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quarta-feira, 26 de maio de 2010

OCULTISMO NO ESPIRITISMO ...

Introdução

O Ocultismo traz consigo a influência das artes mágicas, das religiões de mistério, de muitos deuses e deusas que tanto têm contribuído para que pessoas permaneçam a vida longe do verdadeiro criador e partam desse mundo sem a salvação.

Sabemos que ao arrazoarmos sobre o tema “ocultismo” estaremos despertando a curiosidade de algumas pessoas para fatos e práticas que até então, provavelmente, ignoravam. Não temos como objetivo excitar a curiosidade de alguém na direção do ocultismo, mas alertarmos preventivamente sobre dardos sutis que podem ter atingido a mente de alguma pessoa. Devemos ter presente a admoestação de Paulo em Rm 16.19 – “… quero que sejais sábios para o bem e simples para o mal”. Podemos estar a par das atividades do diabo sem nos deixarmos envolver pela obsessão ou fascinação doentia.

Não temos como nos esquivarmos de que o sobrenatural é realidade. Apesar disso, devemos ser cuidadosos para não considerarmos todos os fenômenos inexplicáveis como sobrenaturais, pois a fraude sempre fez parte desse meio cheio de mistérios!

Podemos incorrer em dois extremismos quando estudamos sobre o Ocultismo; primeiro é não crer na influência diabólica das suas práticas e segundo é crer e desenvolver um interesse mórbido em relação ao Ocultismo.

É diante dessa conjuntura e de tantas conjecturas, que o ocultismo tem ganhando espaços e adeptos, por isso, a importância dessa singela abordagem.



Terminologia

O vocábulo ‘oculto’ deriva-se da palavra latina ‘occultus’ e significa escondido, secreto, obscuro, aquilo que é de falso fundamento, misterioso. São fenômenos que parecem escapar ou escapam ao domínio dos sentidos. A palavra sinônima de oculto é esotérico e está relacionada com a doutrina que se oculta das pessoas em geral e se revela apenas aos iniciados.

O Dicionário de Religiões, Crenças e Ocultismo relata: “Ocultismo é o que está além da esfera do conhecimento empírico; o sobrenatural; o que é secreto ou escondido”. (2)

O termo ocultismo, criado no século XIX pelo francês Eliphas Lévi (Alphonse Louis Constant), designa a série de teorias, práticas e rituais que têm por base conhecimentos secretos e a possibilidade de invocar forças desconhecidas, sejam da mente ou da natureza. A alquimia, a astrologia, a cabala e a bruxaria estão entre as mais antigas formas de ocultismo. O aparecimento de doutrinas ocultas ou esotéricas, que permanecem restritas a um pequeno grupo de iniciados, é uma característica comum a todas as antigas culturas. Com métodos próprios destinados a curar enfermidades, obter determinados bens ou adivinhar o futuro, essas doutrinas pressupõem a existência de espíritos e de forças ocultas que governam o universo. Muitas das formas de ocultismo tiveram origem em religiões secretas, tais como a bruxaria, que reproduzia, na Idade Média, rituais de cultos pré-cristãos. Outras se baseavam em conhecimentos de caráter filosófico, como a astrologia e a alquimia, que se propunham uma síntese de todo o saber.



Origem do Ocultismo

Babilônia, foi o berço do ocultismo, notadamente da adivinhação e dali as práticas se espalharam por toda a terra com a povoação que se espalhava (Gn 11.8,9). Deus frustrou as previsões ocultistas nos dias de Moisés e Arão, quando realizaram sinais diante de Faraó, ao transformar varas em serpentes. A serpente de Moisés engoliu as serpentes dos praticantes de ciências ocultas de Faraó e depois em repetir as pragas sobre o Egito (Ex 7.8-12, 19-22; 8.5-11,16-19; 9.11). Os reis antigos usavam com excesso as práticas ocultistas. Nabucodonozor tomou a decisão de atacar Jerusalém depois de recorrer ao ocultismo (Ez 21.21,22). A prática adotada por Nabucodonozor é conhecida como hepatoscopia (adivinhar pelo fígado do animal). Amã, inimigo dos judeus, pretendeu matar Mardoqueu empregando métodos ocultistas ao levantar uma forca valendo-se de adivinhação ( Et 3.7-9; 9.24,25; Nm 23.23).



Uma abordagem sobre o ocultismo no Egito e na Babilônia

Egito

No Egito o zoormorfismo (deuses em formas de animais) e o antropomorfismo (deuses em forma humana) faziam parte da religião. O Faraó era considerado uma teofania, uma encarnação do deus principal dos egípcios. Desse modo, cria-se que a natureza era regulada pela intercessão faraônica. Na qualidade de deus cabia ao faraó o papel de mediador dos homens perante as divindades, devendo para isso construir templo, residir cultos, organizar ritos funerários, norteado sempre pelos ensinamentos dos deuses.

