Mostrando postagens com marcador PLANETA X.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PLANETA X.. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

PLANETA X - PARTE 2 ...

" Toda verdade passa por três estágios. Primeiro, ela é ridicularizada. Segundo, é violentamente combatida. Terceiro, é aceita como sendo auto-evidente."


O PLANETA X... E Outras Histórias


PARTE 2.



"REENCARNAÇÃO E EMIGRAÇÃO PLANETÁRIA", de Dinkel Dias da Cunha, editora Cátedra

Página 177: "...0 que preocupa, realmente, é um grande corpo celeste, o astro intruso, ou o Planeta chupão a que se referiu Chico Xavier, e cuja presença já foi detectada pelo telescópio de raios infravermelhos colocado no satélite IRAS. Esse mesmo astro, também foi descoberto pelo astrônomo chileno Carlos Muniz Ferrado, e encaminha-se na direção do nosso Sistema Solar, devendo passar a 11 milhões de quilômetros da Terra, nas proximidades do ano 2000. Os astrônomos não conseguiram traçar a rota desse corpo celeste porque ele caminha diretamente na direção da Terra, vem de frente, não se desloca lateralmente. Quando ele aparecer no céu, brilhará como urna estrela de primeira grandeza. Aliás, Nostradamus afirmou que, na ocasião em que estiver próximo o fim do mundo, serão vistos dois sóis no firmamento."

"OS EXILADOS DA CAPELA", de Edgard Armond, 9a. edição da LAKE - Livraria Allan Kardec Editora Ltda.

Página 165: " ... Milhares de condenados já estão sentindo, na crosta e nos espaços, a atração terrível, o fascínio desse abismo que se aproxima (o astro), e suas almas já se tomam inquietas e aflitas. Por toda parte do mundo a paz, a serenidade, a confiança, a segurança, desapareceram, substituídos pela angústia, pelo temor, pelo ódio e haverá dias, muito próximos, em que verdadeiro pânico tomará conta das multidões, como epidemias contagiantes e velozes."

"0 DÉCIMO SEGUNDO PLANETA", Zecharia Sitchin, 1976, tradução de Ana Paula Cunha, edição de PUBLICAÇÕES EUROPA-AMÉRICA

Seu estudo baseou-se em achados arqueológicos e na decifração de textos sumérios, babilônios, assírios, hititas, cananitas etc. É importante notar, que os textos sumérios, de 6.000 anos atrás, já apresentavam, além de muitas outras fantásticas informações, nosso sistema solar com os nove planetas hoje conhecidos (nossa moderna astronomia só descobriu Plutão em 1930), mais Lua, Sol e o décimo segundo astro, Marduk.

Marduk, segundo os textos sumérios, decifrados por Z. Sitchin, percorre uma órbita em torno do Sol, passando entre Marte e Júpiter, além do cinturão de asteróides, afastando-se numa imensa elíptica que dura milhares de anos. Pelos documentos consultados, Z. Sitchin conclui que esse astro percorre sua órbita no sentido dos ponteiros do relógio -- o movimento de translação dos demais planetas tem o sentido contrário. Seria o Marduk dos sumérios o mesmo "abominável da desolação" de Jesus, a "abominação desoladora" do profeta Daniel, "a grande estrela ardente como um facho, chamada Absíntio" do Apocalipse de João, "a grande estrela", "o grande rei do terror" ou "o novo corpo celeste" de Nostradamus, o "astro intruso" ou "planeta higienizador" de Raniatis, o "planeta chupão" citado por Chico Xavier ou o "planeta X" procurado por atuais astrônomos?

É muito grande a possibilidade de todas essas denominações referirem-se ao mesmo instrumento que não deixará na Terra pedra sobre pedra, marcando profundamente, para os povos futuros, os graves momentos da grande separação entre justos e injustos, que já começamos a vivenciar. Segundo, ainda, os textos sumérios, na interpretação do autor de "0 Décimo Segundo Planeta", foi Marduk o responsável pelo dilúvio bíblico, Cerca de 13.000 anos atrás, numa de suas passagens próximo da Terra. 13.000 anos é também o tempo que nos separa, segundo nossa ciência oficial, da repentina interrupção da idade do gelo vivida então pela Terra. Diante de fontes tão distintas demonstrando fatos tão coincidentes, temos mesmo que reflexionar sobre a iminente possibilidade da existência desse planeta "depurador".

Ramatis é um Espírito que viveu quando encarnado na Indochina, no século X, foi instrutor em um dos vários santuários iniciáticos da Índia. Mais tarde, no espaço, filiou -se a um grupo de trabalhadores espirituais conhecida como "Templários das Cadeias do Amor". Em nossa página, sua obra é considerada Espírita, pois entendemos que o Espiritismo é escravo das realidades espirituais, sejam quais forem as origens das informações. Ramatis apresenta essas verdades em grande profusão em suas obras acerca dos "Tempos Chegados".

MENSAGENS DO ASTRAL
O EVANGELHO À LUZ DO COSMO
Mensagens do Astral - Livraria Freitas Bastos, psicografada por Hercílio Maes, 11ª Edição - 1ª Edição: 20/10/1956

Cap I - Os Tempos São Chegados: Posso dizer-vos que já estais vivendo essa época(Os Tempos Chegados), anunciada pelas profecias milenares, por João Evangelista, no Apocalipse, e, principalmente, por Jesus, na síntese simbólica que nos legou em seu Evangelho. No entanto, sinais insólitos, que aparecem nos céus ou na Terra, não representam milagres ou perturbação das leis imutáveis do Criador, mas eventos científicos ou estranhos ao orbe (NOTA DO MÉDIUM: Disco voadores, foguetes teleguiados, espaçonaves, etc.), sem derrogarem os princípios divinos, na época denominada "fim dos tempos"(...)

(...) Como corolários às suas exortações, para que melhor pudéssemos notar um sinal geral em todo o globo, nas proximidades desses tempos trágicos, (Jesus) aduziu : "E será pregado este Evangelho do Reino por todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então chegará o fim". Indubitavelmente, nunca se registrou em vosso mundo tanta febre de evangelização como agora (...) O Biblismo - até por aqueles que faziam restrições às leitura da Bíblia por parte do povo - é um fenômeno psicológico na vossa época, e revela perfeitamente que o Evangelho está sendo pregado em todo o mundo e a todas as gentes, como profetizou o Meigo Nazareno(...).
(...)Todos os que se sentem tocados pelo "pressentimento" de que estão no limiar dos "grandes acontecimentos" deixam-se tomar por estranho misticismo e ansiedade de "salvação" do próximo!(...).

Cap II - O Juízo Final: Duvidar das profecias consagradas nas tradições bíblicas seria atribuir a Jesus o título de embusteiro, pois ele ratificou as predições dos profetas e sempre as acatou e repetiu. João Evangelista, na ilha de Patmos, aos 96 anos de idade(...), ouvindo a voz que vinha da esfera do Cristo, registrou suas impressões e descreveu a "Besta do Apocalipse".(...) Ainda mais: Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Marcos e João Evangelista anotaram, com ricos detalhes, os eventos em questão. Mais tarde, ainda outros trouxeram novo cabedal e esforço para que a alma terrícola, descrente, se compenetrasse(...). Podeis destacar, entre eles, o monge Malaquias, Santa Odila, O Cura D'Ars, Catarina de Emmerik, o campônio Maximino, o profeta de Maiença, frau Silbiger, Paracelsus, Mãe Shipton, bem assim lembrar-vos das profecias cientificamente comprováveis pelas medidas padronais do Egito. Mas é ainda Nostradamus, o famoso vidente e ocultista do século dezesseis, que oferece matéria mais aproximada dos eventos dos vossos próximos dias.(...)

Cap VI - O Simbolismo do "Apocalipse": (...)Indubitavelmente, Jesus essa época (o século XX) de "choro e ranger de dentes" exatamente para o fim deste século, visto que os sinais proféticos já se notabilizam no vosso mundo conturbado. É por isso que a voz popular afirma que "o mundo a mil anos chegará, mas de dois mil anos não passará". (...)

(...) Os acidentes materiais, catastróficos, que ali se disfarçam sob o envoltório da alegoria, serão eventos implacáveis. João previu o que realmente já se acha estabelecido como detalhes do "Grande Plano Sideral". (...)

(...) O Apocalipse narra que, quando o anjo abriu o sétimo selo, "fez-se um silêncio de quase meia hora". Em verdade, alude ao trabalho sil;encioso, no mundo interior do "Éter Cósmico", que durou quase cinqüenta anos, ou seja, quase metade do vosso século atual(...)

Cap X- O astro intruso e sua influência sobre a Terra: (...)Denominamo-lo de astro intruso porque não faz parte do vosso sistema solar, e realmente se intromete no movimento da Terra, com sua influência, ao completar o ciclo de 6.666 anos. Em virtude do seu magnetismo primitivo, denso e agressivo, ele se assemelha a um poderoso imã planetário, absorvendo da atmosfera do vosso globo a energias deletérias(...)

(...) Essas entidades atraídas (após a desencarnação) para o astro intruso serão os egoístas, os malvados, os hipócritas, os cruéis, os desonestos, os orgulhosos, tiranos, déspotas e avaros; estarão incluídos entre eles os que exploram, tiranizam e lançam corrupção(...), pois o habitantes desse orbe (onde irão os degredados) encontra-se na fase rudimentar do homem das cavernas, mal consegue amarrar pedras com cipó, para fazer machados! A Terra será promovida à função de Escola do Mentalismo e os desregrados, ou os esquerdistas do Cristo, terão que abandoná-la, por lei natural de evolução.(...)

(...) O homem terrestre subestimou demais o régio presente da transfusão de Luz e Amor do Cristo às trevas humanas, rejeitando a maravilhosa profilaxia que limpa todos os pecados e afasta as paixões desregradas; inegavelmente, candidatou-se à terapêutica do magnetismo cruciante do planeta higienizador(...)

Cap XI- Os que emigrarão para o planeta inferior: (...)Segundo prevê a Psicologia Sideral, deverá atingir a dois terços da vossa humanidade o total dos espíritos a serem transferidos para o astro de que temos tratado.(...)

(...) Ante a verticalização lenta (do eixo de rotação da Terra), mas insidiosa e que já se manifesta na esfera interior, faz-se perfeita conexão entre a degradação humana e a comoção terráquea; orbe e morador sentem-se sob invisível expurgação psicofísica! Até o final deste século, libertar-se-ão da matéria dois terços da humanidade, através de comoções sísmicas, inundações, maremotos, furacões, terremotos, catástrofes, hecatombes, guerras e epidemias estranhas. O conflito entre o continente asiático e o europeu, já mentalmente delineado entre os homens para a segunda metade do século, com cogitação do emprego de raios incendiários e da arma atômica, comprovará a profecia de São João, quando vos adverte de que o mundo será destruído pelo fogo e não pela água.(...)

Cap XII- A verticalização do eixo da Terra: (...)É mister, portanto, que se louve e se reconheça o trabalho desses profetas "anticientíficos" do passado que, em todas as raças e tempos , previram que a mais perigosa saturação de gelo nos pólos e a possível verticalização da Terra - seja em virtude de escorregamento da carga refrigerada, seja devido ao aquecimento normal- dar-se-á exatamente no fim do vosso século!(...)

(...)Entretanto, em virtude de sua passagem (o astro intruso) junto à Terra, as camadas refrigeradas, dos pólos, terão de deslocar-se , tangidas pela ação interna dos primeiros impactos magnéticos do astro intruso.(...)

Cap XIII- A higienização da Terra, suas futuras riquezas e suas novas condições de vida: (...)O degelo já começou, vós é que não tendes notado(NOTA : ESTE AVISO FOI DADO POR RAMATIS EM 1956!).(...)

(...)E depois que a luz do Cristo se refletiu no vosso mundo sombrio, não vislumbramos graves problemas para conseguirdes a vossa proteção espiritual, porquanto tendes uma defesa eficiente e indiscutível, para isso, na libertação do vosso espírito das ilusões do mundo material.(...)o meio de o conseguirdes é o Evangelho!(...)

Cap XIV- O terceiro milênio e a nova humanidade: (...)O Evangelho do Cristo será o Código protetor de tal civilização, como garantia moral e social; a lei da reencarnação constituirá postulado principal a ser tido em vista por todos os direitistas (os que passarão à direita do Cristo), em relação aos interesses humanos, motivo pelo qual se enfraquecerá esse demasiado apego do homem atual aos valores materiais.(...)

O Evangelho À Luz do Cosmo - Livraria Freitas Bastos, psicografada por Hercílio Maes, 5ª Edição - 1ª Edição: 1974

Cap XVI - O joio o trigo: (...) Até o fim do século atual, período em que se processa o profético "Juízo Final", e época dos "Tempos Chegados", provavelmente devem ser convocados à reencarnação mais de 5 bilhões de espíritos da erraticidade, para aí no mundo físico darem testemunho da evolução espiritual.(...)




