos a pele dos animais; não sabiam fazer suas casas e moravam e cavernas; não sabiam como pescar os belos peixes azuis, pois não conheciam os meios de fazê-lo. Rastejavam como vermes e viviam na escuridão, sem saber das Quatro Estações.

Do alto, Prometeu sentiu pena e desceu à Terra novamente para ensiná-los a ver as estrelas; ensinou-os a cantar e a escrever; mostrou como fazer para subjugar os animais mais fortes; demontrou-lhes como fazer barcos e velas e como poderiam navegar; ensinou-os a enfrentar as variantes diárias da vida e a fazer unguentos e remédios para suas feridas. Por último, deu-lhes o dom da Profecia, para o entendimento dos sonhos; mostrou-lhes o fundo da Terra e suas riquezas minerais: o cobre, a prata e o ouro e a fazer da vida algo mais confortável.

Na abóboda reinava Zeus e os seus. Havia, há pouco tempo, destronado seu pai, Cronos (Tempo). Foi o fim da Antiga Geração de deuses, dos quais Prometeu fazia parte. No entanto, cabe salientar que Prometeu manteve-se afastado da guerra entre os deuses e os Titãs, tendo, inclusive, feito algumas profecias à respeito. Zeus e seus filhos voltaram sua atenção para a recém-criada humanidade e dela exigia honras e sacrifícios, oferecendo, em troca, sua proteção.

Os mortais e os imortais, então, se encontraram em Mecone (Grécia) para decidir as obrigações e direitos dos seres humanos. Prometeu interviu como legítimo advogado das suas criaturas e pediu aos deuses que não cobrassem muito por sua proteção. Neste ponto, Prometeu teve a idéia de enganá-los. Pelos seres humanos, sacrificou um enorme e belo touro e dividiu-o em duas partes e disse aos deuses do Olimpo que escolhessem uma delas. Antes, porém, em um dos montes colocou apenas os ossos e cubriu-o cuidadosamente com o sebo do bicho, fazendo-o parecer maior que o outro monte, de carne, entranhas e gordura, coberto com a pele do animal.

Zeus, o pai dos deuses, que tudo sabe, percebeu logo a jogada e, irônico disse: "Filho de Japeto, honrado rei, bom amigo, como você dividiu desigualmente a vítima do sacrifício!". Prometeu teve a certeza que o deus estava sendo enganado com sucesso. "Honrado Zeus, maior dentre todos os deuses imortais, escolha a parte que seu coração desejar!" - disse. O maior de todos os deuses pegou o monte maior, propositadamente, e ao descobrí-lo disse, com raiva em seu coração: "Vejo que não se esqueceu da arte de enganar". E vingou-se, pois, dele, recusando aos homem o último dos dons para manterem-se vivos: o fogo.

Mas o jovem deus sabia que havia um modo de trazer o fogo à Terra e esperou a carruagem do Sol passar; com um caule de nártex tocou-a e fez-se em incandescente brasa. Logo a primeira semente do fogo do Sol foi utilizada em fogueiras. Zeus sentiu-se irado ao ver que o novo brilho que emanava da Terra era o do fogo. Sem poder tirar o conhecimento de como obter o fogo dos homens, arquitetou um outro malefício.

Poucas horas depois, Hefesto chegou com uma estátua de pedra que retratava uma belíssima e encantadora donzela. Fôra pedida por Zeus. Ela linda, e clara como a neve. Atenas, que tinha ciúmes de Prometeu, vestiu a estátua com um manto branquíssimo e brilhante, cobriu-lhe a face com um véu, coroou-lhe a cabeça com flores silvestres e cingiu-a com uma tiara de puro ouro ornamentado com desenhos de animais.

Hermes, o mensageiro, deu graciosa fala à criatura e Afrodite deu-lhe o dom de encantar a tudo e a todos com seu amor. E da forma mais perfeita fez-se o malefício. Zeus a chamou de "aquela que possui todos os dons", Pandora. Chamou-a assim pois todos os imortais tinham dado à donzela algum mal para a humanidade. E, finalmente, foi mandada para a Terra onde todos se encantaram com sua estupenda beleza e graça.

Pandora procurou Epimeteu (nome que significa "aquele que pensa depois") , que era irmão de Prometeu (nome que significa "aquele que prevê"), para trazer o presente de Zeus. A humanidade era feliz, e vivia sem muito trabalho ou doenças, orientada pelo seu criador que, aliás, orientou o irmão a nunca receber nada do deus olímpico.

Epimeteu, porém, estava por demais encantado e não seguiu o conselho fraterno. Pandora levava em suas mãos um grande vaso, fechado. Diante dele, abriu-o e, de dentro, o mal, como nuvem negra, saiu e não demorou muito para cobrir todo o planeta. Havia apenas um único dom benéfico, a esperança, mas antes que esta pudesse escapar a tampa do vaso foi fechada e esta ficou presa para sempre.

A Terra tomou-se de dor, as doenças, silenciosas, matavam famílias inteiras. As primeiras lágrimas cortaram a face nova do homem novo. Não suficientemente contente, Zeus resolveu vingar-se do próprio Prometeu, entregando-o a Hefesto, seu filho, e a seus seguidores, Krakós e Bia (o Poder e a Violência).

Levaram-no para o deserto da Cítia e lá, foi preso à parede de um abismo horrendo com correntes inquebráveis, em um penhasco na montanha caucasiana. É certo que Hefesto cumpriu tal tarefa à revelia, pois gostava do deus e assim como ele, descendia de seu bisavô, Urano.

E foi Prometeu preso à rocha, de pé, sem poder dormir e incapaz de dobrar os joelhos fatigadosOceano, contrariado, alertou-o dizendo que suas lamentações seriam em vão, pois as decisões de Zeus eram irrevogáveis. Sua tortura deveria durar para toda a eternidade. Prometeu gemia e gritava alto, chamando os elementos da natureza para testemunhar sua dor; mas permanecia inabalado seu espírito.

Permaneceu impassível diante das ameaças de Zeus, que queria que ele clarificasse uma profecia que afirmava que o deus dos deuses cairia devido a um casamento. Zeus ainda ordenou que um abutre devorasse todos os dias o fígado do prisioneiro, que sempre se reconstituía à noite. E profetizou que seu sofrimento só terminaria quando um homem puro e bom morresse em seu lugar. Mas Prometeu sabia que o dia da sua liberdade haveria de chegar, assim como conhece seu destino e de todos os outros (Prometeu: aquele que prevê).