Em busca da vida eterna, tumbas especiais e pirâmides eram erigidas a cada dia. Ritos, os mais diversos e até macabros, eram praticados para garantir a vida pós-morte. De maneira geral os egípcios eram completamente supersticiosos e todas as sua atitudes giravam em tordo dos auspícios do dia-a-dia. O culto dos mortos era uma prática egípcia das mais importantes, dentre os ritos mágicos. A grande pirâmide de Quéops mostra o quanto os egípcios eram fiéis as suas convicções religiosas.

Entre os egípcios, era comum também a crença de que os astros tinham influência sobre as diferentes partes do corpo. Assim, por exemplo, a cabeça pertencia ao deus Ra; os dentes, à deusa Selk; os joelhos, à deusa Neit; os pés, a Ftá; esses deuses se relacionavam com os astros. Quando alguém ficava doente, invocava-se o deus relacionado com ela. Magia e religião estavam intimamente ligadas no Egito.

Os símbolos ocultistas utilizados na magia eram: a serpente, o escaravelho e a chama. Também a numerologia tinha sua influência na vida, segundo as crenças egípcias.

As estatuas falantes era outra crença egípcia. Acreditava-se que a alma do morto podia ser consultada através de uma estátua. Os deuses por sua vez, também se incorporavam nas estátuas e podiam, assim, ser consultadas. A mais famosa estátua falante foi a de Amom, consultada pelos faraós antes de qualquer decisão a ser tomada.



Babilônia

Os princípios que regeram a formação religiosa do antigo Egito são os mesmos aplicados à explicação religiosa da Mesopotâmia, com exceção de que o rei na mesopotâmia era apenas um escolhido dos deuses enquanto que no Egito esse rei ou faraó era a própria encarnação do deus principal. A ideologia religiosa desse povo envolvia um panteão numeroso de personalidades divinas, governado por deuses arbitrários, bons e ruins. Nesse contexto sociológico erguia-se um complexo sistema de relações, no qual incluía o culto, o exorcismo e a magia. Segundo relação encontrada na biblioteca de Assurbanipal (668-626), em Nínive, mais de 2.500 entidades eram divinizadas pelos mesopotâmicas. Marduk, deus da Babilônia, é elevado a deus principal pelo código de Hamurabi (XX a.C.). A religião de Marduk converteu-se na última das grandes sínteses das correntes espirituais mesopotâmicas. Nesse sentido o sincretismo ganhou importância. A figura de Marduk (Baal ou Bel) tinha dois rostos, correspondendo à sua dupla personalidade, como filho do sol e deus da magia, filho das águas profundas.

Para eles à hora da morte era uma decisão dos deuses. O mundo dos mortos consistia num universo de sombras e trevas que se esvaíam, como uma prisão sem saída.A primeira forma do culto consistia na oração e na liturgia de atendimento aos deuses. Estes como os mortais, deviam comer e beber, dormir e amar. Oferendas diárias deveriam ser oferecidas aos deuses, suas imagens expostas como forma de proteção, seus símbolos usados como sinal de bom agouro.

As rezas e preces, por vezes cantada em coro, expressava a admiração dos celebrantes, exaltava o poder da divindade e suplicava por sua intervenção.

A prática da consulta aos horóscopos é de origem caldaica , mas se tornou popular em toda a mesopotâmia. O horóscopo, sistema que relaciona datas e lugares geográficos à posição dos astros, passou a ser usado para previsões do futuro.

Os babilônicos acreditavam que todo o mal, físico ou psíquico, ligava-se ao pecado ou ocorria por ação de demônios, instigados por feiticeiros.

A prática de exorcismo era uma atividade mágica na religião mesopotâmica. Rezas, penitências, ritos especiais e outras práticas orientadas por sacerdotes eram feitas com o intuito de afastar as forças maléficas e abolir as causas do mal.



Fenômenos e práticas do ocultismo nos dias de hoje

Existem dezenas de práticas e fenômenos ocultistas em nossos dias. Espiritismo, (mediunidade, clarividência, clariaudiência, operações psíquicas), satanismo (magia branca e magia negra, pactos satânicos), adivinhação (do latim ‘divus’, pertencente a deus, significando que a informação recebida provém de deuses e as práticas como cartomancia, quiromancia, pêndulos, mandala, hidroscopia, búzios, tarô, runas, numerologia, bolas de cristal são algumas dessas práticas); Poderes Extra-Sensoriais como: premonição, psicometria, telepatia, levitação; muitos casos de medicina holística (casos de terapia com Florais, aromaterapia, cromoterapia, Reiki, Controle mental, fitoterapia, ioga, cristalterapia, meditação transcendental), talismãs (magia que encanta), amuletos (anéis, figas, patuás, trevo de quatro folhas), ufologia, gnomos, duendes, xamanismo, anjos cabalísticos, fantasmas, benzimentos etc.