PATRICK DROUOT

O livro NOS SOMOS TODOS IMORTAIS, escrito pelo físico francês Patrick Drouot, considerado o maior especialista do planeta em REGRESSÃO A VIDAS PASSADAS, este livro mostra como a ciência associada aos conhecimentos místico-espiritualistas pode ajudar a decifrar um dos maiores mistérios da humanidade: A REENCARNAÇÃO. NOS SOMOS TODOS IMORTAIS é o fruto de mais de 15 anos de pesquisas no Oriente e Ocidente com cientistas das mais distintas áreas, sábios que revelaram suas visões místicas ao autor. 0 resultado é uma obra completa, que apresenta aos leitores os caminhos, para se compreender a mecânica transcendental que dirige os destinos humanos no COSMO.



Nos Somos Imortais - Editora Nova Era, Autor : Patrick Drouot, 4ª Edição: 1996 - 1ª Edição: 1988

Capítulo VIII - Vidas Passadas, Vidas Futuras e Busca do Graal, Página 313: (...) Quando de nosso encontro, a Dra. Wambach me revelou igualmente que, durante seus três últimos anos de pesquisas, de 1981 a 1984, tinha começado a inclinar-se sobre uma pesquisa a respeito do futuro. "Quando eu era uma jovem psicoterapeuta", explicava ela, "investi no presente. Cansei-me bem depressa. Então pesquisei no passado. Mas ao cabo de um certo tempo, também me saturei. Foi assim que comecei a trabalhar nas progressões no futuro.
Em alguns anos, ela "progrediu" 2.730 pessoas no futuro do planeta, e o resultado desses trabalhos deveria também ser publicado proximamente. Na época, ela me confessou que depois da publicação desses trabalhos sua missão na Terra teria terminado. Na despedida, ela se referiu a Edgar Cayce, um dos maiores médiuns americanos deste século. Em seu cotidiano, era um homem muito simples, de educação média. No entanto, assim que se deslocava de si mesmo para um estado alterado de consciência, era capaz de dar uma grande quantidade de informações sobre o estado de saúde de uma pessoa, seu passado e, eventualmente, seu futuro. Por isso, foi chamado de "profeta adormecido". Ele deu numerosas informações sobre o passado do planeta, sobre a origem e o destino do homem, sobre a Atlântida e sobre o futuro da Terra. Quando morreu, em janeiro de 1945, na Virgínia, tinha produzido mais de 14.000 documentos de clarividência para mais de 6.000 pessoas. Esses documentos foram chamados de "Leituras psíquicas".

Helen Wambach disse a si mesma: "Por que não fazer perguntas sobre o futuro a milhares de Edgar Cayce, a milhares de profetas adormecidos, mergulhados num estado próximo daquele em que se colocava espontaneamente Edgar Cayce?" (...)

(...) Ela começou seu trabalho num grupo de mil pessoas aproximadamente, não somente na Califórnia, onde as pessoas são muito abertas para as pesquisas de vanguarda, mas também em outras regiões dos Estados Unidos, mais conservadoras, como as regiões centrais de Indiana ou de Ohio, que equivalem à nossa Creuse ou à nossa Corrèze. Tentava assim reduzir tanto quanto possível as diferenças culturais. Por outro lado, ela pediu a psicólogos, em outras partes do mundo, que trabalhassem sobre o mesmo assunto, a fim de comparar os resultados. Que eu saiba, isso não foi feito na França.

Uma das primeiras constantes que ela revelou foi o desenvolvimento das viagens no espaço. Ela obteve igualmente relatos sobre seres vindos de outros planetas. Projetados para o ano 2300 d.C., alguns pacientes relataram vidas em corpos estranhos, no coração de um outro sistema solar. Ela encontrou inúmeras resistências nos pacientes dessas vidas futuras, mas nunca compreendeu as razões disso. Muitos pacientes se contentam em flutuar, recebendo imagens nebulosas. Ela não entendeu se eles evitavam a projeção ou se não tinham realmente corpo físico constituído. Perguntou-se se tudo aquilo não era devido a um medo inconsciente, em nossa sociedade perturbada, de um eventual destroçamento, de um apocalipse tal qual veiculado por nossa cultura.

Nessa oportunidade, perguntei a Helen Wambach se ela aceitaria projetar-me no futuro. Ela aceitou. Vivi então uma das experiências mais estranhas que me foi dado vivenciar. A tal ponto, que às vezes meu cérebro esquerdo se rebelava enquanto imagens e visões afluíam, ditadas por meu cérebro direito. Nessa época eu já tinha vivido numerosas experiências no passado e fiquei espantado ao constatar que o modo como o futuro se revelou era em certos momentos muito mais forte, mais vivaz que tudo que eu tinha "visto" antes. Assim, projetei-me para o final do século XXI: A terra me pareceu bem diferente do que é hoje. Descrevi luzes no céu, como naves, e pessoas utilizando feixes de energia para trabalhar em outros indivíduos... Vi uma civilização dispersa, chegando a me perguntar se era a fantasia mais aberrante ou se se tratava mesmo da Terra.

Hoje as perguntas ainda permanecem postas. Vai acontecer alguma coisa nos próximos quinze anos? É evidente que a trama temporal do futuro é movediça, e que não há destino, mas somente potenciais. Os índios Hopis dizem que o aviso final, anunciando as grandes mudanças, sobrevirá antes da emergência do 5º mundo, quando a kachina Sasquasohuh (a estrela azul) dançar na praça da aldeia. Sasquasohuh representa uma estrela azul muito longínqua, ainda não visível, que aparecerá em breve. As kachinas dos Hopis representam as forças invisíveis da vida. Esses índios dizem que o aparecimento de Sasquasohuh será real, e não simbólico. 0 tempo das mudanças é anunciado por um som cantado durante Wuwuchim, a primeira cerimônia no ciclo cerimonial hopi. Esse canto foi entoado em 1914, exatamente antes da Primeira Guerra Mundial, depois em 1940, pouco tempo depois que a segunda começou. Os Hopís acreditam que as plantas dos mundos antigos vão reemergir e serão os primeiros sinais precursores das mudanças que se seguirão.

A Gênese é a quinta obra da Codificação Espírita, e visa apresentar a visão espírita dos principais aspectos científicos atinentes à humanidade. Tratando de fenômenos variados da matéria, vai além dos limitados conhecimentos humanos, trazendo luz a questões que até hoje incomodam o homem.

Editora Federação Espírita Brasileira, Tradução de Guillon Ribeiro da 5ª Edição Francesa, 33ª edição brasileira.
Cap XVII - Sinais Precursores - Item 61 - Allan Kardec
Cap XVIII - Sinais dos Tempos - Item 8 - Arago
Cap XVIII - Sinais dos Tempos -Item 9 - Doutor Barry
Cap XVIII - Sinais dos Tempos - Item 10 - Allan Kardec
Cap XVIII - Sinais dos Tempos - Item 34 - Allan Kardec

Cap XVII - Sinais Precursores: Item 61 - Como vimos (cap I, nº 32), coincidindo com outras circunstâncias, o advento do Espiritismo realiza uma das mais importantes predições de Jesus, pela influência que ele forçosamente tem de exercer sobre as idéias. Ele se encontra, além disso, anunciado, em os Atos dos Apóstolos : "Nos últimos tempos, diz o Senhor, derramarei do meu Espírito sobre toda carne; vossos filhos e filhas profetizarão."

É a predição inequívoca da vulgarização da mediunidade, que presentemente se revela em indivíduos de todas as idades, de ambos os sexos e de todas as condições; a predição, por conseguinte, da manifestação universal dos Espíritos, pois que sem os Espíritos não haveria médiuns. Isso, conforme já foi dito, acontecerá nos últimos tempos; ora, visto que não chegamos ao fim do mundo mas, ao contrário, à época da sua regeneração, devemos entender aquelas palavras como iniciativas dos últimos tempos do mundo moral que chega a seu termo (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap XXI).

Cap XVIII - Sinais dos Tempos: Item 8 - (...)"Cada corpo celeste, além das leis simples que presidem à divisão dos dias e das noites, das estações, etc., experimenta revoluções que demandam milhares de séculos para sua realização completa, porém que, como as revoluções mais breves, passam por todos os períodos, desde o de nascimentos até o de um máximo de efeito, após o qual há decrescimento, até o limite extremo, para recomeçar em seguida o percurso das mesmas fases."

"O homem apenas apreende as fases de duração relativamente curta e cuja periodicidade ele pode comprovar. Algumas, no entanto, há que abrangem longas gerações de seres e, até, sucessões de raças(...).Esses períodos que, pela sua extensão relativa, confundem a imaginação dos humanos, não são, contudo, mais do que instantes na duração eterna.

"(...)digo que os sistemas planetários reagem uns com os outros, na razão da proximidade ou do afastamento resultantes do movimento de translação deles, através das miríades de sistemas que compõem nossa nebulosa. Vou ainda mais longe: digo que a nossa nebulosa, que é um arquipélago na imensidade, tendo também seu movimento de translação através das miríades de nebulosas, sofre a influência das de que ela se aproxima "De sorte que as nebulosas reagem sobre as nebulosas, os sistemas reagem sobre os sistemas, como os planetas reagem sobre os planetas, como os elementos de cada planeta reagem uns sobre os outros e assim sucessivamente até ao átomo. Daí em cada mundo, revoluções locais ou gerais, que só não parecem perturbações porque a brevidade da vida não permite se lhes percebam mais do que os efeitos parciais."

"A matéria orgânica não poderia escapar a essas influências : As perturbações que elas sofrem podem, pois, alterar o estado físico dos seres vivos e determinar algumas dessas enfermidades que atacam de modo geral as plantas, os animais e os homens, enfermidades que, como todos os flagelos, são, para a inteligência humana, um estimulante que a impele, por força da necessidade, a procurar meio de os combater e a descobrir leis da natureza."

"Mas a matéria orgânica, em seu turno, reage sobre o espírito. Este, pelo seu contato e sua ligação íntima com os elementos materiais, também sofre influência que lhe modificam as disposições, sem, no entanto, privá-lo do livre arbítrio, que lhe sobreexcitam ou atenuam a atividade e que pois contribuem para o seu desenvolvimento.(...) Essa efervescência, inconsciente, a princípio, não passando de vago desejo, de aspiração indefinida por alguma coisa melhor, de certa necessidade de mudança traduz-se por uma surda agitação, depois por atos que levam à agitações sociais, que, acreditai-o, também tem sua periodicidade, como as revoluções físicas, pois que tudo se encadeia(...)."

"Quando se vos diz que humanidade chegou a um período de transformação que a Terra tem que se elevar na hierarquia dos mundos, nada de místico vejais nessas palavras; vede, ao contrário, a execução de uma das grandes leis fatais do universo, contra as quais se quebra toda a má vontade humana"




DOUTOR BARRY

Cap XVIII - Sinais dos Tempos: Item 10- (...)Anunciando a época de renovação que se havia de abrir para a humanidade e determinar o fim do velho mundo, a Jesus, pois, foi lícito dizer que ela se assinalaria por fenômenos extraordinários, tremores de terra,flagelos diversos, sinais do céu, que mais não são do que meteoros, sem ab-rogação das leis naturais. O vulgo, porém, ignorante, viu nessas palavras a predição de fatos miraculosos.(...)



ALLAN KARDEC

Cap XVIII - Sinais dos Tempos: Item 34- Opera-se presentemente um desses movimentos gerais a realizar uma remodelação da Humanidade. A multiplicidade das causas de destruição constitui sinal característico dos tempos, visto que elas apressarão a eclosão dos novos germens(...)




Planetas Hipotéticos
por Paul Schlyter (pausch@saaf.se)

Existem diversos objetos que os astrônomos supunham existir, mas que posteriormente 'desapareceram'. Eis as suas histórias:




Vulcano, o planeta intra-Mercúrio, 1860-1916, 1971

Durante o século XIX, os astrônomos estavam intrigados com desvios inexplicados no movimento de Mercúrio. O matemático francês Urbain Jean Joseph Le Verrier, que (com John Couch Adams) conseguiu predizer a posição de Netuno baseado nos desvios do movimento de Urano, acreditava que estariam em ação forças semelhantes. Durante uma apresentação em 2 de Janeiro de 1860, ele anunciou que a solução para os desvios de Mercúrio poderia ser explicada assumindo a existência de um planeta intra-Mercúrio, ou possivelmente um segundo cinturão de asteróides, dentro da órbita de Mercúrio.

O único método possível para observar corpos intra-Mercúrio era quando eles passavam à frente do Sol ou durante um eclipse solar total. O Professor Wolf no centro de dados das manchas solares de Zurique encontrou diversos "pontos" suspeitos no Sol, e um segundo astrônomo encontrou mais alguns. Um total de duas dúzias de pontos pareciam corresponder ao padrão de duas órbitas intra-Mercúrio com períodos de 26 e 38 dias.