Depois de anos preso e sofrendo, Hércules passou por ali e viu o exato momento em que a ave divina destroçava o fígado de Prometeu. Não pensou duas vezes e lançou sobre ela uma flecha veloz e mortal. Depois libertou-o das pesadas correntes. Os dois seguiram viagem juntos. Mas faltava cumprir com a exigência de Zeus; Quíron, um centauro, antes imortal, aceitou morrer por ele.

Mesmo assim, o senhor dos deuses, obrigou Prometeu a usar um anel com uma pedra encrustada. Era uma pedra retirada do Cáucaso, onde esteve preso. Poderia, assim, vangloriar-se dizendo que seu inimigo continuava preso à montanha.



Na ordem do dia, A caixa de Pandora “é uma expressão muito utilizada quando se quer fazer referência a algo que gera curiosidade, mas que é melhor não ser revelado ou estudado, sob pena de se vir a mostrar algo terrível, que possa fugir de controle” . Sem entrar na questão sobre o algo terrível que veio a tona lá em Brasília, o nosso interesse é explicar a origem da expressão e sua relação com a geometria. Qual, afinal, seriam as dimensões da caixa de pandora? A de Brasília deve ser muito grande, para caber tudo aquilo. Mas quanto à caixa mitológica, qual seria precisamente o seu tamanho?

Primeiro tratemos da origem da expressão. Ela vem da mitologia grega, que conta sobre a caixa que foi enviada com Pandora a Epimeteu – irmão de Prometeu- como um presente de Zeus. Pandora foi a primeira mulher que existiu na Terra, criada por Zeus para castigar os homens pela ousadia do titã Prometeu em roubar do céu o segredo do fogo. Prometeu e seu irmão, pertencentes a uma raça gigantesca que antecedeu o homem sobre a Terra, foram encarregados pelos deuses de fazer tanto a criatura humana como os animais, dando a cada um deles as necessárias condições de sobrevivência. Epimeteu encarregou-se da tarefa de atribuir aos bichos os dons e atributos de que eles precisariam para sobreviver (como velocidade, rapidez, valentia, asas, garras, dentes, guelras, etc.). Quando chegou o momento de produzir o homem, que deveria ser superior aos demais seres que com ele compartilhariam a vida terrena, já não dispunha mais dos recursos necessários. Desorientado, ele recorreu ao irmão, que para socorrê-lo subiu ao céu e lá acendeu sua tocha no carro de Hélios, o deus-sol, trazendo o fogo para o homem e dando-lhe, assim, o recurso com que poderia subjugar as outras espécies vivas.

Zeus irritou-se com a atitude de Prometeu, e desejando puni-lo pela audácia cometida, enviou-lhe a recém-acabada Pandora, mas o titã a recusou polidamente. Prometeu foi preso e condenado a ficar acorrentado no alto de uma montanha, aonde, todos os dias, uma águia gigante vem comer-lhe as vísceras, que são regeneradas à noite, ficando fadado, portanto, a sentir dores por toda eternidade. Pandora foi oferecida a Epimeteu, que ignorando a advertência do irmão a tomou como esposa. Epimeteu acabou abrindo a caixa trazida por Pandora, liberando os males que haveriam de afligir a humanidade dali em diante: o trabalho, a doença, a loucura, a mentira, a paxão, a inveja, a velhice, a guerra e a morte. No fundo da caixa, no entanto, permaneceu a Esperança, que fortifica o homem e lhe dá condição de enfrentar todos os males com que a vida o maltrata.

Quando às dimensões da Caixa de Pandora, prezado leitor, a mitologia não faz referências. Teremos que depender da imaginação de cada um para saber o tamanho de uma coisa que não existe.




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O NASCIMENTO DE BACO ...






Júpiter e Semele


Cadmo teve do seu casamento com Harmonia um filho, Polidoro, e quatro filhas, Autonoe, Ino, Semele e Agave. Semele foi amada de Júpiter e tornou-se mãe de Baco; mas a nova paixão do senhor dos deuses não podia ficar por muito tempo oculta a Juno, que resolveu vingar-se antes do nascimento da criança trazida por Semele no seio. "A implacável deusa, resolvida a perder a rival, revestiu-se do aspecto de Beroé, a velha nutriz de Semele, e indo visitar a jovem, fez habilmente com que a conversação recaísse sobre Júpiter. Prouvera ao céu, disse à filha de Cadmo que seja o próprio Júpiter quem te ama! Mas eu temo por ti: quantas moças não foram iludidas por simples mortais que se diziam um deus qualquer! Se aquele de quem me falas for verdadeiramente Júpiter, ele saberá dar-te provas certas, vindo visitar-te com a majestade que o acompanha, quando se aproxima de Juno."
Enganada por tão artificiosas palavras, a filha de Cadmo pediu a Júpiter que lhe concedesse uma graça, sem especificar qual, e o pai dos deuses e dos homens jurou pelo Estige que a concederia. Descontente e inquieto com o que ela lhe pedira, mas não podendo retirar um juramento pelo Estige, reuniu os trovões e os raios e foi visitar Semele. Mas a habitação de um mortal não poderia resistir àquilo, e mal o deus se aproximou do palácio de Semele o incêndio se generalizou. A filha de Cadmo ficou reduzida às cinzas, e Júpiter mal teve tempo para retirar-lhe do seio o menino que ela ia dar à luz e encerrá-lo na sua coxa, onde ficou até o dia designado para o nascimento. (Ovídio)
Esse menino foi Dionisos, chamado pelos latinos Baco, ou Líber, que assim nasceu duas vezes e foi educado pelas ninfas de Nisa.