Seitas ocultistas

Ao nos referirmos ao ocultismo não estamos tratando de um sistema religioso ou uma organização homogênea. Determinado grupo ou seita pode conter dentro do seu escopo doutrinário ou regras de fé práticas e ensinos extraídos do ocultismo. Existem vários grupos que praticam, explicitamente ou implicitamente, o ocultismo.

Podemos também afirmar que o movimento Nova Era é a veia por onde corre e se desenvolve todo tipo de Ocultismo, um sistema estriba-se no outro e através desse sistema se interligam várias seitas. Indicamos algumas: Ordem Rosa Cruz, Maçonaria, Ciência Cristã, Igreja Universal e Triunfante (de Elizabeth Clare Prphet), Mormonismo (com o Anjo Moroni), Igreja da Unificação (rev. Moon), Igreja Seicho-No-Ie, Igreja Messiânica Mundial, Teosofia, Antroposofia, Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, seitas afro-brasileiras (Umbanda, Quimbanda, Candomblé, Vodu), seitas espíritas (Kardecismo, LBV, Racionalismo Cristão, Cultura Racional).



Praticantes do ocultismo

Os que se envolvem em tais práticas são adjetivados como: sensitivos, videntes, parapsicólogos, gurus, mestres, babalorixás, ialorixás, benzedeiras, satanistas, médiuns, canalizadores, bruxas. Dentro do ocultismo a pessoa se sente poderosa, dominadora. Ultimamente se tem destacado muito a figura das bruxas. O perfil da bruxa moderna é bastante diferente da imagem que as pessoas costumam ver em histórias de quadrinho com nariz curvo, rosto enrugado, roupa preta e chapéu preto, montada numa vassoura. Hoje elas são elegantes, belas, bem vestidas, atendem em seus apartamentos, cercadas de toda a tecnologia, como computador e telefone celular etc. Fazem cursos que demoram até sete anos. Aconselham geralmente acerca da vida sentimental, profissional e financeira das pessoas que as procuram.

Ao contrário do que muitos intelectuais esperavam, a superstição não findou com o avanço da tecnologia nem com o avanço das ciências físicas. Muitos achavam que o homem moderno não mais difundiria estórias como as da cegonha, fadas etc; que aposentaria suas patas de coelho, figas, fitas vermelhas, ferraduras, arrudas ou as imagens de Buda; que o mês de agosto deixaria de ser azarado; criam que até o temido “mau-olhado” ficaria cego. Contudo, para a decepção geral desses otimistas tem ocorrido o inverso. Milhares de pessoas “intelectualizadas” se envolvem com alguma forma de superstição.



O que diz a teologia cristã sobre o ocultismo

Na Bíblia encontramos cinco categorias de ocultismo, como seja:

1) – Astrologia, o qual afirma que o movimento dos astros determina os acontecimentos bem como o caráter dos homens;

2) – A Magia, a qual confere poder a algum objeto ou pessoa, quer para o bem, quer para o mal;

3) – A Feitiçaria, referindo-se a certas pessoas com poderes não explicáveis pelos sentidos;

4) – A Mediunidade ou Necromancia, que seria a prática da comunicação com os mortos.

5) – A Reencarnação ou à volta a vida em outro corpo.



Refutando esses pontos :

1) – Guarda-te de levantares os olhos para os céus e, vendo o sol, a lua e as estrelas, a saber, todo o exército do céu, não sejas seduzidos a inclinar-te perante eles, e dês culto àquelas coisas que o Senhor teu Deus reartiu a todos os povos debaixo de todos os céus. (Dt. 4:19).

A consulta aos astros é uma pratica ocultista pagã e idólatra. Quando um indivíduo abre um jornal ou revista e procurar se instruir através do horóscopo, essa pessoa está desobedecendo a Deus e praticando o Ocultismo.

2) – “Quando, pois, vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?” (Is. 8:19).

Há várias maneiras pelas quais o ocultismo pratica a adivinhação. Podemos citar o pêndulo, telepatia (comunicação através do pensamento), bola de cristal, tarô… e outras, como formas de instrumentos de adivinhação.

3) – “Entre ti não se achará… nem feiticeiro” (Dt. 18:10).

Tanto o Velho como no Novo Testamento fazem repetidas referências à prática de feitiçaria e da magia, e sempre que são mencionadas são condenadas por Deus. Cf. Ex. 22:18, Lv. 19:26, Dt. 12:31, I Sm. 15:23, Is. 19:3, Jr. 27:9,10, At. 13:6-10, Ap. 21:8.