Em 1859, Le Verrier recebeu uma carta do astrônomo amador Lescarbault, que dizia ter encontrado uma mancha preta redonda no Sol em 26 de Março de 1859. Lescrabault pensava que o objeto era um planeta que passava à frente do Sol. Tinha visto a mancha durante cerca de 75 minutos, durante o qual se moveu um quarto do diâmetro do Sol. Lescarbault estimou que o objeto teria uma inclinação orbital entre 5.3° e 7.3°, uma distância longitudinal de cerca de 183°, uma "enorme" excentricidade e um tempo de trânsito pelo disco solar de 4 horas, 30 minutos. Le Verrier investigou esta observação, e calculou a seguinte órbita:

um período de 19 dias, 7 horas;
uma distância média ao Sol de 0.1427 UA;
uma inclinação de 12° 10'; e,
um ascendente a 12° 59'.

O diâmetro era consideravelmente mais pequeno do que o de Mercúrio e a sua massa era estimada em 1/17 da massa de Mercúrio. Era pequeno demais para ser considerado nos desvios da órbita de Mercúrio. No entanto, Le Verrier teorizou que este poderia ser o maior corpo de um cinturão de asteróides intra-Mercúrio. Deu-lhe o nome de Vulcano.

Em 1860, ocorreu um eclipse total do Sol. Le Verrier mobilizou astrônomos por todo o mundo para encontrar Vulcano. Ninguém o conseguiu. As "manchas solares" suspeitas de Wolf reavivaram agora o interesse de Le Verrier, e publicaram-se "evidências" adicionais pouco antes da morte de Le Verrier em 1877. Em 4 de Abril de 1875, o astrônomo alemão H. Weber viu uma mancha redonda no Sol. A órbita de Le Verrier indicava um possível trânsito em 3 de Abril desse ano. Wolf reparou que a sua órbita de 38 dias também poderia ter provocado um trânsito por volta dessa altura. Essa "mancha redonda" também foi fotografada por astrônomos em Greenwich e Madrid.

Houve mais alguma agitação após o eclipse total solar de 29 de Julho de 1878. Dois observadores afirmaram terem visto discos pequenos e iluminados na vizinhança do Sol, objetos que só podiam ser pequenos planetas dentro da órbita de Mercúrio. J.C Watson, professor de astronomia na Universidade de Michigan, acreditou que tinha encontrado dois planetas intra-Mercúrio. Lewis Swift (um dos que descobriu o cometa Swift-Tuttle, que voltou em 1992), também viu uma 'estrela' que pensou ser Vulcano. No entanto, estava numa posição diferente de qualquer dos dois 'intra-Mercúrio' de Watson. Nem as observações de Watson nem as de Swift coincidiam com o 'Vulcano' de Le Verrier ou de Lescarbault.

Ninguém tornou a ver Vulcano, apesar de diversas pesquisas efetuadas em diversos eclipses solares. Em 1916, Albert Einstein publicou a sua Teoria Geral da Relatividade, que explicou os desvios no movimento de Mercúrio sem necessidade de invocar um planeta intra-Mercúrio desconhecido. Em Maio de 1929, Erwin Freundlich fotografou o eclipse total do Sol em Sumatra; as fotos mostravam uma profusão de imagens de estrelas. Outras fotos para comparação foram obtidas seis meses mais tarde. Não foram encontrados perto do Sol quaisquer novos objetos mais brilhantes do que a magnitude 9.

Mas o que é que estas pessoas na verdade vêm? Lescarbault não tinha qualquer razão para mentir, e até mesmo Le Verrier acreditava nele. É possível que Lescarbault tenha visto um pequeno asteróide que passava muito perto da Terra, logo abaixo da sua órbita. Asteróides como esse eram desconhecidos nessa altura, por isso Lescarbault pensava ter visto um planeta intra-Mercúrio. Swift e Watson podiam, na pressa de obter informações durante a fase total do eclipse, ter confundido algumas estrelas com Vulcano.

"Vulcano" foi brevemente reavivado por volta de 1970-1971, quando alguns pesquisadores pensaram ter detectado alguns objetos fracos perto do Sol durante um eclipse solar total. Estes objetos podem ter sido cometas de brilho fraco. Foram observados cometas a passarem muito perto do Sol e eventualmente a colidirem com ele.





A Lua de Mercúrio, 1974

Dois dias antes de 29 de Março de 1974, no vôo da Mariner 10 por Mercúrio, um instrumento começou a registar emissões brilhantes, no ultravioleta (UV) extremo, que não "deviam estar ali". No dia seguinte, as emissões tinham desaparecido. Três dias mais tarde, elas reapareceram, aparentemente emanando de um "objeto" que parecia ter-se separado de Mercúrio. Os astrônomos primeiro pensaram ter visto uma estrela. Mas eles viram as emissões em duas direções bastante diferentes, e qualquer astrônomo sabe que estes comprimentos de onda do UV extremo não podiam penetrar até muito longe através do meio interestrelar. Isto sugere que o objeto deve estar relativamente próximo. Terá Mercúrio uma lua?

Depois de uma Sexta-Feira héctica, durante a qual se calculou que o "objeto" se movia a 4 quilômetros (2.4 milhas) por segundo, uma velocidade consistente com a de uma lua, os chefes do Laboratório de Propulsão a Jacto (Jet Propulsion Laboratory - JPL) foram chamados. Eles dedicaram totalmente a ocupação da sonda moribunda para a equipa do UV, e todos se começaram a preocupar com uma conferência de imprensa que estava programada para mais tarde nesse Sábado. Deveria a lua suspeita ser anunciada? Mas a imprensa já a conhecia. Alguns jornais -- os maiores e mais respeitáveis -- contavam a história corretamente, enquanto outros inventavam histórias excitantes sobre a nova lua de Mercúrio.

E a "lua"? Afastou-se de Mercúrio e foi eventualmente identificada como uma estrela quente, 31 Crateris. As origens das emissões originais mantêm-se num mistério. Assim terminou a história da lua de Mercúrio. Ao mesmo tempo, iniciou um novo capítulo em astronomia: o UV extremo mostrou que não era tão completamente absorvido pelo meio interestrelar como primeiro se acreditava. A nebulosa Gum mostrou-se ser uma emissora em UV extremo, e emite por 140° do céu nocturno a 540 angstroms. Os astrônomos tinham descoberto uma nova janela pela qual podiam observar os céus.





Neith, a Lua de Vênus, 1672-1892

Em 1672, Giovanni Domenico Cassini, um dos astrônomos proeminentes daquela época, reparou na existência de uma pequena companheira próxima de Vênus. Teria Vênus um satélite? Cassini decidiu não anunciar esta observação, mas quando a viu de novo 14 anos depois, incluiu a observação no seu jornal. Estimou que o objeto teria cerca de um quarto do diâmetro de Vênus, e mostrava a mesma fase de Vênus.

O objeto foi visto mais tarde por outros astrônomos: James Short em 1740, Andreas Mayer em 1759, e Joseph Louis Lagrange em 1761. (Lagrange anunciou que o plano orbital do satélite era perpendicular à elíptica.) Durante 1761, o objecto foi visto num total de 18 vezes por cinco observadores. As observações de Scheuten em 6 de Junho de 1761 eram especialmente interessantes. Ele viu Vênus em trânsito pelo disco solar, acompanhado por um ponto escuro mais pequeno num lado que acompanhava Vênus no seu trânsito. No entanto, Samuel Dunn em Chelsea, Inglaterra, que também observou o trânsito, não viu o ponto adicional. Em 1764, havia 8 observações por 2 observadores. Outros observadores não conseguiram encontrar o satélite.

Nesta altura, o mundo astronômico enfrentava uma controvérsia. Diversos observadores tinham relatado a vista do satélite enquanto diversos outros não o tinham encontrado apesar de esforços determinados. Em 1766, o diretor do observatório de Viena, Father Hell, publicou um tratado em que declarava que todas as observações do satélite eram ilusões de óptica. Ele acreditava que a imagem de Vênus era tão brilhante que era refletida pelo olho de volta para o telescópio, criando uma imagem secundária numa escala mais pequena. Outros publicaram tratados declarando que as observações eram reais. O alemão J. H. Lambert publicou elementos orbitais do satélite no Berliner Astronomischer Jarhbuch 1777:

distância média, 66.5 raios de Vénus;
período orbital, 11 dias, 3 horas; e,
inclinação em relação à elíptica, 64°.

Esperava-se que o satélite pudesse ser visto durante o trânsito de Vênus em frente do Sol em 1 de Junho de 1777. Em retrospectiva, é claro que Lambert fez um erro no cálculo destes elementos orbitais. A 66.5 raios de Vênus, a distância de Vênus é aproximadamente a mesma da distância da nossa Lua à Terra. Isto não corresponde ao período orbital de 11 dias, que é cerca de um terço do período orbital da nossa Lua. (A massa de Vênus é ligeiramente mais pequena do que a massa da Terra.)

Em 1768, Christian Horrebow fez mais uma observação do satélite de Copenhaga. Houve também três pesquisas, incluindo uma feita por um dos maiores astrônomos de todos os tempos, William Herschel. Todos falharam na tentativa de encontrar qualquer satélite. Muito mais tarde em toda esta jogada, o alemão F. Schorr tentou criar um novo caso em relação ao satélite num livro publicado em 1875.

Em 1884, M. Hozeau, antigo diretor do Observatório Real de Bruxelas, sugeriu uma hipótese diferente. Analisando observações disponíveis, Hozeau concluiu que a lua aparecia próximo de Vênus aproximadamente a cada 2.96 anos. Hozeau sugeriu que este era um outro planeta, com uma órbita de 283 dias à volta do Sol que o colocava em conjunção com Vênus a cada 1,080 dias. Hozeau deu ao planeta o nome de Neith, da deusa misteriosa de Sais, cujo véu nenhum mortal levantava.

Em 1887, três anos depois de Hozeau ter reavivado o interesse neste assunto, a Academia Belga de Ciências publicou um longo artigo num jornal no qual todas as observações registradas eram investigadas em detalhe. Diversas observações do satélite eram na verdade estrelas vistas na vizinhança de Vênus. As observações de Roedkier foram muito bem "verificadas" -- ele foi enganado, sucessivamente, por Chi Orionis, M Tauri, 71 Orionis e Nu Geminorum. James Short na verdade tinha visto uma estrela com um pouco menos de 8 graus de magnitude. Todas as observações de Le Verrier e Montaigne podiam ser explicadas num modo semelhante. Os cálculos orbitais de Lambert foram demolidos. A última observação, de Horrebow em 1768, podia ser atribuída a Theta Librae.

Depois deste jornal ter sido publicado, só foi registrada mais uma observação, por um homem que tinha feito anteriormente uma pesquisa do satélite de Vênus mas sem o conseguir encontrar. Em 13 de Agosto de 1892, Edward Emerson Barnard registrou um objeto de magnitude 7 perto de Vênus. Não existe qualquer estrela na posição registrada por Barnard, e a visão de Barnard era notoriamente excelente. Ainda não sabemos o que ele viu. Seria um asteróide que ainda não foi catalogado? Ou seria uma nova de curta duração que mais ninguém viu?





A Segunda Lua da Terra, 1846-presente

Em 1846, Frederic Petit, diretor do observatório de Toulouse, disse que tinha sido descoberta uma segunda lua da Terra. Foi visto por dois observadores, Lebon e Dassier, em Toulouse e por um terceiro, Lariviere, em Artenac, durante o início da manhã de 21 de Março de 1846. Petit descobriu que a órbita era elíptica, com:

um período de 2 horas, 44 minutos, 59 segundos;
um apogeu de 3,570 quilômetros (2,218 milhas); e,
um perigeu de apenas 11.4 quilômetros (7 milhas).

Le Verrier, que estava na audiência quando Petit fez o anúncio, murmurou que se deveria tomar em conta a resistência do ar, algo que nessa altura ninguém poderia fazer. Petit ficou obcecado com esta idéia de uma segunda lua, e 15 anos mais tarde anunciou que tinha feito cálculos sobre uma pequena lua da Terra que causava algumas peculiaridades na altura ainda não explicadas no movimento da nossa Lua principal. Os astrônomos numa forma geral ignoraram esta afirmação, e a idéia teria ficado esquecida se um jovem escritor francês, Júlio Verne, não tivesse lido um resumo. Na novela de Verne, Da Terra à Lua, Verne faz com que um pequeno objeto passe perto da cápsula espacial dos viajantes, provocando que ela viaje à volta da Lua em vez de se esmagar contra ela:
"É," disse Barbicane, "um simples meteorito mas muito grande, retido como sendo um satélite pela atração da Terra."
"Isso é possível," exclamou Michel Ardan, "a Terra ter duas luas?" "Sim, meu amigo, ela tem duas luas, apesar de se acreditar normalmente que tem apenas uma. Mas esta segunda lua é tão pequena e a sua velocidade é tão grande que os habitantes da Terra não a conseguem ver. Foi por notar alguns distúrbios que um astrônomo francês, Senhor Petit, pôde determinar a existência desta segunda Lua e calcular a sua órbita. De acordo com ele, uma volta completa à roda da Terra demora três horas e vinte minutos. . .