A coxa de Júpiter


O poeta Nonnos assim narra o nascimento de Baco, ao sair da coxa de Júpiter: "Entretanto, ao vê-lo sair de Semele já queimada, Júpiter acolheu Baco semiformado, fruto de tal nascimento pelo raio, encerrou-o na coxa, e aguardou o curso da lua que traria a maturidade. Dali a pouco a rotundidade amoleceu sob as dores do parto, e o menino, que passara do regaço feminino ao regaço masculino, nasceu sem deixar uma mãe, pois a mão do filho de Saturno, presidindo pessoalmente ao parto, destruiu os obstáculos e soltou os fios que cosiam a coxa geradora. Mal se livrou do divino parto, as Horas, que lhe haviam estipulado o tempo, coroaram Baco de grinaldas de hera como presságio do futuro. Cingiram-lhe a cabeça carregada de flores e ornada dos chifres de touro (alusão à Baco-Hébon). Depois, tirando-o da colina da Dracônia que o vira nascer, Mercúrio, filho de Maia, voou, segurando-o, e foi o primeiro em chamá-lo de Dionisos, como lembrança de sua origem paterna. Com efeito, na língua de Siracusa, Nisos quer dizer coxo, e Júpiter caminhava coxeando quando trazia na coxa o peso de seu filho. Chamaram-no igualmente Erafriotes, deus cosido, por ter estado cosido na coxa do próprio pai. (Nonnos).


A Lenda heróica de Baco

A conquista da Índia


A lenda histórica de Baco parece ser apenas a história da plantação da vinha, e a narração dos efeitos produzidos pela embriaguez, desde que o vinho se tornou conhecido. O temor desses terríveis efeitos explica naturalmente a oposição que se lhe depara por toda parte, quando ensina aos homens o uso do vinho por ele personificado. O culto de Baco apresenta grandes relações com o de Cíbele, e o caráter ruidoso das suas orgias relembra a algazarra que se fazia em homenagem à deusa. Mas a história da conquista da Índia dá às tradições em torno de Baco um caráter especialíssimo. Segundo vários mitologos, as narrações que a isso se prendem só se teriam popularizado após a conquista de Alexandre. Creuzer considera, pelo contrário, essa história bastante antiga.
Nessa expedição memorável, as ninfas, os rios e Sileno, sempre montado no seu burro, formavam o cortejo particular do deus, mas o cortejo era engrossado por numeroso bando de pãs, de faunos, de sátiros, de curetes e de seres estranhos, dos quais nos dá Nonnos uma nomenclatura pormenorizada no seu poema das Dionisíacas.





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A LENDA DE AMETISTA ...





O Deus Baco, ao ser ofendido certa vez, decidiu vingar-se e declarou que a primeira pessoa que ele encontrasse, quando parasse com sua caravana, seria devorada por seus tigres. Mas quis o destino que esse infeliz mortal fosse uma linda e pura donzela chamada Ametista, que se dirigia ao santuário de Diana para orar.
Quando as ferozes bestas saltaram sobre ela, a moça buscou proteção com a deusa e foi salva, mudando sua forma para uma pedra pura e branca. Reconhecendo o milagre e arrependido de sua crueldade, Baco derramou o sumo da uva como uma libação sobre o corpo petrificado da donzela, dando à mesma cor violeta.


A ametista é uma pedra purificadora. Coloque uma ametista dentro de um copo de cristal com água mineral. Proteja o copo com um lenço de seda branco durante uma noite. No dia seguinte retire a ametista e tome a água. Dizem que esta prática purifica o espírito e clareia a mente.



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MITOLOGIA GRECO-ROMANA ...

Afrodite
Deusa do amor e da beleza. Na lenda de Homero, ela é dita como sendo a filha de Zeus e Dione, uma de suas consortes, mas na Teogonia de Hesíodo, ela é descrita como nascida da espuma do mar e, etimologicamente, seu nome quer dizer "erguida da espuma."
De acordo com Homero, Afrodite é a esposa de Hefaístos, o deus das artes manuais. Seus amantes incluem Ares, deus da guerra, que posteriormente foi representado como seu marido. Era a rival de Perséfone, rainha do mundo subterrâneo, pelo o amor do belo jovem Adônis. Talvez a lenda mais famosa sobre Afrodite diga respeito à causa da Guerra de Tróia. Eris, a personificação da discórdia - a única deusa que não foi convidada ao casamento de Peleu e da ninfa Tétis - ressentida com os deuses, arremessou uma maçã dourada no corredor onde se realizava o banquete, sendo que na fruta estavam gravadas as palavras "à mais bela." Quando Zeus se recusou a julgar entre Hera, Atena, e Afrodite, as três deusas que reivindicaram a maçã, elas pediram à Páris, príncipe de Tróia, para fazer a premiação. Cada deusa ofereceu à Paris um suborno: Hera, prometeu-lhe que seria um poderoso governante; Atena, que ele alcançaria grande fama militar; e Afrodite, que ele teria a mulher humana mais linda do mundo. Páris declarou Afrodite como a mais bela e escolheu como prêmio Helena, a esposa do rei grego Menelau. O rapto de Helena por Páris foi a causa da Guerra de Tróia

Anfitrite
Deusa do mar, filha de Nereu ou de Oceano, e esposa de Posêidon. Na escultura, ela freqüentemente aparece sentada próxima à Posêidon numa carruagem puxada por Tritões.

Apolo
Filho de Zeus e Leto, filha de um Titã. Na lenda de Homero ele era considerado, principalmente, como o deus da profecia. Seu oráculo mais importante estava em Delfos, o local onde matou a serpente Píton (Sucuri).
Às vezes ele concedia o dom da profecia aos mortais que ele amava, tal como a princesa Cassandra, de Tróia. Apolo era músico e encantava os deuses com seu desempenho com a lira. Era também um arqueiro-mestre e excelente corredor, sendo creditada a ele a primeira vitória nos Jogos Olímpicos.
Sua irmã gêmea, Ártemis, era a guardiã das virgens e das mulheres jovens, e Apolo era o protetor especial dos rapazes. Era também o deus da agricultura, do gado, da luz e da verdade. Ensinou aos humanos a arte da cura. Alguns contos retratam Apolo como severo e cruel. De acordo com a Ilíada de Homero, Apolo atendeu às orações do sacerdote Crísias para obter a libertação de sua filha das mãos do general grego Agamenon, atirando flechas envenenadas contra o exército grego.
Ele também raptou e possuiu a jovem Creusa, princesa ateniense, e abandonou-a com seu filho que nascera da união. Talvez por causa de sua beleza, Apolo era representado com mais freqüência na arte antiga que qualquer outra divindade.
Ares
Deus da guerra e filho de Zeus, rei dos deuses, e sua esposa, Hera. Os romanos o identificaram com Marte, também um deus da guerra. Ares, sanguinário e agressivo, personificava a natureza brutal da guerra.
Era impopular tanto com os deuses quanto com os humanos. Entre as divindades associadas com Ares estavam sua mulher Afrodite, deusa do amor, e divindades menos importantes, como Deimos (o Temor) e Fobos (o Tumulto), que o acompanhavam em batalha.
Embora Ares fosse bélico e feroz, não era invencível, mesmo contra os mortais. A adoração de Ares, que se acredita ter origem na Trácia, não se estendia à toda a antiga Grécia, e onde existiu, não tinha importância social ou moral. Ares era uma divindade ancestral de Tebas e tinha um templo em Atenas, aos pés do Areopago, ou Colina de Ares.