4) – “Não se achará no meio de ti quem [...] consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti” (Dt. 18:10-12).

A primeira incidência bíblica do ocultismo mediúnico foi registrada em gênesis três. Lá no jardim do Éden, o diabo usou a serpente como um ‘canal’ para enganar Eva (Gn. 3:1-15; 2 Cor. 11:3; Ap. 12:9). Através da mediunidade, o diabo levou e tem levado o homem a duvidar de Deus, com graves conseqüências espirituais! Significativamente, há razões para crê que a realidade básica da mediunidade sugerida aqui não mudou no que se refere: à origem (o poder maligno); ao seu resultado (ilusão espiritual que destrói a confiança em Deus); e as suas conseqüências (juízo divino, Dt. 18:9-13). (7) “Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (I Tm. 4:1). Deve ser por isso que em todas as formas de ocultismo encontramos a figura do médium, avatar ou líder iluminado tendo revelações surpreendentes e com novos ensinamentos transmitidos pelos supostos espíritos de luz.

5 – “E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo” (Hb. 9:27).

Praticamente, todas as religiões que derivam do ocultismo ensinam alguma forma de reencarnação, ou seja, que a alma, depois da morte do corpo físico, não entra num estado final, mas volta ao ciclo dos renascimentos.



Conclusão

O Ocultismo, por estar muito divulgado no mundo hoje, mostrando que já não é tão oculto assim, atinge todas as camadas da sociedade e afronta até mesmo o cristianismo. Muitos pensam que muitas das práticas ocultistas citadas nesse estudo não são tão maléficas e podem ser encaradas como algo secular em nosso dia-a-dia, se der certo bem, se não, que mal há? É verdade que na bíblia encontramos alguns sinais miraculosos que foram dados aos servos de Deus, como, por exemplo: a sarça ardente, a coluna de nuvem e a de fogo, Josué e o sol, os magos e as estrelas… Mas é bom notar que todos esses sinais foram dados da parte e da vontade de Deus e não buscados através da especulação dos homens.Quem confia em Deus não precisa de artes mágicas, agouros, comunicação com os mortos, feitiços… pois sabe que a vitória que vence o mundo é a fé em Jesus Cristo e nada mais (I Jo. 5:4).

Quando Deus declara que abomina as práticas ocultistas (Dt 18.12), muitas pessoas tendem a não levar a sério esse alerta bíblico. As conseqüências do envolvimento com o ocultismo podem ser: intranqüilidade, angústias, melancolia, inclinação para o suicídio, sexualidade exagerada com inclinações para práticas de sexo pervertido, raiva incontida, avareza, pavorosas tensões íntimas, pesadelos, depressões, pensamentos terríveis, blasfêmias, aversão à Palavra de Deus, alucinações visuais e auditivas, psicose mística.

Por isso, liberte-se de tudo aquilo que é oculto a Palavra de Deus e saiba que o amor de Deus lhe guardará protegido de todo o mal – “Porque eu estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8:38, 39).



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OCULTISMO NA IGREJA !!

A Infiltração Ocultista na Igreja Cristã Visando Destruí-la a Partir de Dentro.

Nossa autora convidada, Berit Kjos, expõe como a igreja cristã está sendo infiltrada e destruída. Falsos líderes “cristãos” estão levando denominações inteiras à religião global do Falso Profeta.

A Nova Ordem Mundial está chegando! Você está preparado ?

Compreendendo o que realmente é essa Nova Ordem Mundial, e como está sendo implementada gradualmente, você poderá ver o progresso dela nas notícias do dia-a-dia!!

Aprenda a proteger a si mesmo e aos seus amados! Após ler nossos artigos, você nunca mais verá as notícias da mesma forma. Agora você está com a”THE CUTTING EDGE”

“Assim diz o SENHOR: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele.” [Jeremias 6:16].

Resumo da Notícia: “Grupo Ganha a Luta Contra os Clérigos Homossexuais”, por Dylan T. Lovin, Yahoo News, 19/2/2002, Associated Press.

“Louisville, Kentucky — Na terça-feira, os conservadores na Igreja Presbiteriana dos EUA rejeitaram uma proposta que teria permitido aos homossexuais ocupar posições de autoridade na denominação. Os conservadores ganharam o apoio da maioria das legislaturas regionais da igreja e, desse modo, estorvaram uma tentativa de anular uma proibição de 1997 quanto à ordenação de homossexuais não-celibatários. Os estatutos da igreja prescrevem que os clérigos e leigos que ocupam cargos devem “viver em fidelidade dentro da aliança do matrimônio entre um homem e uma mulher, ou solteiros, mas em castidade”. A Assembléia Geral da igreja votou no verão passado a recomendação para o cancelamento dessa proibição. Desde outubro, as legislaturas regionais da igreja, conhecidas como presbitérios, votaram a manutenção ou anulação da proibição, e a decisão requeria a aprovação pela maioria, ou 87 dos 173 presbitérios.”