"Todos os astrônomos admitem a existência deste satélite?" perguntou Nicholl. "Não," respondeu Barbicane, "mas se, como nós, eles se tivessem encontrado com ela não poderiam continuar a duvidar. . . . Mas isto dá-nos um meio de calcularmos a nossa posição no espaço . . . a sua distância é conhecida e nós estávamos, assim, 7,480 quilômetros acima da superfície do globo quando a encontramos. "

Júlio Verne foi lido por milhões de pessoas, mas ninguém, até 1942, notou as discrepâncias no texto de Verne:
Um satélite 7,480 quilômetros (4,648 milhas) acima da superfície da Terra deveria ter um período de 4 horas e 48 minutos, e não 3 horas e 20 minutos.

Por ter sido vista da janela de que a Lua era invisível, quando ambas se aproximavam, deverá estar num movimento retrógrado, que deveria valer a pena indicar. Verne não o menciona. Em qualquer caso, a satélite estaria num eclipse e por isso invisível. O projétil só sai da sombra da Terra muito mais tarde.

Dr. R.S. Richardson do Observatório do Monte Wilson tentou, em 1952, fazer coincidir os números assumindo uma órbita excêntrica para esta lua: um perigeu de 5,010 quilômetros (3,113 milhas), um apogeu de 7,480 quilômetros (4,648 milhas), e uma excentricidade de 0.1784.

No entanto, Júlio Verne tornou a segunda lua de Petit conhecida em todo o mundo. Astrônomos amadores chegaram rapidamente à conclusão que esta era uma oportunidade para conseguirem a fama -- quem descobrisse esta segunda lua teria o seu nome inscrito nos anais de ciência. Nenhum grande observatório algumas vez verificou a questão da segunda lua da Terra, ou se o fizeram mantiveram silêncio. Amadores alemães perseguiram o que chamaram de Kleinchen ("bocadinho"). Evidentemente, nunca descobriram a Kleinchen.

William Henry Pickering dedicou a sua atenção à teoria deste assunto. Se o satélite orbitasse a 320 quilômetros (200 milhas) acima da superfície e o seu diâmetro fosse de 0.3 metros (1 pé), com o mesmo poder refletivo da Lua, deveria ser visível com um telescópio de 7.6 centímetros (3 polegadas). Um satélite de 3 metros (10 pés) seria um objeto visível a olho nu de magnitude 5. Por isso Pickering não procurou o objeto de Petit, mas dirigiu a pesquisa para uma lua secundária -- um satélite da nossa Lua. O resultado foi negativo e Pickering concluiu que qualquer satélite da nossa Lua deveria ter menos de 3 metros (10 pés).

Um artigo de Pickering sobre a possibilidade de uma segunda pequena Lua da Terra, "Um Satélite Meteorítico", apareceu na Astronomia Popular em 1922. Provocou uma nova pequena agitação entre os astrônomos amadores, porque continha um pedido virtual: "Um telescópio de 3-5 polegadas com uma ocular de pouca potência seria o melhor meio de o encontrar. É uma oportunidade para o amador." Mas, novamente todas as pesquisas resultaram infrutíferas.

A idéia original era que o campo gravitacional do segundo satélite deveria ser a explicação dos pequenos desvios no movimento da nossa Lua. Isto significava um objeto com vários quilômetros de diâmetro -- mas se uma segunda lua assim grande realmente existisse, teria sido vista pelos Babilônios. Mesmo sendo pequena demais para se ver o disco, a sua proximidade relativa faria que se movesse depressa e por isso se notasse, como o sabem os observadores atuais de satélites artificiais e até mesmo de aviões. Por outro lado, ninguém estava muito interessado em luazinhas pequenas demais para serem vistas.

Houve outras propostas para satélites naturais adicionais da Terra. Em 1898, o Dr. Georg Waltemath de Hamburgo disse ter descoberto não apenas uma segunda lua mas um sistema completo de pequeninas luas. Waltemath deu os elementos orbitais de uma dessas luas:

distância da Terra, 1.03 milhões de quilómetros (640,000 milhas);
diâmetro, 700 quilómetros (435 milhas);
período orbital, 119 dias; e
período sinódico, 177 dias.

"Algumas vezes," disse Waltemath, "brilha de noite como o Sol". Ele pensou que esta lua foi vista em Greenland em 24 de Outubro de 1881, pelo Tenente Greely, dez dias depois do pôr-do-Sol para o início do Inverno.
O interesse público aumentou quando Waltemath predisse que esta segunda lua iria passar em frente do Sol entre 2 e 4 de Fevereiro de 1898. Em 4 de Fevereiro, 12 pessoas, no posto de correios de Greifswald (Herr Postdirektor Ziegel, membro da sua família e empregados) observaram o Sol diretamente a olho nu, sem qualquer proteção. É fácil imaginar uma cena absurda: um civil prussiano impor o olhar ao apontar para o céu através da janela do seu escritório, enquanto lê a predição de Waltemath em voz alta a um grupo de subordinados respeitosos. Ao serem entrevistados, estas testemunhas falaram de um objeto escuro com um quinto do diâmetro aparente do Sol, e que demorou desde a 1:10 até às 2:10 na hora de Berlim para atravessar o disco solar. Depressa se provou ter sido um erro, porque durante essa mesma hora o Sol estava a ser escrutinado por dois astrônomos experientes, W. Winkler em Jena e Baron Ivo von Benko de Pola, Áustria. Ambos relataram que estavam no disco apenas umas pequenas manchas vulgares.

A falha desta e de outras previsões não desencorajaram Waltemath, que continuou a fazer previsões e a pedir a respectiva verificação. Astrônomos contemporâneos ficaram muito irritados por terem que responder vezes e mais vezes seguidas a perguntas do público, tais como, "Oh, a propósito, o que há sobre todas estas novas luas?". No entanto, compreenderam. Em 1918, o astrólogo Sepharial deu a esta lua o nome de Lilith. Ele considerou-a suficientemente negra para ser invisível a maior parte do tempo, sendo visível apenas próximo da oposição ou quando em trânsito pelo disco solar. Sepharial construiu um modelo de Lilith, baseado em diversas observações de Waltemath. Ele considerou que Lilith teria aproximadamente a mesma massa da Lua, aparentemente desconhecendo que tal satélite teria, mesmo sendo invisível, denunciado a sua existência ao perturbar o movimento da Terra. E mesmo atualmente, "a lua escura", Lilith, é usada por alguns astrólogos nos seus horóscopos.

De tempos a tempos, são reportadas por observadores outras "luas adicionais". A revista astronômica alemã "Die Sterne" informou que um astrônomo amador alemão chamado W. Spill tinha observado uma segunda lua a atravessar o disco da nossa primeira lua em 24 de Maio de 1926.

Por volta de 1950, quando os satélites artificiais começaram a ser discutidos fervorosamente, toda a gente esperava que eles fossem simplesmente os andares superiores queimados de foguetões de vários andares, sem transmissores rádio mas sendo seguidos por radares de Terra. Nestes casos, um grupo de satélites pequenos e próximos seria mais incômodo, refletindo sinais de radar destinados aos satélites artificiais. O método de pesquisa destes satélites naturais foi desenvolvido por Clyde Tombaugh: é calculado o movimento de um satélite a uma altitude de 5,000 quilômetros (3,100 milhas). Uma plataforma com uma câmara seria então construída para pesquisar o céu precisamente nessa zona. Estrelas, planetas e outros objetos celestes deveriam aparecer como linhas nas fotografias obtidas por esta câmara, enquanto algum satélite na altitude correta apareceria como um ponto. Se o satélite estivesse a uma altitude diferente, deveria produzir uma linha curta.

As observações começaram em 1953 no Observatório Lowell e na verdade invadiram território virgem: com a exceção da pesquisa alemã do "Kleinchen," ninguém tinha prestado atenção ao espaço entre a Lua e a Terra. No Outono de 1954, os semanários e os diários de grande reputação afirmaram que a pesquisa tinha produzido os primeiros resultados: um pequeno satélite natural a 700 quilômetros (435 milhas) de altitude, outro a 1,000 quilômetros (620 milhas). Alguém perguntou, "Ele tem a certeza que são naturais?" Ninguém parece saber como é que estas informações apareceram. As pesquisas foram completamente negativas. Quando os primeiros satélites artificiais foram lançados em 1957 e 1958, as câmaras registraram estes satélites.

Mas estranhamente isto não significa que a Terra tem apenas um satélite natural. A Terra pode ter um satélite muito próximo por um período curto. Meteoróides que passem pela Terra e toquem na atmosfera superior podem perder suficiente velocidade para ficarem numa órbita à volta da Terra. Mas por passarem pela atmosfera superior em cada perigeu, não duram muito tempo; o número de revoluções pode estar entre 1 e 100 por um máximo de 150 horas. Há indicações de que estes "satélites efêmeros" foram vistos; é até mesmo possível que os observadores de Petit tenham visto um.

Além dos satélites efêmeros há mais duas possibilidades. Uma é que a Lua tenha um satélite próprio, mas apesar de diversas pesquisas nenhum foi encontrado. Sabe-se agora que o campo gravitacional da Lua é desigual, ou suficientemente "disforme" para a órbita de qualquer satélite lunar ser instável. Qualquer satélite irá por isso despenhar-se na Lua depois de pouco tempo, poucos anos ou possivelmente um década. A outra possibilidade é haver Satélites troianos, isto é, satélites secundários na órbita lunar, viajando 60° à frente ou atrás da Lua.

Estes "Satélites troianos" foram primeiro reportados pelo astrônomo polaco Kordylewski do observatório de Krakow. Ele iniciou uma pesquisa visual em 1951 utilizando um bom telescópio. Esperava encontrar corpos razoavelmente grandes na órbita lunar, 60° afastados da Lua. A pesquisa foi negativa. No entanto, em 1956 o seu compatriota e colega, Wilkowski, sugeriu que podem existir muitos corpos pequenos demais para serem vistos individualmente mas suficientemente numerosos para aparecerem como uma nuvem de partículas de poeira. Neste caso, eles seriam mais visíveis sem um telescópio, isto é, a olho nu. A utilização de um telescópio iria ampliá-lo demasiado. Dr Kordylewski desejou tentá-lo. Era necessário uma noite escura com céu limpo, com a Lua abaixo do horizonte.

Em Outubro de 1956, Kordylewski viu, pela primeira vez, uma mancha pouco brilhante numa das duas posições. Não era pequena, e estendia-se por um ângulo de 2° (isto é, cerca de 4 vezes maior do que a própria Lua). Era também muito fraca, com apenas metade do brilho de Gegenschein (uma mancha brilhante na luz zodiacal, diretamente oposta ao Sol). Em Março e Abril de 1961, Kordylewski conseguiu fotografar duas nuvens próximas das posições esperadas. Pareciam variar em extensão, mas pode ter sido devido a alterações na iluminação. J. Roach detectou estas nuvens satélites em 1975 com a nave espacial OSO (Orbiting Solar Observatory - Observatório Solar Orbital) 6. Em 1990, foram de novo fotografadas, desta vez pelo astrônomo polaco Winiarski, que descobriu que tinham poucos graus de diâmetro aparente, que se tinham "desviado" até 10° do ponto "troiano", e que eram um pouco mais vermelhas do que a luz zodiacal.

Assim, a pesquisa desde há um século por uma segunda lua da Terra parece ter sucesso, apesar de tudo, mesmo sendo esta 'segunda lua' completamente diferente de alguma coisa que alguém alguma vez tenha imaginado. Estes objetos são muito difíceis de detectar e de distinguir da luz zodiacal, em particular da Gegenschein.

Mas existe quem ainda proponha outros satélites naturais da Terra. Entre 1966 e 1969, o cientista americano John Bargby diz ter observado pelo menos dez pequenos satélites naturais da Terra, visíveis apenas com um telescópio. Bargby descobriu órbitas elípticas para todos os objetos: excentricidade de 0.498 e eixo semimaior de 14,065 quilômetros (8,740 milhas), o que faz o perigeu e o apogeu com apenas 680 e 14700 quilômetros (432 e 9,135 milhas), respectivamente. Bargby considerou-os como sendo fragmentos de um corpo maior que se dividiu em Dezembro de 1955.

Ele baseou muitos das suas sugestões de satélites em supostas perturbações nos satélites artificiais. Bargby usou dados sobre os satélites artificiais do Relatório Goddard da Situação dos Satélites, sem ter em conta que os valores desta publicação são apenas aproximados e algumas vezes com grandes erros; por isso, não podem ser usados para nenhuma análise científica. Além disso, das observações de Bargby pode ser deduzido que quando estão no perigeu os satélites de Bargby deveriam ser visíveis na primeira magnitude e por isso ser facilmente visíveis a olho nu, mas ninguém ainda os conseguiu ver.




...........................

PLANETA X - PARTE 3 ...

" O noticiário e a verdade não são a mesma coisa."


O PLANETA X... E Outras Histórias


PARTE 3.