Aristeu
Filho de Apolo e da ninfa Cirene. Era adorado como o protetor dos caçadores, pastores e rebanhos, e como o inventor da apicultura e da arte de cultivar azeitonas.
Quando Aristeu tentou seduzir Eurídice, a esposa do célebre músico Orfeu, ela fugiu dele e acabou sendo mortalmente ferida com a picada de uma cobra. As ninfas o puniram fazendo todas as suas abelhas morrerem. Mas ele amenizou as ninfas com um sacrifício de seu gado, de cujas carcaças emergiram novas colméias de abelhas.
Aristeu era conhecido nas artes da cura e da profecia, e vagou por muitas terras para compartilhar seu conhecimento e curar doentes. Era largamente venerado como um deus beneficente e freqüentemente era representado como um pastor juvenil carregando um cordeiro.

Artemis
Uma das principais deusas. Era a filha de Zeus e de Leto, e a irmã gêmea de Apolo. Era a caçadora-chefe dos deuses e a deusa da caça e dos animais selvagens, especialmente os ursos. Ártemis era também a deusa do parto, da natureza e da colheita.
Como deusa de lua, ela às vezes foi identificada com as deusas Selene e Hécate. Embora tradicionalmente seja a amiga e protetora das mulheres, especialmente as jovens, Ártemis impediu os gregos de navegar até Tróia durante a guerra até que eles sacrificassem uma virgem para ela.
De acordo com algumas histórias, justamente antes do sacrifício, ela salvou a vítima, a jovem Ifigênia. Como Apolo, Ártemis se armava de um arco e flechas, com o qual ela freqüentemente punia mortais que a ofendiam. Em outras lendas, ela é elogiada por dar às mulheres jovens que morriam nos partos uma morte rápida e sem dor.

Asclépio
O deus da medicina. Era filho de Apolo e da virgem Coronis, da Tessália. Zangado porque Coronis era infiel a ele, Apolo matou-a e arrancou o nascituro Asclépio de seu ventre. Mais tarde ele enviou Asclépio ao centauro Quíron para ser educado. Asclépio aprendeu com Quíron a arte da cura e logo se tornou um grande médico.
Por Asclépio ameaçar a ordem natural das coisas e por ressuscitar os mortos, Zeus o matou com um trovão. O culto à Asclépio centralizou-se em Epidauro, mas era popular por todo o mundo Greco-Romano. Os santuários de Asclépio funcionavam como refúgios para restabelecer a saúde, onde regimes terapêuticos tais como exercícios e dietas eram prescritos. A prática mais importante associada com as curas era o ritual da incubação, em que as pessoas aflitas eram adormecidas dentro de um templo ou cerco sagrado na esperança de que o deus viesse ter com eles em seus sonhos e prescrevesse a cura para suas doenças.

Atena
Deusa da Sabedoria, também chamada de Palas Atena. Filha de Zeus e de sua primeira mulher, Métis, deusa da Prudência. Segundo a tradição, quando Métis estava grávida, Zeus a engoliu, por temer que seu filho viesse a destroná-lo. Mais tarde, atormentado por uma dor de cabeça, pediu a Hefaístos que lhe abrisse o crânio com uma machadada. De sua cabeça saiu Atena, armada e coberta com o elmo do Saber.
Uma deusa virgem, era chamada Parthenos ("a virgem"). Seu templo mais importante, o Partenon, estava em Atenas, que, de acordo com a lenda, tornou-se seu por ter dado de presente aos atenienses a árvore da oliveira. Atena era principalmente a deusa das cidades gregas, da indústria e das artes, e mais tarde, tornou-se a deusa da sabedoria. Era também deusa da guerra.
Atena foi forte defensora dos gregos na Guerra de Tróia. Depois da queda de Tróia, entretanto, os gregos não conseguiram respeitar a santidade de um templo de Atena em que a profetisa Cassandra procurou abrigo. Como castigo, tempestades enviadas pelo deus do mar, Posêidon, a pedido de Atena, destruiu a maioria dos navios gregos que retornavam de Tróia. Atena era também uma patrona das artes agrícolas e do artesanato feminino, especialmente a arte de tecer e fiar.
Entre seus presentes ao homem estavam a invenção do arado, a arte de domesticar animais, construção de navios e a confecção de sapatos. Ela freqüentemente era associada com pássaros, especialmente a coruja.

Cárites
Graças (ou Cárites), o três deusas da alegria, charme e beleza. As filhas de Zeus e da ninfa Eurínome. Chamavam-se Aglaia (o Esplendor), Eufrosina (a Alegria) e Tália (a Floração). As Graças presidiam sobre os banquetes, danças e todos os outros eventos sociais agradáveis, trazendo alegria e boa vontade tanto para os deuses quanto para os mortais. Eram as auxiliares especiais das divindades do amor, Afrodite e Eros, e junto com as Musas, cantavam aos deuses no Monte Olimpo, dançado linda músicas que Apolo produzia em sua lira.
Em algumas lendas Aglaia casou-se com Efaístos, o artesão dos deuses. Seu casamento explica a tradicional associação das Graças com as artes; como as Musas, acreditava-se que elas davam o dom aos artistas e poetas para a criação de lindos trabalhos de arte. As Graças raramente eram tratadas como indivíduos, mas sempre como uma espécie de encarnação tripla de graça e beleza. Na arte elas normalmente são representados como jovens virgens dançando num círculo.

Ceres
Na mitologia romana, a deusa da agricultura. Ela e sua filha Prosérpina eram as representações gregas de Deméter e Perséfone. A crença Grega de que a alegria de Deméter em reunir-se com sua filha a cada primavera trazia à terra um período de abundância em frutas e grãos foi introduzida em Roma no século V a.C., e seu culto tornou-se extremamente popular, especialmente entre os plebeus. A palavra cereal deriva de seu nome.