Para uma igreja cristã estabelecida como a virgem “noiva de Jesus Cristo”, como foi que chegamos ao ponto em que uma grande denominação protestante está debatendo a questão se clérigos homossexuais devem ou não “ocupar posições de autoridade dentro da denominação”? Além disso, como poderia uma Assembléia Geral ter realmente votado a anulação de um estatuto existente, que está baseado em um princípio bíblico? Esse tipo de apostasia está se tornando desmedido no mundo inteiro, afetando a vasta maioria das denominações atualmente.

Assim, a questão da hora é: Como as igrejas cristãs caíram nesse erro tão profundo? Como se afastaram da âncora da doutrina bíblica?

A resposta é que o mundo está agora no fim dos tempos. Em muitos artigos anteriores, demonstramos o fato que as profecias bíblicas referentes ao fim dos tempos não poderiam iniciar sem que Israel voltasse à sua terra [Joel 3:1]. Uma vez que Israel tenha retornado à sua terra, a profecia de Jesus Cristo em Mateus 24:33 torna-se verdadeira, na nossa vida e nas notícias do dia-a-dia.

“Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas.”

Em seguida, o apóstolo Paulo oferece o resto da resposta em 2 Tessalonicenses 2:3, ao esclarecer as dúvidas que os tessalonicenses tinham a respeito do Dia do Senhor — o Período da Tribulação — se já tinha ou não chegado. Uma vez que você compreenda esse princípio, estará no caminho correto para compreender especificamente como ocorreu esse terrível afastamento doutrinário.

“Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição.”

Em outras palavras, no fim dos tempos, a igreja cristã apostatará terrivelmente, e essa apostasia abrirá a porta para o Anticristo! Quantos professores de seminários, líderes e pastores liberais já pararam para pensar que suas ações estão literalmente abrindo a porta para o Anticristo? Embora você possa pensar que a resposta seja “Não muitos”, a realidade é bem diferente. Provavelmente, a maioria dos líderes liberais sabe exatamente o que está fazendo, como você descobrirá ao ler o texto a seguir, escrito por nossa autora convidada, Berit Kjos.

Reinventando a Igreja — Implantando Padrões e Crenças Ocultistas.

“As igrejas parecem temerosas de investir em novos modos de ser igreja, libertando-se de modelos antiquados e tradições irrelevantes, para viver o evangelho num contexto do século 21.” [1] Líderes em Ação, de George Barna, editora United Press.

“Nosso futuro comum dependerá da extensão em que as pessoas e líderes em todo o mundo desenvolverão a visão de um mundo melhor, as estratégias e as instituições, e então a alcançarão”. Comissão da ONU Sobre Governança Global.

“… há uma massa crítica substancial de pessoas e igrejas que já estão se mobilizando… Embora reconheça que existem ainda muitas igrejas não-saudáveis, há uma justificada ‘mudança nas premissas, nas atitudes e na mentalidade básica… no geral, estamos em marcha…” “Peter Druker Fala Sobre as Igrejas e as Denominações” — Leadership Networks.

Padrões Bíblicos.

“Assim diz o SENHOR: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele.” [Jeremias 6:16].

“Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente.” [Hebreus 13:8].

“Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.” [Malaquias 3:6].

Uma estranha distorção da verdade alastrou-se como fogo no cerrado nas igrejas do mundo inteiro. Ela chama o povo de Deus para não apenas compreender nossos tempos de mudança a partir da perspectiva do mundo, mas para realmente seguir o vento e ajudar a alimentar a transformação. Ela usa palavras antigas e familiares para persuadir as pessoas, mas conforma a Palavra de Deus, bem como o pensamento humano, com a visão politicamente correta da unidade, comunidade, serviço e mudança.

Os laboratórios do comportamento, escolas, a UNESCO, e as igrejas liberais ajudaram a acender esse fogo durante o século XX. Escondidos da vistas, seus esforços destruíram as bases bíblicas dos EUA e prepararam as massas para acreditar em uma mentira.

Agora, na aurora do novo milênio, as igrejas “conservadoras” e “evangélicas” estão seguindo o exemplo. Redes “cristãs” mundiais fornecem consultores treinados em liderança e em administração para “guiar” o povo de Deus nessa superestrada que leva a uma nova ordem mundial. Esqueça o antigo caminho estreito que leva à vida. Os “agentes da mudança” de hoje esperam popularizar o cristianismo com tanta eficiência que nações inteiras entrem e sigam suas cruzadas.