A Descoberta de Neptuno, 1846

Por volta de 1841, os cientistas descobriram que havia grandes perturbações inexplicadas no movimento de Urano. John Couch Adams começou a investigar estes distúrbios. Apresentou duas soluções diferentes para este problema, assumindo que os desvios eram causados pela gravitação de um planeta desconhecido. Adams tentou apresentar as suas soluções ao observatório Greenwich, mas por ser novo e desconhecido, não foi tomado a sério. Em 1845, Urbain Le Verrier começou a investigar as luas. Urbain Le Verrier apresentou a sua solução em 1846, mas a França não tinha os recursos necessários para localizar o planeta.

Le Verrier então voltou para o observatório de Berlim, onde Galle e o seu assistente d'Arrest descobriram Neptuno na tarde de 23 de Setembro de 1846. Adams e Le Verrier partilham o crédito de terem previsto a existência e posição de Neptuno.




A Procura de Mundos Trans-Neptunianos, 1846 - 1930

Em 30 de Setembro de 1846, uma semana depois da descoberta de Netuno, Le Verrier declarou que pode haver ainda outro planeta desconhecido. Em 10 de Outubro, foi descoberta a maior lua de Netuno, Tritão. Tritão deu um método fácil para determinar em pormenor a massa de Netuno, que mostrou ser 2 por cento maior do que esperado pelas perturbações de Urano. Parecia que os desvios no movimento de Urano eram causados por dois planetas. Além disso, viu-se que a verdadeira órbita de Netuno era significativamente diferente das órbitas previstas tanto por Adams como por Le Verrier.

David Todd fez a primeira verdadeira tentativa para encontrar um planeta trans-Neptuniano. Usou um "método gráfico", e apesar da inconcludência das informações sobre Urano, ele descobriu elementos do planeta trans-Neptuniano:

distância média 52 UA;
período, 375 anos; e,
magnitude menor de 13.

Evidência de Cometas

Em 1879, Camille Flammarion juntou outra sugestão sobre a existência de um planeta para além de Neptuno: os afélios de cometas periódicos tendem a agrupar-se à roda das órbitas dos planetas maiores. Júpiter tem a maior parte destes cometas e Saturno, Urano e Netuno também têm alguns. Flammarion descobriu dois cometas: 1862 III com um período de 120 anos e um afélio a 47.6 UA; e 1889 II, com um período um pouco maior e um afélio a 49.8 UA. Flammarion sugeriu que o planeta hipotético provavelmente se move a 45 UA.

Um ano depois, em 1880, o professor Forbes publicou uma memória referente aos afélios de cometas e à sua associação com órbitas planetárias. Por volta de 1900, eram conhecidos cinco cometas com afélios fora da órbita de Netuno, e então Forbes sugeriu um trans-Neptuniano a uma distância de cerca de 100 UA, e outro a 300 UA, com períodos de 1,000 e 5,000 anos, respectivamente.

Estimativas, 1900 - 1905

Durante os cinco anos seguintes, diversos astrônomos/matemáticos publicaram as suas próprias idéias do que poderia ser encontrado na parte exterior do sistema solar. No entanto, nenhum obteve imagens destes supostos planetas. Gaillot no Observatório de Paris assumiu dois planetas trans-Neptunianos a 45 e 60 UA. Thomas Jefferson Jackson See previu três planetas trans-Neptunianos: "Oceanus" a 41.25 UA com um período de 272 anos; "trans-Oceanus" a 56 UA com um período de 420 anos; e, um planeta a 72 UA com um período de 610 anos.

Dr. Theodor Grigull de Munster, Alemanha, assumiu em 1902 que um planeta da dimensão de Urano existia a 50 UA com um período de 360 anos, a que chamou Hades. Grigull baseou o seu trabalho principalmente nas órbitas de cometas com afélios para além da órbita de Netuno, verificando também se a força gravitacional de um corpo como este produziria os desvios observados no movimento de Urano. Em 1921, Grigull reviu o período orbital de Hades para 310-330 anos, para corresponder melhor aos desvios observados.

Em 1900, Hans-Emil Lau de Copenhaga publicou elementos de dois planetas trans-Neptunianos a distâncias de 46.6 e 70.7 AU, com massas de 9 e 47.2 vezes a da Terra, e uma magnitude para o planeta mais próximo de cerca de 10-11. Em 1900, as longitudes destes corpos hipotéticos eram de 274° e 343°, ambos com a grande incerteza de 180°.

Em 1901, Gabriel Dallet deduziu a existência de um planeta hipotético a 47 UA com uma magnitude de 9.5-10.5 e uma longitude de 358°. No mesmo ano, Theodor Grigull concluiu da longitude de um planeta trans-Neptuniano como estando menos de 6° afastado do planeta de Dallet, e mais tarde reduziu a diferença para 2.5°. Este planeta era suposto estar a 50.6 UA de distância.

Em 1904, Thomas Jefferson Jackson See sugeriu três planetas trans-Neptunianos, a 42.25, 56 e 72 UA. O planeta com órbita mais interior teria um período de 272.2 anos e uma longitude em 1904 de 200°. Um general russo chamado Alexander Garnowsky sugeriu quatro planetas hipotéticos mas não conseguiu dar quaisquer detalhes deles.



Predições de Pickering

As duas predições mais cuidadosamente estudadas sobre planetas trans-Neptunianos foram de origem americana: de Pickering, "A search for a planet beyond Neptune" ("À procura de um planeta para lá de Neptuno") e de Percival Lowell, "Memoir on a trans-Neptunian planet" ("Memória sobre um planeta trans-Neptuniano"). Referiam-se ao mesmo objeto mas usando aproximações diferentes e chegando a resultados diferentes.
Pickering utilizou uma análise gráfica e sugeriu um "Planeta O" a 51.9 UA com um período de 373.5 anos, uma massa duas vezes a da Terra e uma magnitude de 11.5-14. Pickering sugeriu outros oito planetas trans-Neptunianos durante os seguintes 24 anos. Os resultados de Pickering fizeram que Gaillot revisse as distâncias dos seus dois trans-Neptunianos para 44 e 66 UA, e atribuiu-lhes as massas de 5 e 24 massas terrestres.

Entre 1908 e 1932, Pickering propôs sete planetas hipotéticos - O, P, Q, R, S, T e U. As características finais dos planetas O e P definem corpos completamente diferentes dos originais, por isso o total pode ser definido para nove, certamente o recorde de prognósticos planetários. Muitas das predições de Pickering são apenas curiosidades transitórias. Em 1911, Pickering sugeriu que o planeta Q teria uma massa de 20,000 Terras, fazendo-o 63 vezes mais massivo do que Júpiter e com cerca de 1/6 da massa do Sol, próximo de uma estrela de pouca massa. Pickering disse que o planeta Q teria uma órbita altamente elíptica.

Nos últimos anos, apenas o planeta P ocupou seriamente a sua atenção. Em 1928, ele reduziu a distância de P de 123 para 67.7 UA, e o seu período de 1400 para 556.6 anos. Ele deu a P a massa de 20 Terras e uma magnitude de 11. Em 1931, depois da descoberta de Plutão, ele definiu outra órbita elíptica para P: distância de 75.5 UA, período de 656 anos, massa de 50 Terras, excentricidade de 0.265 e inclinação de 37°. Estes valores eram próximos dos atribuídos para a órbita em 1911. O seu Planeta S, proposto em 1928 e atribuídas as características de 1931, foi colocado à distância de 48.3 UA (próximo do Planeta X de Lowell a 47.5 UA) com um período de 336 anos, uma massa igual a cinco vezes a da Terra, e uma magnitude de 15. Em 1929, Pickering propôs o planeta U a uma distância de 5.79 UA e um período de 13.93 anos, cálculos que o colocaram logo a seguir à órbita de Júpiter. Pickering deu ao Planeta U uma massa equivalente a 0.045 da Terra e uma excentricidade de 0.26. O último dos planetas de Pickering é o planeta T, sugerido em 1931: distância de 32.8 UA e um período de 188 anos. As características de Pickering para o planeta O eram:

Dist média Período Massa Magnitude Node Incl Longitude
1908 51.9 373.5 a. 2 Terras 11.5-13.4 105.13
1919 55.1 409 a. 15 100 15
1928 35.23 209.2 a. 0.5 Terras 12



Pesquisa de "X" por Lowell

Percival Lowell, mais conhecido pela proposta dos canais de Marte, construiu um observatório privado em Flagstaff, Arizona. Lowell chamou ao seu planeta hipotético Planet X, e fez várias pesquisas para o descobrir, sem sucesso. A primeira pesquisa de Lowell pelo Planeta X chegou ao fim em 1909, mas em 1913 iniciou uma segunda pesquisa, com uma nova predição do Planeta X:

época, 1850-01-01;
longitude média, 11.67°,
longitude do periélio, 186°;
excentricidade, 0.228,
distância média, 47.5 UA;
nó do arco longo, 110.99°;
inclinação 7.30°; e,
massa, 1/21,000 massas solares.

Lowell e outros procuraram em vão este Planeta X em 1913-1915. Em 1915, Lowell publicou os seus resultados teóricos do Planeta X. É irônico que neste mesmo ano, 1915, foram registradas duas imagens fracas de Plutão no observatório de Lowell, apesar de ninguém o descobrir durante mais 15 anos. A falha de Lowell na descoberta do Planeta X foi o grande desapontamento da sua vida. Ele não dispendeu muito tempo à procura do Planeta X durante os últimos dois anos da sua vida. Lowell morreu em 1916. Nas cerca de 1,000 fotos obtidas nesta segunda pesquisa estavam 515 asteróides, 700 estrelas variáveis e 2 imagens de Plutão.



Plutão

A pesquisa do Planeta X começou em Abril de 1927. Não foi feito qualquer progresso em 1927-1928. Em Dezembro de 1929, um jovem rapaz de uma quinta e astrônomo amador, Clyde Tombaugh, do Kansas, foi contratado para fazer a pesquisa. Tombaugh iniciou o seu trabalho em Abril de 1929. Em 23 e 29 de Janeiro de 1930, ele expôs o par de placas em que descobriu Plutão ao examiná-las em 18 de Fevereiro. Na altura da sua descoberta, Tombaugh tinha examinado centenas de pares de placas e milhões de estrelas.

O nome de Plutão é em si mesmo uma história. As primeiras sugestões para o nome deste novo planeta eram: Atlas, Zymal, Artemis, Perseus, Vulcano, Tântalo, Idana, Cronus. O New York Times sugeriu Minerva, os repórteres sugeriram Osiris, Baco, Apolo, Erebo. A viúva de Lowell sugeriu Zeus, mas mais tarde mudou de idéias para Constância. Muita gente sugeriu que o planeta de chamasse Lowell. O pessoal do observatório de Flagstaff, onde Plutão foi descoberto, sugeriu Cronus, Minerva e Plutão. Alguns meses mais tarde o planeta recebia oficialmente o nome de Plutão. Este nome tinha sido originalmente sugerido por Venetia Burney, uma jovem estudante de 11 anos de Oxford, Inglaterra.

A primeira órbita calculada para Plutão atribui-lhe uma excentricidade de 0.909 e um período de 3,000 anos. Isto trouxe algumas dúvidas se seria mesmo um planeta. No entanto, alguns meses mais tarde, foram obtidos elementos orbitais consideravelmente melhores. Abaixo está uma comparação dos elementos orbitais do Planeta X de Lowell, do Planeta O de Pickering e de Plutão:
X de Lowell O de Pickering Plutão

a (dist méd.) 43.0 55.1 39.5
e (excentricid.) 0.202 0.31 0.248
i (inclinação) 10 15 17.1
N (long asc node) (not pred) 100 109.4
W (long periélio) 204.9 280.1 223.4
T (data periélio) Feb 1991 Jan 2129 Sept 1989
u (movim anual médio) 1.2411 0.880 1.451
P (periodo, anos) 282 409.1 248
T (data periélio) 1991.2 2129.1 1989.8
E (long 1930.0) 102.7 102.6 108.5
m (massa, Terra=1) 6.6 2.0 0.002
M (magnitude) 12-13 15 15

Com a descoberta de Plutão, poderia parecer que a pesquisa do Planeta X teria chegado ao fim. Ou teria mesmo? O novo planeta mostrou-se ser desapontadamente pequeno; nessa altura, foi estimado que a massa de Plutão teria apenas cerca de 10 por cento da massa da Terra. Nos anos que se seguiram, as estimativas da massa incluíram:

Crommelin 1930: 0.11 (Massas da Terra)
Nicholson 1931: 0.94
Wylie, 1942: 0.91
Brouwer, 1949: 0.8-0.9
Kuiper, 1950: 0.10
1965: <>

Este assunto não esteve terminado até que James W. Christy descobriu a lua de Plutão Caronte em Junho de 1978. Christy conseguiu confirmar a estimativa de Cruikshank que a massa de Plutão era apenas 1/1000 da massa da Terra. Para ver de outro modo, o nono planeta era apenas de 20 por cento da massa da nossa Lua.



A Procura do Planeta X, 1930 - Presente

A pequena massa de Plutão significa que o planeta é desesperadamente inadequado para produzir perturbações gravitacionais mensuráveis em Urano e Netuno. Plutão não podia ser o Planeta X de Lowell - o planeta encontrado não era o planeta procurado. O que parecia ser outro triunfo da mecânica celeste tornou-se num acidente, ou melhor no resultado da inteligência e da perfeição da pesquisa de Clyde Tombaugh.