Destinos
As três deusas que determinavam a vida humana e seu encadeamento. Conhecidas como Moiras, os Desatinos repartiam para cada pessoa, no momento de seu nascimento, uma parcela do bem e do mau, embora uma pessoa pudesse acrescer o mau em sua vida por si própria. Retratadas na arte e na poesia como mulheres velhas e severas, ou como virgens sombrias, as deusas eram freqüentemente vistas como fiadeiras. Cloto, a fiadeira, tecia o fio da vida; Láquesis, a distribuidora de quinhões, decidia a quantidade e designava o destino de cada pessoa; e Átropos, a inexorável, carregava o poder de cortar o fio da vida no tempo designado. As decisões dos Destinos não podiam ser alteradas, nem mesmo pelos deuses.


Dione
De acordo com a Ilíada de Homero, Dione seria a mãe de Afrodite. Entretanto, há uma outra lenda para o nascimento da deusa do amor.


Dionísio
Deus do vinho e da vegetação, que mostrou aos mortais como cultivar as videiras e fazer vinho. Filho de Zeus, Dionísio normalmente é caracterizado de duas maneiras. Como o deus da vegetação - especificamente das árvores frutíferas - ele freqüentemente é representado em vasos bebendo em um chifre e com ramos de videira. Ele eventualmente tornou-se o popular deus do vinho e da alegria, e milagres do vinho eram reputadamente representados em certo festivais de teatro em sua homenagem.

Dionísio também é caracterizado como uma divindade cujos mistérios inspiraram a adoração ao êxtase e o culto às orgias. As bacantes era um grupo de devotos femininos que deixavam seus lares para vagar de maneira errante em busca de êxtase em devoção à Dionísio. Usavam peles de veado e a eles eram atribuídos poderes ocultos. Dionísio era bom e amável àqueles que o honravam, mas trazia loucura e destruição para aqueles que desprezavam as orgias a ele dedicadas.

De acordo com a tradição, Dionísio morria a cada inverno e renascia na primavera. Para seus seguidores, este renascimento cíclico, acompanhado pela renovação da terra com o reflorescer das plantas e a nova frutificação das árvores, personificavam a promessa da ressurreição de Dionísio. Os rituais anuais em homenagem à ressurreição de Dionísio gradualmente foram se desenvolvendo no drama grego, e importantes festivais eram celebrados em honra do deus, durante os quais grandes competições dramáticas eram conduzidas. O festival mais importante, as Dionisíacas, era celebrado em Atenas por cinco dias a cada primavera.

Foi para estas celebrações que os dramaturgos Ésquilo, Sófocles, e Eurípides escreveram suas grandes tragédias. Por volta do século V a.C., Dionísio era também conhecido entre os gregos como Baco, um nome que se referia aos altos brados com os quais Dionísio era adorado nas orgias, ou mistérios dionísicos. Estas celebrações frenéticas, que provavelmente se originaram em festivais primaveris, ocasionalmente traziam libertinagem e intoxicações. Esta foi a forma de adoração pela qual Dionísio tornou-se popular no século II a.C., na Itália, onde os mistérios dionísicos eram chamados de Bacanália.

As indulgências das Bacanálias tornaram-se extrema, e as celebrações foram proibidas pelo Senado Romano em 186 a.C.. Entretanto, no século I d.C. os mistérios dionísicos eram ainda populares, como se evidencia em representações encontradas em sarcófagos gregos.


Éolo
Nome de duas figuras mitológicas. Era melhor conhecido como o deus dos ventos. Vivia em Eólia, uma ilha flutuante, com seus seis filhos e seis filhas. Zeus tinha lhe dado o poder de acalmar e despertar os ventos. Quando o herói grego Odisseu (Ulisses) visitou Éolo, ele foi recebido como um convidado de honra. Como presente de Éolo, ao partir, Odisseu (Ulisses) recebeu dele um vento favorável e uma sacola de couro repleta com todos os ventos. Os marinheiros de Odisseu (Ulisses), pensando se tratar de uma sacola com ouro, abriram-na e a costa foi imediatamente varrida pelos ventos.

Depois disso, Éolo se recusou a ajudá-los novamente. Outro Éolo na mitologia grega foi o rei da Tessália. Era o filho de Heleno, antepassado dos Helenos, os primeiros habitantes da Grécia. Éolo era o antepassado dos gregos Eólios.


Eros
O deus do amor e relativo do Cupido romano. Na mitologia antiga, era representado como uma das forças primitivas da natureza, o filho do Caos, e a encarnação da harmonia e do poder criativo do universo. Logo, entretanto, passou a ser visto como um rapaz intenso e bonito, assistido por Pótos ( "ânsia") ou Hímero ( "desejo").

Mais tarde a mitologia transformou-o no auxiliar constante de sua mãe, Afrodite, a deusa do amor. Na arte grega, Eros era retratado como um jovem alado, ligeiro e bonito, freqüentemente com olhos cobertos para simbolizar a cegueira do amor. Às vezes ele carregava uma flor, mas mais comumente um arco de prata e flechas, com o qual ele atirava dardos de desejo contra o peito de deuses e homens.

Nas lendas e na arte romana, Eros degenerou numa criança maligna e freqüentemente era retratado como um bebê arqueiro.


Eumênides
Antigos espíritos da terra ou deusas associados à fertilidade, mas também tendo certas funções sociais e morais. Tradicionalmente em número de três, as Eumênides eram adoradas em Atenas e em terras fora da Ática. Embora seu nome por vezes queira dizer "as benevolentes" "as graciosas," e "as veneráveis," as deusas eram normalmente retratadas como as Górgonas, criaturas com cobras ao invés de cabelos e olhos injetados de sangue. Sua aparência vai de encontro com sua identificação, em outras lendas, com as Erínias, três deusas vingativas do mundo inferior.

Na sua peça "As Eumênides", o dramaturgo ateniense Ésquilo contou a perseguição de Orestes pelas Erínias, depois que aquele matou sua mãe, Clitemnestra, para se vingar da morte de seu pai, Agamenon, o qual Clitemnestra havia assassinado. Sem se importarem com os motivos que o levaram a cometer o crime, as Erínias perseguiram Orestes por toda a parte, até Atenas.