Esqueça o ensino bíblico sólido e a “ofensa da cruz”. Para ganhar as massas “para Cristo”, a igreja precisa se vestir de uma roupagem mais permissiva e apelativa. Ela precisa ser oferecida e anunciada para o mundo como “um lugar seguro”, purificada dos padrões morais que despertam a convicção do pecado e um desejo de se separar da imoralidade do mundo. Assim, eles reimaginaram uma igreja em que a pessoa possa sentir-se bem consigo mesma e sem qualquer “ofensa” — uma igreja que o mundo possa amar e reconhecer como sua.

A marcha deles em prol de “um mundo melhor” está a caminho. Nessa nova igreja, o pensamento grupal, a contemporização, a solução dos conflitos, o processo dialético e o consenso facilitado estão na moda. A convicção sem contemporização e a resistência ao consenso do grupo estão fora da moda. O caminho de Deus parece intolerante demais para se adequar aos sistemas gerenciáveis do novo milênio. [Para compreender melhor esses termos, leia "Brainwashing in America", em http://www.crossroad.to/text/articles.html#br e "A Igreja do Povo — Fazendo a Obra de Deus com os Métodos do Homem", em Proc081800].

Guiando a Revolução.

Difícil de acreditar? Então ouça a equipe de liderança escolhida por George Barna, fundador e presidente do Barna Research Group, para escrever o livro revolucionário, Líderes em Ação. Digo revolucionário pois ele realmente é. Na verdade, o livro propõe uma revolução na igreja e mostra aos líderes como gerenciá-la.

Doug Murren, fundador de igrejas e pastor efetivo da Igreja Quadrangular Eastside escreveu o capítulo intitulado, O Líder Como Agente de Mudança. Ele explica o primeiro passo no processo psicossocial da “mudança gerenciada”. Observe que ele pega suas pistas de um experiente “agente de mudança” da Universidade de Stanford — como o MIT, Harvard e a Escola de Professores, na Universidade de Columbia — é uma grande instituição de pesquisa na área da transformação social, da propaganda persuasiva e da manipulação psicossocial:

“Arnold Mitchell, um psicólogo social de Stanford, passou anos estudando as atitudes e comportamentos do povo americano. Ele argumenta que são necessários três ingredientes para que a mudança ocorra. Primeiro, Mitchell nota que a mudança vem com a insatisfação… Os agentes de mudança eficientes avaliam as chances de mudança avaliando o nível de insatisfação dentro do grupo. Se a insatisfação é forte, o potencial para a mudança existe.”

“Para ser eficaz, o líder também deve deliberadamente desenvolver a insatisfação…

“Preparar as pessoas para a mudança às vezes leva o que nos parece ser uma eternidade… Eu compartilhava estatísticas alarmantes ou até mesmo desconcertantes sobre onde estávamos como igreja e onde deveríamos estar, buscando criar o nível certo de insatisfação.”

“Mudança positiva raramente sugere ‘voltar ao que costumava ser’. A maioria das mudanças positivas que tenho testemunhado dizem respeito à criação de um futuro melhor ao invés do retorno a um passado que é lembrado com carinho.”

Observe que os “três ingredientes” do pastor Murren para mudar as pessoas não têm nada que ver com as diretrizes ou padrões de Deus. Eles têm tudo que ver com visões humanas enganosas de como “agentes de mudança” de elite podem controlar as massas. Os métodos de manipulação deles tornaram-se tão familiares que seus liderados praticamente não percebem o que está acontecendo. Para que você não esqueça, dê outra olhada nos passos iniciais:

1. Avalie (pesquise) as atitudes, valores e desejos do povo. Sua avaliação pessoal será o padrão para medir a mudança planejada nos meses e anos à frente.

2. Fomente a insatisfação com os modos antigos para que as sementes da revolução possam crescer sem arrependimentos. Na verdade, a própria pesquisa inicia a “insatisfação”, pois uma “boa” pesquisa de igreja conteria questões que produzem ansiedade, que sugerem problemas internos e propõem o diálogo e as reclamações públicas.

3. Ofereça uma visão inspiradora de um “futuro melhor”. O futuro melhor precisa ser um futuro aqui e agora — Um futuro que o homem possa criar com sua imaginação. É o oposto do futuro glorioso que Deus nos oferece para toda a eternidade. Nesse contexto de mudança mundana, o céu não serve a nenhum propósito terreal. Somente as visões que motivam os esforços coletivos e dirigem a transformação podem avançar os planos revolucionários.