Tombaugh continuou a sua pesquisa durante mais 13 anos, e examinou o céu desde o pólo norte celeste até aos 50° de declinação sul, até magnitude 16-17, algumas vezes mesmo 18. Tombaugh examinou alguns 90 milhões de imagens de alguns 30 milhões de estrelas de mais de 30,000 graus quadrados de céu. Descobriu um novo aglomerado globular, 5 novos aglomerados de estrelas, um novo super aglomerado de 1,800 galáxias e alguns novos pequenos aglomerados de galáxias, um novo cometa, cerca de 775 novos asteróides, mas nenhum novo planeta à exceção de Plutão. Tombaugh concluiu que não existia qualquer planeta com brilho maior do que magnitude 16.5. Só um planeta com uma órbita quase polar e situado próximo do pólo sul celeste poderia escapar à sua detecção. Ele podia ter escolhido um planeta da dimensão de Netuno a sete vezes a distância de Plutão, ou um planeta da dimensão de Plutão a 60 UA.

Durante este período, outros astrônomos procuraram planetas adicionais. Outro suspeito trans-Neptuniano de curta duração foi reportado em 22 de Abril de 1930 por R.M. Stewart em Ottawa, Canadá. Foi descoberto em placas obtidas em 1924. Crommelin calculou uma órbita à distância de 39.82 UA, um nó ascendente de 280.49° e uma inclinação de 49.7°. Tombaugh procurou o "Objecto Ottawa" sem o encontrar. Foram feitas outras pesquisas, mas nada foi encontrado.

Pickering continuou na predição de novos planetas. Outros também previram novos planetas em bases teóricas (o próprio Lowell já tinha sugerido um segundo trans-Neptuniano a cerca de 75 UA). Em 1946, Francis M. E. Sevin sugeriu um planeta trans-Plutoniano a 78 UA. Ele primeiro deduziu-o de um curioso método empírico pelo qual ele agrupou os planetas e o asteróide errático Hidalgo, em dois grupos de corpos interiores e exteriores:

Grupo I: Mercúrio Vênus Terra Marte Asteróides Júpiter
Grupo II: ? Plutão Netuno Urano Saturno Hidalgo

Depois somou os logaritmos dos períodos de cada par de planetas, chegando a uma soma constante aproximada de cerca de 7.34. Assumindo que esta soma é válida para Mercúrio e o trans-Plutão, também, chegou a um período de cerca de 677 anos para o "Trans-Plutão". Sevin mais tarde criou um conjunto completo de elementos para o "Trans-Plutão": uma distância de 77.8 UA, um período de 685.8 anos, uma excentricidade de 0.3 e uma massa de 11.6 massas terrestres. A sua predição agitou pouco o interesse entre os astrônomos.

Em 1950, K. Schutte de Munique usou dados de oito cometas periódicos para sugerir um planeta trans-Plutão a 77 UA. Quatro anos mais tarde, H. H. Kitzinger de Karlsruhe, usando os mesmos oito cometas, prolongou e pormenorizou o trabalho, encontrando o suposto planeta a 65 UA, com um período de 523.5 anos, uma inclinação orbital de 56° e uma magnitude estimada de 11.

Em 1957, Kitzinger de novo tentou resolver o problema e chegou a novos elementos: uma distância de 75.1 UA, um período de 650 anos, uma inclinação de 40° e uma magnitude de cerca de 10. Depois de pesquisas fotográficas sem sucesso, de novo trabalhou neste problema em 1959, chegando a uma distância média de 77 UA, um período de 675.7 anos, uma inclinação de 38° e uma excentricidade de 0.07. Este planeta não era diferente do "Trans-Plutão," de Sevin, e em alguns casos semelhante ao planeta P de Pickering. No entanto, este planeta não foi encontrado.

O Cometa Halley também foi usado com uma "sonda" de planetas trans-Plutão. Em 1942, R. S. Richardson descobriu que um planeta da dimensão da Terra a 36.2 UA, ou 1 UA além do afélio de Halley, iria atrasar a passagem de Halley no periélio de modo que concordava melhor com as observações. Um planeta a 35.3 UA de 0.1 da massa da Terra teria um efeito semelhante. Em 1972, Brady previu um planeta a 59.9 UA com um período de 464 anos, uma excentricidade de 0.07, uma inclinação de 120° (isto é, numa órbita retrógrada), e uma magnitude de 13-14. Este planeta teria aproximadamente a dimensão de Saturno. Um planeta trans-Plutoniano como este iria reduzir os resíduos do Cometa Halley significativamente para a passagem no periélio em 1456. Este planeta trans-Plutoniano gigante também foi procurado, mas nunca encontrado.



Pesquisas Recentes

Tom van Flandern examinou as posições de Urano e de Netuno na década de 1970. A órbita calculada de Netuno correspondia às observações apenas durante alguns anos, e depois começou a afastar-se. A órbita de Urano correspondia às observações durante uma revolução mas não durante a revolução anterior.

Em 1976, van Flandern convenceu-se que existia um décimo planeta. Depois da descoberta de Caronte em 1978 ter mostrado que a massa de Plutão é muito menor do que o esperado, van Flandern convenceu o seu colega Robert S. Harrington do Observatório Naval dos E.U. da existência deste décimo planeta. Eles começaram a trabalhar em conjunto investigando o sistema de satélites de Netuno. Os seus pontos de vista depressa divergiram. Van Flandern pensou que o décimo planeta se tinha formado para lá da órbita de Netuno, enquanto Harrington acreditava que ele se tinha formado entre as órbitas de Urano e Netuno. Van Flandern pensou que seriam necessárias mais informações, tal como a massa de Netuno mais rigorosa fornecida pela Voyager 2.

Harrington começou a procurar o planeta pela força bruta. Começou em 1979, e em 1987 ainda não tinha encontrado o planeta. Van Flandern e Harrington sugeriram que o décimo planeta deveria estar próximo do afélio num órbita altamente elíptica. Se o planeta é escuro, deve ter magnitude muito baixa, 16-17, sugere van Flandern. Em 1987, John Anderson, do Laboratório de Propulsão a Jacto (Jet Propulsion Laboratory - JPL), examinou os movimentos das naves espaciais Pioneer 10 e Pioneer 11, para ver se conseguia encontrar alguma deflexão devida a forças de gravidade desconhecidas. Não encontrou qualquer deflexão; Anderson concluiu que um décimo planeta provavelmente não existe.

Anderson concluiu que o décimo planeta deve ter uma órbita altamente elíptica, levando-o longe demais para não ser detectável atualmente, mas trazendo-o periodicamente suficientemente próximo para deixar a sua assinatura perturbando o caminho dos planetas exteriores. Ele sugeriu uma massa de cinco massas terrestres, um período orbital de 700 a 1,000 anos, e uma órbita altamente inclinada. A sua perturbação nos planetas exteriores não serão detectadas antes de 2600. Anderson esperava que as duas Voyager ajudassem a encontrar a localização do planeta.

Conley Powell do JPL também analisou os movimentos planetários e descobriu que as observações de Urano correspondiam muito melhor aos cálculos depois de 1910 do que antes. Powell sugeriu um planeta com 2.0 massas terrestres a 60.8 UA do Sol, um período de 494 anos, uma inclinação de 8.3° e apenas uma pequena excentricidade.

O que mais intrigou Powell foi que o período tinha aproximadamente o dobro do período de Plutão e três vezes o do Netuno, sugerindo que o planeta que pensou ter conseguido encontrar com as informações tinha uma órbita estabilizada por ressonância mútua com os seus vizinhos mais próximos apesar da sua grande separação. A solução levava a um planeta que existe em Gêmeos, que é mais brilhante do que Plutão quando foi descoberto. Em 1987 foi desenvolvida uma pesquisa no Observatório Lowell pelo planeta de Powell - nada foi encontrado. Powell reexaminou a sua solução e reviu os elementos: 0.87 massas terrestres, uma distância de 39.8 UA, um período de 251 anos, e uma excentricidade de 0.26. A órbita é muito semelhante à de Plutão. Atualmente, o novo planeta de Powell deve estar em Leão, com magnitude 12; no entanto, Powell pensa que é prematuro procurá-lo até analisar de novo os dados.




Descobertas de Asteróides e Cometas

Mesmo sem encontrar um planeta trans-Plutão, o interesse na sua descoberta focou a atenção dos astrônomos na parte exterior do sistema solar. Durante 1977-1984, Charles Kowal conduziu uma nova busca sistemática de corpos ainda não descobertos no sistema solar, com auxílio do telescópio Schmidt de 48 polegadas do Observatório Palomar. Em Outubro de 1987, ele descobriu o asteróide 1977 UB, depois chamado Chiron, movendo-se a uma distância média de 13.7 UA, um período de 50.7 anos, uma excentricidade de 0.3786 e uma inclinação de 6.923°. Chiron tem um diâmetro de cerca de 50 quilômetros (31 milhas).

Durante a sua pesquisa, Kowal também encontrou 5 cometas e 15 asteróides, incluindo Chiron, o asteróide conhecido mais distante quando foi descoberto. Kowal também recuperou 4 cometas e 1 asteróide perdidos. Kowal não descobriu um décimo planeta, e concluiu que não existia qualquer planeta desconhecido mais brilhante do que a magnitude 20 dentro dos 3° da elíptica.

Chiron foi primeiro anunciado como um "décimo planeta" mas foi rapidamente designado por asteróide. Mas Kowal suspeitou que pode ser do tipo cometa, e mais tarde deve ter desenvolvido uma pequena cauda planetária. Em 1995, Chiron também foi classificado como um cometa - é decerto o maior cometa já descoberto.

Em 1992, foi descoberto um asteróide ainda mais longínquo, Pholus. Mais tarde ainda nesse ano, foi descoberto um asteróide fora da órbita de Plutão, seguido de cinco asteróides adicionais trans-Plutão em 1993 e pelo menos uma dúzia em 1994. Entretanto, as naves espaciais Pioneer 10 e 11 e as Voyagers 1 e 2 viajaram para fora do sistema solar, e foram utilizadas como "sondas" para investigar forças gravitacionais que possam ser provocadas por planetas desconhecidos. No entanto, nenhum foi encontrado.

As Voyager também conseguiram calcular mais rigorosamente as massas dos planetas exteriores. Quando estas massas atualizadas foram inseridas nos dados numéricos do sistema solar, as diferenças nas posições dos planetas exteriores finalmente desapareceram. Parecia que a procura do "Planeta X" finalmente tinha terminado. Não existia um "Planeta X" (Plutão na verdade não conta), mas em vez disso foi encontrada uma cintura de asteróides fora de Netuno/Plutão. Os asteróides fora da órbita de Júpiter que eram conhecidos em Agosto de 1993 são os seguintes:

Asteróide a e Incl Nó Arg perié Méd an Per Nome
AU graus graus graus graus ano

944 5.79853 .658236 42.5914 21.6567 56.8478 60.1911 14.0 Hidalgo
2060 13.74883 .384822 6.9275 209.3969 339.2884 342.1686 51.0 Chiron
5145 20.44311 .575008 24.6871 119.3877 354.9451 7.1792 92.4 Pholus
5335 11.89073 .866990 61.8583 314.1316 191.3015 23.3556 41.0 1991DA

1992QB1 43.82934 .087611 2.2128 359.4129 44.0135 324.1086 290 "Smiley"
1993FW 43.9311 .04066 7.745 187.914 359.501 0.4259 291 "Karla"

Época: 1993-08-01.0 TT

Em Novembro de 1994, eram conhecidos estes asteróides trans-Neptunianos:

Objecto a e incl R Mag Diam Data da Descobridores
UA graus km Descoberta

1992 QB1 43.9 0.070 2.2 22.8 283 1992 Ago Jewitt & Luu
1993 FW 43.9 0.047 7.7 22.8 286 1993 Mar Jewitt & Luu
1993 RO 39.3 0.198 3.7 23.2 139 1993 Set Jewitt & Luu
1993 RP 39.3 0.114 2.6 24.5 96 1993 Set Jewitt & Luu
1993 SB 39.4 0.321 1.9 22.7 188 1993 Set Williams et al.
1993 SC 39.5 0.185 5.2 21.7 319 1993 Set Williams et al.
1994 ES2 45.3 0.012 1.0 24.3 159 1994 Mar Jewitt & Luu
1994 EV3 43.1 0.043 1.6 23.3 267 1994 Mar Jewitt & Luu
1994 GV9 42.2 0.000 0.1 23.1 264 1994 Abr Jewitt & Luu
1994 JQ1 43.3 0.000 3.8 22.4 382 1994 Mai Irwin et al.
1994 JR1 39.4 0.118 3.8 22.9 238 1994 Mai Irwin et al.
1994 JS 39.4 0.081 14.6 22.4 263 1994 Mai Luu & Jewitt
1994 JV 39.5 0.125 16.5 22.4 254 1994 Mai Jewitt & Luu
1994 TB 31.7 0.000 10.2 21.5 258 1994 Out Jewitt & Chen
1994 TG 42.3 0.000 6.8 23.0 232 1994 Out Chen et al.
1994 TG2 41.5 0.000 3.9 24.0 141 1994 Out Hainaut
1994 TH 40.9 0.000 16.1 23.0 217 1994 Out Jewitt et al.
1994 VK8 43.5 0.000 1.4 22.5 273 1994 Nov Fitzwilliams et al.