Aí Orestes apelou à deusa Atena, que presidiu seu julgamento e lançou o voto decisivo a favor de sua absolvição. Depois deste julgamento, as Erínias aceitaram um novo papel como guardiãs da justiça e tornaram-se conhecidas como as Eumênides.


Fúrias
Também conhecidas como Fúrias, eram as três divindades que administravam a vingança divina, sendo elas: Tisífona (a vingança contra os assassinos), Megera (o ciúme) e Alecto (a raiva contínua). Em muitas versões sobre as Erínias, diz-se que elas são as filhas de Géia e Urano; às vezes eles são chamada de "as filhas da Noite". Viviam no mundo subterrâneo, do qual ascendiam para a terra e perseguir o mau. Eram justas, mas sem piedade e jamais analisavam as circunstâncias que levaram a pessoa à cometer o erro. Puniam todas as ofensas contra a sociedade humana tal como o perjúrio, a infração dos rituais de hospitalidade e, acima de tudo, o assassinato de parentes de sangue.

Estas deusas terríveis eram horríveis para serem contempladas; tinham cobras se retorcendo no lugar dos cabelos e olhos injetados de sangue. Atormentavam os malfeitores perseguindo-os de lugar à lugar através da terra, enlouquecendo-os.


Uma das lendas mais famosas sobre as Erínias consiste em sua perseguição sem descanso pelo príncipe tebano Orestes, pelo assassinato de sua mãe, a rainha Clitemnestra. Orestes havia sido guiado por Apolo para se vingar da morte de seu pai, o rei Agamenon, a quem Clitemnestra havia assassinado. Entretanto, as Erínias, indiferentes a seus motivos, perseguiam-no e o atormentavam.

Orestes finalmente apelou à deusa Atena, que convenceu as deusas vingadoras a aceitar o apelo de Orestes de que ele era livre de culpa. Quando eram capazes de mostrar misericórdia, elas também se transformavam. Das Fúrias de aparência assustadora, transformavam-se nas Eumênides, protetoras dos suplicantes.


Géia
Géia ou Ge, a personificação da Mãe-Terra, e a filha de Caos. Era a mãe e esposa do Pai-Paraíso, personificado como Urano. Eram os pais das primeiras criaturas que vieram a existir: os Titãs; os Ciclopes; e os Gigantes ou Hecatônquiros (Cem Cabeças). Temendo e odiando os Gigantes, apesar deles serem seus filhos, Urano prendeu-os num lugar secreto na terra, deixando os Ciclopes e os Titãs em liberdade.
Géia enfurecida com o seu favoritismo, convenceu seu filho, o Titã Cronos, a derrotar seu pai. Ele castrou Urano e de seu sangue Géia trouxe à vista os Gigantes e as três deusas da vingança, as Erínias. A última e mais terrível concepção de Géia foi Tífon, um monstro de cem cabeças que, embora conquistado por Zeus, vomitava rios de lava do Monte Etna.

Hebe
Deusa da juventude, filha de Zeus e Hera. Durante muito tempo Hebe foi a copeira dos deuses, servindo a eles seu néctar e ambrosia. Foi substituída neste trabalho por Ganímedes, príncipe troiano. De acordo com um relato, ela renunciou à tarefa de copeira dos deuses para se casar com o herói Héracles. Em outra história, foi destituída desta posição por causa de uma queda que sofreu enquanto atendia aos deuses.

Hécate
Deusa da escuridão, a filha do Titã Pérses e Astéria. Diferente de Ártemis, que representava o luar e o esplendor da noite, Hécate representava a sua escuridão e seus terrores. Em noites sem luar, acreditava-se que ela vagava pela terra com uma matilha de uivantes lobos fantasmas. Era a deusa da feitiçaria e era especialmente adorada por mágicos e feiticeiras, que sacrificavam cães e cordeiros negros a ela.
Como deusa da encruzilhada, acreditava-se que Hécate e seu bando de cães assombravam lugares lúgubres que pareciam sinistros aos viajantes. Na arte, Hécate era freqüentemente representada tanto com três corpos ou três cabeças e com serpentes em torno de seu pescoço.

Hefaístos
Deus do fogo e dos trabalhos manuais, filho de Zeus e Hera, ou às vezes apenas o filho de Hera. Em contraste com os outros deuses, Hefaístos era manco e desajeitado. Logo após seu nascimento ele foi expulso do Olimpo, ou por Hera, devido a sua deformidade, ou por Zeus, porque Hefaístos colocou Hera contra Zeus. Outras lendas, entretanto, contam que ele era venerado no Olimpo e foi casado com Afrodite, deusa do amor, ou com Aglaia, uma das três Graças.
Como artesão entre os deuses, Hefaístos fabricava armaduras, armas e jóias. Sua oficina acreditava-se estar sobre o Monte Etna, um vulcão da Sicília. Hefaístos freqüentemente é identificado com o deus do fogo romano, Vulcano.

Hélios
Antigo deus sol, filho dos Titãs Hiperião e Téia, e irmão de Selene, deusa da lua, e Eos, deusa da alvorada. Acreditava-se que Hélio andava diariamente em sua carruagem dourada através dos céus, dando luz aos deuses e aos mortais. À noite ele mergulhava no oceano ocidental, do qual ele era carregado numa taça dourada para seu palácio no leste. Hélio sozinho podia controlar os cavalos ferozes que puxavam sua carruagem ardente. Quando seu filho Faetonte convenceu Hélio a deixá-lo guiar a carruagem através do céu, Faetonte morreu. Como é o único deus que pode ver toda a Terra do alto do céu, é o único que tudo sabe, e informa aos outros sobre certos segredos; e foi justamente por ter revelado a Hefaístos que Afrodite o traía com Ares que a deusa vingou-se dele, inspirando paixões funestas em seus descendentes: em sua filha Pasifaé e suas netas Ariadne e Fedra.
Hélio foi largamente adorado por todo o mundo grego, mas seu principal culto estava em Rodes. Uma das Sete Maravilhas do Mundo, o Colosso de Rodes, era uma representação de Hélio.

Hera
Rainha dos deuses, a filha dos Titãs Cronos e Réia, e a irmã e esposa de Zeus. Hera era a deusa que protegia o casamento e a protetora de mulheres casadas. Era a mãe de Ares, deus da guerra; Hefaístos, deus do fogo; Hebe, deusa da juventude; e Eileitia, deusa do parto. Hera era uma esposa ciumenta, que freqüentemente perseguia as amantes de Zeus e seus respectivos filhos.
Ela nunca esquecia uma ofensa e era conhecida por sua natureza vingativa. Zangada com o príncipe Páris por preferir Afrodite, deusa do amor, a si, a deusa ajudou os gregos na Guerra de Tróia e não sossegou até que Tróia fosse destruída. Hera freqüentemente é identificada com a deusa romana Juno.