Para guiar esse processo, são necessários líderes bem-treinados. É por isto que George Barna reuniu um “time de especialistas tão impressionantes como qualquer um pode imaginar” para escrever seu manual para a igreja. “Quinze pessoas contribuíram escrevendo capítulos para este livro… Creio que os esforços cumulativos desta equipe demonstraram o que significa cooperação”.

O próprio Barna escreveu o capítulo “A Visão”. Ele explica, “Visão é, portanto, o vislumbrar do tipo de mundo no qual Deus quer que vivamos, um mundo que ele pode criar por meio de nós, se todos aqueles a quem ele chama como líderes cumprirem o seu chamado de acordo com a direção dada pelo seu Espírito.”

Essa afirmação soa como um oximoro? Ela é. Barna parece implicar que Deus recriará o mundo à nossa volta se os “agentes de mudança” atuais caminharem pelo Espírito. No entanto, esses líderes da “mudança administrada” foram treinados para seguir uma fórmula que nunca foi dada pelo Espírito Santo. O homem pode acabar atirando no seu próprio pé, mas Deus não nos dá instrumentos que se chocam com os…

Absolutos Bíblicos

1. Sua chamada para confiar nele, não em métodos e filosofias do homem.

2. Sua chamada para participar nos sofrimentos e nas perseguições que Cristo também sofreu.

Por exemplo, Barna propõe “ferramentas de avaliação preparadas para que você possa avaliar como está progredindo, fazendo o ajuste fino dos seus esforços de implementações à medida que avançar…”

No entanto, a verdade bíblica é que Deus não nos diz para continuamente avaliarmos nosso progresso. Ele nos diz para o amarmos, estudarmos sua palavra e seguir seus caminhos, mas deixar os resultados com ele. Ele é quem produzirá o fruto. Ele sabe que se continuamente medirmos nossos sucessos, poderemos sair de nossa dependência dele e passar a confiar em nossos próprios esforços. É por isto que Davi foi punido severamente por ter desobedecido a Deus ao contar (avaliar) o tamanho de seu exército vitorioso [2 Samuel 24].

A palavra e o Espírito de Deus precisam guiar nossos passos diários, não nossos padrões e medidas humanas para o sucesso. Além disso, os caminhos de Deus tendem a se chocar com a visão mundana de prosperidade, números e sucesso. No entanto, isso pouco importa para os mentores da “mudança gerenciada”, cujos ouvidos estão atentos aos seus métodos em vez de ao seu Criador.

Moldando a Verdade Para se Adequar à Visão.

Barna apresenta Jim Van Yperen, outro agente de mudança de sua equipe de especialistas, como “um estrategista de marketing e consultor de comunicação criativa”. Van Yperen “trabalhou com uma grande variedade de igrejas, ministérios paraeclesiásticos e organizações sem fim lucrativo nas áreas de desenvolvimento de visão, planejamento estratégico, comunicações, desenvolvimento de recursos e resolução de conflitos.”

Observe as palavras da moda; elas nos ajudam a identificar o processo de mudança sempre que as encontrarmos.

Van Yperen é um consultor, não um pastor, mas “serviu em várias igrejas como pastor interino intencional”. Ele mesmo se contrata como pastor interino após levar a igreja pelas fases iniciais (avaliação, insatisfação, visão, etc.) do processo de mudança. Usando suas pesquisas estratégicas para avaliar as atitudes e necessidades da igreja, ele facilita os diálogos de grupo e os “diagnósticos” da saúde da igreja.

Como ele fala de forma persuasiva e gerencia bem esse processo, pode logo informar aos membros que a igreja deles tem algumas boas qualidades, porém os conflitos e as insatisfações atuais exigem a tomada de medidas drásticas. Para tornar-se uma “igreja saudável”, ela precisa de liderança, de novas estruturas, de novas programações de atividades, de um novo modo de pensar e de uma nova ênfase no crescimento espiritual por meio dos relacionamentos de grupos.

Ele também ensina um novo modo de compreender a Bíblia. O capítulo que ele escreveu no livro de Barna, Conflito: O Fogo Purificador da Liderança contém uma seção intitulada “Afirme a Verdade na Comunidade”. Ele ajuda a armar o cenário para o processo do consenso, sugerindo que a Bíblia pode ser melhor compreendida em grupos onde os membros consultam suas idéias e moldam seu consenso. Observe como essas diretrizes minimizam a ênfase do Novo Testamento em um relacionamento de amor pessoal com Jesus Cristo e maximiza a visão mundana do coletivo:

“Praticamente toda a Bíblia foi escrita para opor grupos de pessoas. Precisamos aprender a ler nossas Bíblias desta forma. Em vez de perguntar, “O que Deus está dizendo para mim?”, precisamos perguntar, “O que Deus está dizendo para nós?”