Os corpos trans-Neptunianos parecem formar dois grupos. Um grupo, composto por Plutão, 1993 SC, 1993 SB e 1993 RO, têm órbitas excêntricas e uma ressonância de 3:2 com Netuno. O segundo grupo, incluindo 1992 QB1 e 1993 FW, está ligeiramente mais longe e numa excentricidade baixa.



Nemesis, a estrela companheira do Sol, 1983-presente

Suponha que o nosso Sol não está sozinho mas tem uma estrela companheira. Suponha que esta estrela companheira se move numa órbita elíptica, a sua distância ao Sol varia entre 90,000 UA (1.4 anos luz) e 20,000 UA, com um período de 30 milhões de anos. Suponha também que esta estrela é escura ou pelo menos muito fraca, e por causa disso ainda não a vimos.

Isto significaria que uma vez em cada 30 milhões de anos esta hipotética estrela companheira do Sol iria passar pela Nuvem Oort (uma nuvem hipotética de proto-cometas a uma grande distância do Sol). Durante esta passagem, os proto-cometas na nuvem de Oort seriam espalhados. Algumas dezenas de milhares de anos mais tarde, aqui na Terra nós iríamos notar um aumento dramático do número de cometas que passam no sistema solar interior. Se o número de cometas aumenta dramaticamente, também aumenta o risco de a Terra colidir com o núcleo de um destes cometas.

Ao examinar o registro geológico da Terra, nota-se que cerca de uma vez em cada 30 milhões de anos ocorreu uma extinção de vida em massa na Terra. A mais conhecida desses acontecimentos em massa é, evidentemente, a extinção dos dinossauros há cerca de 65 milhões de anos. A teoria prediz que haverá outra extinção em massa dentro de 15 milhões de anos.

Esta hipotética "companheira da morte" do Sol foi sugerida em 1985 por Daniel P. Whitmire e John J. Matese da Universidade da Luisiana do Sul. Até recebeu um nome, Nemesis. Um fato bizarro da hipótese de Nemesis é que não existe qualquer evidência de uma estrela companheira do Sol. Não precisa de ser nem muito brilhante nem muito massiva. Uma estrela muito mais pequena e fraca do que o Sol seria suficiente, mesmo sendo uma anã escura (o corpo planetário sem massa suficiente para começar a "queimar hidrogênio" como uma estrela). É possível que esta estrela exista num dos nossos catálogos de estrelas fracas sem alguém ter notado algo de peculiar, nomeadamente o enorme movimento aparente dessa estrela contra o fundo de estrelas mais distantes (isto é, o seu paralaxe). Se Nemesis fosse encontrada, poucos iriam duvidar que esta é a principal causa de extinções em massa periódicas na Terra.

Em 1987, Whitmire e Matese sugeriram um décimo planeta a 80 UA com um período de 700 anos e uma inclinação de talvez 45°, como alternativa à hipótese de "Nemesis". No entanto, de acordo com Eugene M. Shoemaker, este planeta não poderia ter causado a chuva de meteoros que Whitmire e Matese sugeriram. Nemesis também é uma noção de poder mítico. Se um antropologista de uma geração anterior tivesse ouvido uma história como esta, o livro de ensino resultante iria sem dúvida usar termos como 'primitivo' ou 'pré-científico'.

Considere esta história: Há outro Sol no céu, um Sol Demônio que não conseguimos ver. Há muito tempo, mesmo antes do tempo da bisavó, o Sol Demônio atacou o nosso Sol. Caíram cometas, e um terrível inverno atingiu a Terra. Quase toda a vida foi destruída. O Sol Demônio já atacou muitas vezes. Irá atacar de novo.

É por isto que alguns cientistas pensaram que esta teoria era uma anedota quando primeiro a ouviram - um Sol invisível a atacar a Terra com cometas parece uma ilusão ou um mito. Merece um pouco mais de cepticismo por essa razão: nós estamos sempre em perigo de nos auto-iludir. Mas mesmo que a teoria seja especulativa, é séria e respeitável, porque a idéia principal pode ser testada: encontra-se a estrela e examina-se as suas propriedades. No entanto, a existência de Nemesis não é muito provável. O Satélite Astronômico por Infravermelhos (Infrared Astronomical Satellite - IRAS) examinou todo o céu no espectro infravermelho distante (IR). No entanto, não encontrou qualquer evidência de uma estrela que correspondesse à descrição de "Nemesis."



Referências: Ashbrook, Joseph. "The many moons of Dr. Waltemath." (As Muitas Luas do Dr. Waltemath) Sky and Telescope, Vol. 28, p. 218, Outubro de 1964. Corliss, William R. "Mysterious Universe: A handbook of astronomical anomalies." (Universo Misterioso: Um manual de anomalias astronómicas) Sourcebook Project, 1979. Hoyt, William Graves. "Planet X and Pluto." (Planeta X e Plutão) Imprensa da Universidade de Arizona, 1980. Jay, Delphine. "The Lilith Ephemeris." (A Efeméride de Lilith) Federação Americana de Astrólogos, 1983. Ley, Willy. "Watcher's of the skies." (Observador dos Céus) Viking Press New York, 1969. Littman, Mark. "Planets Beyond - discovering the outer solar system." (Planetas Longínquos - descobrindo o sistema solar exterior) John Wiley, 1988. Sagan, Carl e Ann Druyan. "Comet." (Cometa) Michael Joseph Ltd, 1985. Van Flandern, Tom. "Dark Matter, Missing Planets & New Comets. Paradoxes resolved, origins illuminated." (Matéria Escura, Planetas Desaparecidos & Cometas Novos. Paradoxos Resolvidos, origens iluminadas) North Atlantic Books, 1993.



História do Espaço
Vistas do Sistema Solar por Calvin J. Hamilton..
Traduzido para português por Fernando Dias, e-mail: vss@netcabo.pt.



ELEMENTO CIVILIZADOR UNIVERSAL

Para justificar tantas coincidências de mitos - lendas e panteões -, religiosos entre povos diversos e distantes, alguns estudiosos determinam que, em algum lugar do passado histórico humano, houve alguma civilização adiantadíssima, em relação às demais, a ponto de influenciar de maneira significativa aquelas outras culturas. Mas, alguns requisitos básicos tornam-se necessários para tais acontecimentos: a civilização dominante deveria estar num estágio evolutivo desproporcional, em relação as demais; ter-se desenvolvido com elementos mais próprios possíveis; apresentar avanços tecnológicos; ter estabelecido contatos ou domínios mais ou menos longos com os influenciados; e sua obra ter sido de caráter quase que universal - estabelecimento de colônias distantes mas sempre assistidas, em partes distintas do globo, alem de fazer de seus primeiros discípulos, pregoeiros das boas-novas ensejadas.

Especialistas há que exigem que a própria derrocada do império dominador tenha sido, senão catastrófica, pelo menos violenta, para que os relatos dos sobreviventes ou testemunhas, tivessem deixado marcas profundas nas mitologias e lendas, bem como nas consciências dos povos submetidos ou aliados.

Estabelecidos os pontos, voltamos às grandes civilizações do passado, tomando-se aí, primeiramente - mas não necessariamente em ordem cronológica - a Sumeriana.

A história não dá saltos, segundo o decodificador do Espiritismo, Allan Kardec, mas parece ter havido uma exceção, com referência ao povo sumeriano, de origem desconhecida - segundo Amar Hamdani na obra Suméria, a Primeira Grande Civilização, edição Otto Pierre, 1.978 - de língua enigmática, sem nenhuma correspondência com qualquer outro povo na região, com semelhança apenas ao dravídico indiano e do antigo Ceilão, tudo indicando que esta civilização Sumeriana relacionou-se ou era ramo dos dravidianos, numa séria suposição de Ourssel Masson - La Philosophie en Orient - mencionada por Challaye.

Com ou sem aqueles paralelos lingüísticos, o povo sumeriano surgiu na região da Mesopotâmia em meados do 4º milênio a. C., encontrando uma população vivendo na pré-história - povos nômades e semi nômades -, vagando pela região, com pouco cultivo, vida pastoril insipiente, com artefatos de pedras e alguns poucos utensílios talhados.

A fixação sumeriana não encontrou resistências e, de forma tão súbita quanto seu aparecimento na região, determinou uma vida sedentária, instalando cidades, irrigando campos, criando uma vida social sem precedentes e regrada pelo direito, incremento às artes - em belas esculturas -, aplicando um sistema inteligível de escrita - primeiro no mundo -, regras numéricas e matemáticas, estudos e tratados de astronomia, práticas e avanços das ciências médicas, desenvolvimento da ciência militar, e uma engenharia arquitetônica revolucionária - princípio dos arcos nas construções.

Se a sua literatura não foi das mais ricas - ao gosto dos pesquisadores -, podem ser destacadas no entanto o Mito da Criação e a Epopéia de Gilgamesh, alem de algumas outras narrativas míticas e épicas, ao lado das de louvores e lamentações às condições humanas, com personagens inspirados pelo destino da dor e do ser - palavras tomadas de empréstimo de Leon Denis - diante de universo de deuses.

Apesar da considerada pobreza literária sumeriana, foram justamente seus personagens e contos que, plagiados e adaptados posteriormente, deram vida aos deuses formadores da história e das religiões de outros povos, com influências nos usos e costumes, moral e regras sociais, sem considerações às demais assimilações técnicas e de estudos.

É interessante observar, que os sumerianos não tinham uma literatura sagrada propriamente dita, e muito menos legou à humanidade o seu sistema religioso definido de crença, até mesmo porque não o tinha, contudo sua visão metafísica penetrou tão profundamente nos povos circunvizinhos, que é impossível não identifica-la nas civilizações que lhe sucederam e naquelas que posteriormente se formaram.

A civilização Sumeriana não foi o que pode ser chamado de elemento civilizador universal, mas teve importante participação na formação dos povos, partindo com os acadianos, babilônios e semitas em geral, como seus sucessores imediatos, e que vieram, ao longo dos tempos, contribuir para influenciar o mundo de então. Inserido nestas linhas de pensamentos, surge como elemento colonizador o povo fenício, aparentemente sem nenhuma conotação direta com os sumerianos, conhecido como a civilização dos navegantes comerciários e que, como tal, lançou-se aos mares e oceanos, fundando colônias nos mais diversos pontos do mundo, como postos e entrepostos comerciais, estabelecendo rotas marítimas.

A Fenícia mantinha estreitas relações com o Egito - e este teve influência sumeriana -, a tal ponto que o Faraó Nekaó (609 - 594 - a. C), financiou uma expedição marítima realizada pelo navegador fenício Haram que, saindo pelo Mar Vermelho ganhou o Índico, contornou a África, singrou águas do Atlântico para chegar ao Egito, pelo Mediterrâneo - descrição Livro 3 - História Geral I, de Claudio Vicentino e Gilberto Marone - 2ª edição Anglo Vestibulares 1.990/l.99l.

Salomão (97l - 932 a. C), rei de Israel, nação fortemente influenciada cultural e religiosamente pelos povos mesopotâmicos, utilizou-se dos navegantes fenícios e, às vezes, frotas de seus navios, para viagens comerciais com a Espanha, que duravam três anos, partindo do Mar Vermelho - Bíblia, II Crônicas 9: 21 e I Reis 10: 22, mais as referências.

No livro de I Reis 9: 26 - 28, Salomão determina construção de uma frota que é equipada pelos fenícios e por eles conduzida, e que chegaram até Ofir; em II Crônicas 8: 18, o rei fenício mandou a Salomão navios e gente prática do mar que foram a Ofir. Dos textos bíblicos referidos, cabem atenções quando das colocações chegaram até Ofir, em distinção com foram a Ofir. Salvo se por problemas de traduções / versões, tem-se a impressão de que Ofir não era situada na rota comum das navegações de Asion-Geber, no Mar Vermelho, até a Espanha, sendo que o texto bíblico deixa transparecer que a chegada da frota de Salomão até Ofir, fora uma grande proeza, muito mais que ir à Espanha.

Onde porém localizar Ofir? Nada se sabe a respeito, sendo que a Arábia, Etiópia, Índia e até a América do Sul e nesta o Brasil, alem da África, já foram cogitadas como a misteriosa e riquíssima Ofir. Porque os israelitas utilizavam-se, pelos fenícios, a rota contornando a África para se chegar à Espanha? Não seria mais econômico e viável pelo Mediterrâneo?