Hermafrodito
Filho de Hermes e Afrodite, cujos nomes compõe o seu. De uma enorme beleza, inspirou forte paixão à ninfa Salmácis, que pediu aos deuses para nunca mais se separarem; estes juntaram os dois amantes em um só corpo, criando um andrógino, isto é, um ser dotado de dois sexos.

Hermes
Mensageiro dos deuses, filho de Zeus e de Maia, a filha do Titã Atlas. Como servente especial de Zeus, Hermes tinha sandálias com asas, um chapéu alado e um caduceu dourado, ou vara mágica, entrelaçado por cobras e coroado com asas. Conduzia as almas dos mortos ao mundo inferior e acreditava-se possuir poderes mágicos sobre o sono e os sonhos. Hermes era também o deus do comércio e o protetor dos comerciantes e dos rebanhos. Como a divindade dos atletas, ele protegia os ginásios e estádios e atribuía-se a ele a responsabilidade pela fortuna e a riqueza.
Apesar de sua característica virtuosa, ele era também um inimigo perigoso, astuto e ladrão. No dia de seu nascimento ele roubou o gado de seu irmão, o deus Apolo, obscurecendo sua trilha e fazendo o rebanho caminhar devagar, atrasando-o. Quando inquirido por Apolo, Hermes negou o roubo. Os irmãos finalmente se reconciliaram quando Hermes deu a Apolo sua mais nova invenção: a lira. Hermes foi representado na arte grega como um homem barbudo e adulto; na arte clássica ele era representado com uma juventude atlética, nu e sem barba.

Hespérides
As filhas do Titã Atlas ou da Noite. Ajudadas por um dragão, as Hespérides vigiavam uma árvore com ramos e folhas de ouro, que produzia maçãs douradas. A árvore tinha sido dada a deusa Hera no dia de seu casamento por Géia, a Mãe-Terra. Um dos 12 trabalhos impostos à Héracles era trazer de volta as maçãs douradas das Hespérides.

Himeneu
Deus do casamento, filho de Apolo. Personificação do cantos nupciais.

Hipnos
Deus do sono, filho de Érebo e da Noite e irmão gêmeo de Thanatos, a Morte.

Íris
Deusa do arco-íris, filha do Titã Taumas e de Eléctra, filha do Titã Oceano. Como mensageira de Zeus e sua esposa Hera, Iris deixava o Olimpo apenas para transmitir os ordenamentos divinos à raça humana, por quem ela era considerada como uma conselheira e guia. Viajava com a velocidade do vento, podia ir de um canto do mundo a outro, ao fundo do mar ou às profundezas do mundo subterrâneo. Embora fosse irmã das Hárpias, terríveis monstros alados, Iris era representada como uma linda virgem com asas e mantos de cores brilhantes e um halo de luz em sua cabeça, deixando no céu o arco-íris como seu rastro. Para os gregos, a ligação entre os homens e os deuses é simbolizada pelo arco-íris.


Morpheu
Deus dos sonhos, filho de Hipnos, deus do sono. Morpheu formava os sonhos que vinham para aqueles que adormeciam. Ele tamém representava seres humanos em sonhos.

Musas
Nove deusas e filhas de Zeus e de Mnemósina, a deusa da memória. As Musas presidiam as artes e as ciências e acreditava-se que inspiravam todos os artistas, especialmente poetas, filósofos e músicos. Calíope era a musa da poesia épica, Clio da história, Euterpe da poesia lírica, Melpômene da tragédia, Terpsícore das canções de coral e da dança, Erato da poesia romântica, Polímnia da poesia sagrada, Urânia da astronomia, e Tália da comédia. Eram as companheiras das Graças e de Apolo, o deus da música. Sentavam-se próximas ao trono de Zeus, rei dos deuses, e cantavam sore sua grandiosidade, a origem do mundo, seus haitantes e os feitos gloriosos dos grandes heróis. As Musas eram adoradas por todo a Grécia antiga, especialmente em Helicon, na eócia e em Pieria, na Macedônia.

Nêmesis
Personificação da justiça divina e a vingança dos deuses, às vezes chamada a filha da Noite. Representava a raiva justa dos deuses contra o orgulho e a arrogância e contra os transgressores da lei; distriuía a oa ou má sorte a todos os mortais. Ninguém podia escapar de seu poder.

Nereu
Deus do mar, filho do deus do mar Ponto e Géia, a Mãe-Terra, conhecido como o velho homem do mar. Foi casado com Dóris, uma das filhas do Titã Oceano, com quem teve 50 lindas filhas, as ninfas do mar, conhecidas como Nereidas. Nereu vivia no fundo do mar.

Nikê
Deusa da vitória, filha do Titã Pallas e do rio Estige. Nikê lutou com Zeus na atalha contra os Titãs, e na arte Grega às vezes é representada como a vitória e carregando uma grinalda ou palma da vitória.

Pan
Deus dos osques, dos campos e da fertilidade, filho de Hermes, mensageiro dos deuses, e da ninfa Dríope. Era metade animal, metade homem, com chifres, memros inferiores, cascos e orelhas de ode. Era uma divindade travessa, o deus dos pastores e reanhos.

Um músico maravilhoso, acompanhava com sua flauta, as ninfas da floresta quando elas dançavam. O deus era galanteador, mas sempre rejeitado por causa de sua feiura. Pan assomrava as montanhas e cavernas e todos os lugares selvagens, mas seu local predileto era a Arcádia, onde nasceu.

A palavra "pânico" se supõe derivar dos temores de viajantes que ouviam o som de sua flauta durante a solidão noturna.