Osvaldo Ronis, Geografia Bíblica edição 1.975, traz a explicação de que o Mediterrâneo é de pouca profundidade na costa palestínica, assim impedindo a aproximação de navios de maior calado, mesmo dos tempos antigos; razão pela qual o Mediterrâneo não funcionava, para Israel, como caminho marítimo, antes o isolava do mundo. Nesta obra, onde o autor descreve sobre a Geografia Palestínica e não sobre aquelas viagens, destaca-se que os israelitas valiam-se dos portos fenícios no Mediterrâneo e poucas vezes do porto de Jope, sob seu domínio, dado os recifes e bancos de areia.

Logicamente cabem discordâncias das explicações de Ronis e, longe de discussões e pressupostos, a realidade era que os fenícios atingiam, pelos mares e oceanos, as mais distantes terras, inclusive atingindo as Américas, onde as marcas de suas passagens, sobretudo na América do Sul, não são meros indícios, e das quais a América ainda não perdeu lembranças.

Numa interessante matéria inserida na publicação Planeta, de numero l4, 1973, de Antônio Carlos Dumortout Werneck - A Esfinge da Gávea -, cita estudiosos e autores diversos que descrevem e afirmam as passagens dos fenícios pelas Américas, no caso, o Brasil. Na revista mensal Planeta, numero 198, de março de 1.989, matéria Pedra da Gávea - O Mito e a Realidade, Aurélio M.G. de Abreu, também faz citações de especialistas que atestam presença fenícia no Brasil. Se as matérias não trazem a profundidade desejada para o assunto, também não eram esses os objetivos, por outro lado citam excelentes fontes de pesquisas.

Mas como os fenícios chegavam à América? Se o contorno do continente africano não lhes era desconhecido, nada poderia obsta-los no avanço à América do Sul. Poderiam também chegar pela rota dos escandinavos, aos atuais Canadá e Estados Unidos, caminhos que os celtas e vikings utilizaram, comprovadamente, tempos depois. Outra rota seria pela China - que também efetivamente manteve algum contato com a América - ou pelas ilhas do Pacífico em direção às costas americanas, pelos prováveis caminhos dos melanésios.

Efetivamente os fenícios fizeram isto? Primeiro há de se considerar que os fenícios não somente faziam rotas comerciais conhecidas, como também se aventuravam por águas desconhecidas, em busca de novos postos avançados. Não bastasse isto, também prestavam serviços a outros povos, a exemplos citados de Israel e Egito. Neste aspecto, de prestações de serviços ou de viagens financiadas, ressalte-se o Egito: não eram navegadores a nível dos fenícios e, não obstante, estiveram nas Américas, não por indícios ou provas esparsas, mas comprovadamente por pesquisas e levantamentos das mais alta ordem, desde os estudos comparativos de hieróglifos egípcios e maias, que não apenas coincidem em pelo menos treze caracteres, como possuem os mesmos significados, conforme o estudioso Auguste de Le Plangeon, ou das escritas dos guaranis também semelhantes às dos egípcios, demonstradas pelo Doutor Bertoni, como ainda as comprovações arqueológicas das hipóteses de Braghine, todos estes mencionados na obra de Philippe Azis, Atlantida - a Civilização Desaparecida - pela Otto Pierre Editores, 1.978, que, aparentemente não se trata de um atlantólogo, uma vez que sua obra é uma coletânea de teses audaciosas, quase sempre recorrentes a especialistas renomados, sem deixar de citar os ficcionistas e especuladores.

Ainda por Azis, outros paralelos são destacados, como as proximidades das divindades egípcias com as dos maias e incas, cujos números ultrapassam as barreiras das simples coincidências; também, as provas incontestes de realizações que saltam aos olhos de tantas igualdades, como as esculturas, estatuetas, obras de engenharias - construções civis e obras de irrigações - murais com os mesmos motivos, e as famosas pirâmides, alem das ciências médicas e astronômicas.

Se o Egito esteve na América, os judeus - povo de Israel - não deixaram por menos; também não eram notáveis navegadores, utilizando-se quase sempre dos fenícios, em suas viagens mais longas, porém sua presença nas culturas americanas tem sido objetos de muitas atenções por parte dos especialistas, sejam pelos traços fisionômicos característicos, onde esculturas identificam tais semelhanças, observáveis em tribos de México e Peru; pelas identidades linguísticas de algumas tribos americanas com o semítico, ora pela exagerada semelhança da Gênesis Bíblica com o Codex Maia, e crenças de praticamente todos os povos americanos, com as mesmas inspirações e personagens, e até mesmo em rituais - circuncisão - e regras de ordens gerais. (Posições baseadas nas obras de Braghine).

Em suas viagens à América, os fenícios utilizavam não somente a rota pelo contorno do continente africano, mais utilizada para navios de grande porte, mas também - com navios menores - o itinerário Espanha, onde tinham a colônia de Tarsis, Açores e continente Americano. Por Braghine sabe-se que em Açores foram encontradas moedas fenícias (cartaginesas), e lá existiam estátuas, inscrições e um marco apontando em direção ao continente americano - a célebre estátua eqüestre.

Viagem pela rota dos nórdicos pode parecer, num primeiro momento, algo muito vago, porem consideramos: os nórdicos não eram estranhos aos povos do Oriente Médio, em cuja região mantiveram, por longo período, uma Federação; cita-os a Bíblia, como os filisteus - traços fisionômicos, cultura, divindades e língua, alem dos tratados entre eles com o povo egípcio.

Descrevem e atestam as presenças nórdicas no Oriente Médio, alem de outros autores, Olivier Launay - A Civilização dos Celtas -; Patrick Louth - A Civilização dos Germanos e Vikings; e Jean-Claude Valla - A Civilização dos Incas. As obras mencionadas, fazem partes da coleção Grandes Civilizações Desaparecidas, da Otto Pierre Editores.

Considerando a presença nórdica no Oriente Médio, e que muito tinham a oferecer em termos comerciais e tecnológicos - armas, navios e artefatos, além de produtos alimentícios do mar -, seria impossível que mercadores fenícios não se dirigissem até às terras de origens daqueles povos, para transações, e de lá não prosseguissem à Islândia, Groelândia e Vinlândia - América. Uma rota para a China se sustenta pelas razões: a civilização chinesa, de 1890 à 1100 a.C., plantava trigo, produzia seda, lavrava o jade, fazia artefatos de bronze, fundia o ferro, utilizava a roda e tinha carros de guerra e de transportes que, sem dúvidas, eram produtos e avanços que interessavam às civilizações com as quais mantinha comércios, como a Índia, Pérsia e povos circunvizinhos. Um comércio terrestre, utilizado internamente, era contudo dificultado quando se tratava daquelas outras nações, em razão do Himalaia, que o inviabilizava em termos econômicos; e pelos caminhos dos mares, apenas a Fenícia tinhas condições para realizações, dado conhecimentos das rotas marítimas e infra-estruturas para empreendimentos de tal magnitude.

A China somente aventurou-se ao mar, para longas viagens, em 1403 da era atual, atingindo o Sudeste Asiático, Índia, Ormuz, Pérsia, África Oriental, regiões do Mar Vermelho e Arábia; inexplicável e repentinamente em 1443 as navegações chinesas foram cessadas - Nações do Mundo / China, Editora Cidade Cultural, 1.989. Mas os chineses chegaram à América e os traços de suas influências são fortíssimos, tanto na cultura Chavin no Peru, quanto na Olmeca no México, conforme refere-se Jean-Claude Valla, fundamentando-se nos estudos do alemão Robert Heine Goldern, que tinha como fonte do Professor Pedro Bosch-Gimpera, da Universidade do México, e nas narrativas colhidas do estudioso Juan de Torquemada.

Citando Henriette Mertz: Deuses do Extremo Oriente: Como os Chineses Descobriram a América, a Planeta l39-D narra uma possível expedição chinesa em 2.250 a. C. e uma outra no século V da era atual, sendo que esta deixou fortes influências nas artes, ciências e religião dos autóctones do México e sul dos Estados Unidos, onde mais se encontram pontos comuns entre as culturas chinesa e a do novo mundo, inclusive nos sistemas de calendários e astronomia.

Não se trata de por em dúvida a capacidade de navegação dos chineses em direção à América, até porque sua estadia no continente americano é inegável, sob e sobre todos os aspectos e pontos de vistas dos especialistas, porém, traze-los como cultura influenciadora no novo mundo, pós Cristo, seria no mínimo rejeitar a história daquela civilização. O período de formação de base dos povos americanos é pré às grandes civilizações encontradas pelos conquistadores espanhóis, como as Inca, Asteca e Maia, pois que nestas ocorreram como elementos reformadores culturais, os celtas e os vikings, com traços e roupagens cristãs, quando iniciou período de aquisições dos novos valores, sem omissões dos anteriores, então somente apagadas com a chegada dos europeus invasores, no final do século XV e início do XVI, conjuntamente com o Clero Católico.

Existem, do lado dos chineses, relatos que comprovam suas viagens à América ou vínculos com a Fenícia, em grandes expedições? Salvo alguns fragmentos raros, mais próximos a lendas, parece que nada mais existe, cabendo apenas a lembrança de que, entre 22l a 206 a.C., foram queimados todos os livros e documentos pela dinastia Qin, apagando-se todos os traços de possíveis vínculos ou dependências da China, em relação a outros povos, por serem considerados subvertedores e diminuidores do poder chinês; em troca de tamanha estupidez, a humanidade recebeu, como legado, a Grande Muralha, daquela dinastia - Nações do Mundo / China.

A América também foi visitada pelos negróides, africanos e melanésios, e eles acham-se representados nas esculturas, em partes distintas do continente. São fatos comprovados por estudiosos, porem não foram elementos modificadores ou influenciadores de culturas, segundo Jean-Claude Valla. Braghine admite que os negróides poderiam ter chegado à América, como escravos, principalmente os da África e, neste caso, porque não pelos fenícios que tão bem conheciam aquele continente?

Também os contatos dos fenícios com os polinésios e australóides (estes chegaram ao continente americano, extremo sul, há pelo menos oito mil anos atrás, num período de regressão glaciária, pela Antártida), parece bem possível, principalmente com os primeiros que chegaram à América, pelo Pacífico. O povo fenício pode ser considerado, senão um elemento civilizador universal, pelo menos o grande interador entre os povos da antiguidade. Excluir esta possibilidade, seria admitir então uma Atlântida ou alguma outra grande civilização, Mú por exemplo; mas delas faltam evidências materiais de existência, sendo todas as demais tidas como especulações e hipóteses, que apenas atestam influências no mundo, mas nada alem do que algum povo, a nível dos fenícios, não pudesse realizar.

Alguns ficcionistas e até mesmo autoridades sérias, apostam em civilizadores extraterrestres, ficando contudo tais hipóteses em meras especulações. Uma evidência, todavia se faz séria e salta aos olhos dos pesquisadores e curiosos do assunto, quando se trata do enigmático, desconhecido porém possível planeta X, do nosso sistema solar, que tem merecido atenções de cientistas, como John Anderson, pesquisador da NASA no Projeto Pionner, do Centro de Pesquisas Ames, numa citação de entrevista publicada pela Planeta l27, com o escritor norte americano Zecharias Sitchin: As Pistas do l0º Planeta - matéria de Philippe Piet von Putten.

Aliás, é o próprio Sitchin o defensor numero um dessa tese; ele, alem de renomado escritor, é um dos apenas quase duzentos homens no mundo que lê e decifra a escrita sumeriana , sendo merecedor de interessante e elucidativa matéria na coleção Mistérios do Desconhecido - Contatos Alienígenas, pela Abril Livros, 1993.
Para Sitchin, o planeta X não é outro senão Nibiru, cujas possibilidades de existência foram encontradas nas descobertas arqueológicas sumerianas, descritas em antigas inscrições traduzidas, e que especialistas astrônomos atuais confirmam as evidências: um estudo das órbitas de Urano e Netuno deixou evidente, segundo cientistas, a possível materialidade de um décimo planeta em nosso sistema solar, também chamado de Planeta X. - Sitchin à von Putten em entrevista informada.

Já de há muito, exegetas bíblicos mais avançados têm aventado indícios bíblicos de que extraterrestres tenham mantido contato com os primeiros homens da terra, destacando alguns textos bíblicos como Gênesis 6: 2 e 4: viram os filhos dos deuses que as filhas dos homens, e, os filhos dos deuses se uniram às filhas dos homens. Porém foi Sitchin quem, com sua autoridade de lingüista e estudioso bíblico, estabeleceu neste contexto o surgimento do homem desperto para a civilização e a origem de sua religiosidade, explicando-se aí a Gênesis Bíblica e suas fontes de origem, na identificação com os filhos dos deuses, ou sejam, os extraterrestres.

Sitchin contudo não é levado muito a sério por outros estudiosos, que consideram como mitológicas as sagas sumerianas, mas a tese é notória, preenchendo os requisitos exigidos para um elemento civilizador universal, mas sua comprovação, se mito ou realidade, somente quando Nibiru adentrar novamente na janela possibilitadora de contato com a terra. De qualquer maneira, o certo é que o berço civilizador da humanidade, foi a Suméria. Porque os sumerianos? Simples, porque eles inventaram a escrita e souberam colocar como suas, as visões metafísicas dos povos com quem manteve contatos, ou daqueles de quem ouviram falar.





...........................