Perséfone
Filha de Zeus e de Deméter, deusa da terra e da agricultura. Hades, deus do mundo suterrâneo, apaixonou-se por ela, desejando desposá-la. Emora Zeus consentisse, Deméter relutou. Assim, Hades prendeu a virgem quando estava colhendo flores e levou-a para seu reino. Enquanto Deméter vagava em usca de sua filha perdida, a terra ficou desolada. Toda a vegetação morreu e a fome devastou a terra.
Finalmente Zeus enviou Hermes, o mensageiro dos deuses, para trazer Perséfone de volta à sua mãe. Antes de deixá-la partir, Hades pediu que comesse de uma semente de romã, o alimento dos morto. Assim, ela foi compelida a retornar ao mundo suterrâneo por três meses de cada ano. Como deusa dos mortos e da fertilidade da terra, Perséfone era uma personificação do renascimento da natureza na primavera.

Posêidon
Posêidon, deus do mar, filho dos Titãs Cronos e Réia, e irmão de Zeus e Hades. Posêidon era o marido de Anfitrite, uma das Nereidas, com quem ele teve um filho, Tritão. Entretanto, Posêidon teve inúmeros outros casos de amor, especialmente com ninfas de riachos e fontes, e teve filhos conhecidos pela sua selvageria e crueldade, entre eles o gigante Orion e o Ciclope Polífemo. Posêidon e Górgona Medusa eram os pais de Pégaso, o famoso cavalo alado. Posêidon aparece proeminentemente em inúmeros mitos antigos e lendas. Disputou sem sucesso com Atena, deusa da saedoria, pelo controle de Atenas.
Quando ele e Apolo, deus da música, foram enganados de receer suas recompensas depois de terem ajudado Laomedonte, rei de Tróia, a construir os muros da cidade, a vingança de Posêidon contra Tróia não teve limites. Ele enviou um terrível monstro marinho para devastar a terra, e durante a Guerra de Tróia ele ajudou os gregos.

Na arte, Posêidon é representado como uma figura majestosa e arada, segurando um tridente e freqüentemente acompanhado por um golfinho. Os Romanos identificaram Posêidon com seu deus do mar, Netuno.

Príapo
Deus da fertilidade, protetor dos jardins e dos reanhos. Era filho de Afrodite, deusa do amor, e de Dionísio, deus do vinho, ou, de acordo com algumas lendas, de Hermes, mensageiro dos deuses.
Foi deformado, ao nascer, por Hera, que tinha ciúmes de sua mãe. Era comumente representado como um indivíduo grotesco com um falo enorme.

Selene
Deusa da lua, filha dos Titãs Hiperíon e Téia, e irmã de Hélios, deus do sol. Selene se apaixonou pelo elo jovem Endimião, o qual ela emalava num sono eterno de modo que ele nunca podia sair dele.

Na arte, Selene é representada guiando uma carruagem puxada por dois cavalos, ou às vezes, por dois ois.

Urano
Deus dos céus e marido de Géia, deusa da terra. Urano era o pai dos Titãs, dos Ciclopes e dos Gigantes de Cem-Mãos. Os Titãs, liderados por seu regente, Cronos, destronaram Urano e o mutilaram, e do sangue que caiu sore a terra criou as Erínias (ou Fúrias), que se vingavam dos crimes de patricídio, matricídio e perjúrio. Emora Urano pudesse ter sido adorado como um deus pelos primeiros haitantes da Grécia, ele nunca foi ojeto de adoração pelos gregos no que diz respeito ao período histórico.

Zeus
Zeus do céu e regente dos deuses do Olimpo. Zeus corresponde ao deus Júpiter Romano. Zeus foi considerado, de acordo com Homero, o pai dos deuses e dos mortais. Ele não criou qualquer um dos deuses nem dos mortais. Era seu pai no sentido de ser o protetor e regente tanto da família do Olimpo quanto da raça humana. Era o senhor do céu, o deus da chuva, e o ceifeiro das nuvens, aquele que detinha o terrível trovão. Seu pássaro era a águia, sua árvore o carvalho.
Zeus presidia sore os deuses no Monte Olimpo, na Tessália. Seus principais relicários estavam em Dódona, em Epiros, a terra das árvores de carvalho e o relicário mais antigo, famoso por seu oráculo, em Olímpia, onde os Jogos do Olimpo eram celeradas em sua honra a cada quatro anos. Zeus era o filho mais jovem do Titã Cronos e Réia, e o irmão das divindades Posêidon, Hades, Héstia, Deméter e Hera. De acordo com um dos mitos antigos do nascimento de Zeus, Cronos, temendo que ele talvez fosse destronado por um de seus filhos, engolia-os assim que nasciam.
Quando do nascimento de Zeus, Réia emrulhou uma pedra com os cueiros de criança e deu-a a Cronos para que engolisse pensando que fosse seu filhos, e ocultou o deus infante em Creta, onde foi alimentado com o leite da cara Amaltéia e criado por ninfas. Quando Zeus chegou à maturidade, ele forçou Cronos a vomitar as outras crianças, que estavam ávidas para se vingar de seu pai.
Na guerra que se seguiu, os Titãs lutaram ao lado de Cronos, mas Zeus e os outros deuses foram em sucedidos, e os Titãs foram confinados no aismo do Tártaro. Zeus, a partir de então, dominou o céu, e a seus irmãos Posêidon e Hades foi conferido o poder para dominar o mar e o mundo suterrâneo, respectivamente. A terra seria governada em comum por todos os três.
Para Homero, Zeus era imaginado de duas maneiras diferentes. É representado como o deus da justiça e da misericórdia, o protetor dos fracos e o punidor do mau. Como marido de sua irmã Hera, ele é o pai de Ares, o deus da guerra; Hee, a deusa da juventude; Hefaístos, o deus do fogo; e Ilíthia, deusa do parto. Ao mesmo tempo, Zeus é descrito como um deus que se apaixona por uma mulher a cada instante e usando de todos os artifícios para esconder sua infidelidade da esposa.
Os relatos de suas travessuras eram numerosos na mitologia antiga, e muitos de seus filhos eram o produto de seus casos de amor tanto com deusas quanto com mulheres mortais. Acredita-se que, com o desenvolvimento de um sentimento de ética na vida grega, a idéia de um deus lascivo, algumas vezes um ridículo deus-pai tornava-se desagradável, e então as lendas posteriores tenderam a apresentar Zeus com uma luz mais gloriosa. Seus muitos casos com mortais às vezes são explicados como o desejo dos primeiros gregos a traçar sua linhagem até o pai dos deuses.
A imagem de Zeus era representada na escultura como a figura de um rei arado. A mais célere de todas as estátuas de Zeus era a colossal em ouro e marfim feita por Fídias, em Olímpia.