“Responder ao poder com a verdade coloca Cristo no centro e constrói pontes com nossos irmãos e irmãs. Reconhece que nenhuma única pessoa conhece a verdade completa, portanto, precisamos uns dos outros. Isto abre a oportunidade para assumirmos nossas pressuposições honestamente, afirmarmos nossas convicções diretamente e permite que os outros coloquem suas perspectivas abertamente.”

Os agentes de mudança de hoje realmente não querem que todos “dêem sua perspectiva de forma aberta”. Alguns fatos e observações do grupo podem derrubar o plano deles. Eles querem “insatisfação’, mas não diferença de opinião. Querem tolerância, mas não com relação aos membros da igreja que não cooperam. Aqueles que são inimigos do progresso precisam ser disciplinados ou mudados.

Conversei com muitos cristãos humildes e fiéis que foram rotulados de “divisivos”, ou críticos” pela nova liderança em sua amadas igrejas. Alguns receberam uma opção simples: desligar-se, ou parar de fazer perguntas difíceis. Outros ouviram que a confissão (confessar o pecado de “questionar” o processo de mudança, em vez de se submeter a ele) e aconselhamento com um agente de mudança selecionado seria um pré-requisito para poderem continuar na igreja e levar adiante seu ministério.

Em contraste com os críticos, o membro do grupo perfeito é flexível, cooperativo e tem a mente aberta — especialmente com relação às novas e diferentes formas de interpretar a Bíblia.

Pensamento Fora da Caixa e Fora da Bíblia.

A reforma da igreja, como a reforma da educação, requer “pensamento crítico”, mas poucos membros de igrejas conhecem o real significado dessa frase. Para pacificar os pais, os professores das escolas públicas poderiam defini-lo como “ensinar os alunos a pensar por si mesmos”. Eles sabem que a revolução na educação prosseguirá bem mais tranqüilamente se os pais nunca perceberem que o “pensamento crítico” significa criticar e desafiar as crenças tradicionais, os valores e as autoridades.

O ex-pastor Kenneth O. Gangel, é deão acadêmico e vice-presidente de Assuntos Acadêmicos no Seminário Teológico de Dallas. É um autor prolixo, escreveu, Competent to Lead, e é considerado um especialista no assunto liderança. Uma escolha natural para a equipe do livro de George Barna, ele escreveu o capítulo intitulado “Que Fazem os Líderes”.

Uma das seis tarefas de um líder, diz Gangel, é “pensar”. Logicamente, todos nós pensamos. No entanto, no contexto da mudança gerenciada, pensar não é realmente pensar, a não ser que seu pensamento encaixe-se na nova fórmula.

O pastor Gangel cita Stephen Brookfield que, por dez anos, foi professor titular no Departamento de Educação de Adultos e Superior na liberal Escola de Professores, na Universidade de Colúmbia. Viajando como orador em conferências internacionais sobre educação no país e no exterior, Brookfield continua a servir como Professor Adjunto em Colúmbia. A frase que o pastor Gangel usou para suportar seu próprio ensino veio do livro de Brookfield, Developing Critical Thinkers:

“No centro do pensamento crítico está a capacidade de imaginar e explorar alternativas para as formas existentes de pensar e viver… Pensadores críticos estão constantemente explorando novas maneiras de pensar sobre aspectos de suas vidas.”

“O pensamento crítico é complexo e freqüentemente causa perplexidade, uma vez que requer a suspensão de crenças e o abandono de posições anteriormente aceitas sem questionamento.”

Você pegou a mensagem? “Ele requer a suspensão de crenças e o abandono de posições anteriormente aceitas sem questionamento.” Essa é a essência do pensamento “crítico”! Os gerentes da igreja não podem estabelecer a nova visão da “realidade” sem primeiro solapar as antigas crenças bíblicas. Antes de verem o sucesso, o grupo precisa deixar os antigos absolutos e ter a coragem de se deixar levar pelos ventos da mudança.”

Ligar as antigas obstruções mentais aos sentimentos negativos agiliza o processo e traz mudança duradoura. É por isso que cada membro de grupo precisa aprender a associar o “pensamento ruim” do passado — incluindo os absolutos bíblicos que não podem ser dobrados para se adequar aos nossos tempos — com algo desagradável ou inaceitável [Veja "Mind Control Illustration", em http://www.crossroad.to/text/articles/mc9-24-98.html#Matt].

Por outro lado, “pensamento bom” precisa sentir-se bem e estar ligado com as coisas “certas” tais como paz e capacitação ou coisas divertidas, como liberdade para ler os livros da série Harry Potter ou assistir a um filme questionável. Essa ilusão da liberdade sem conseqüências é ilustrada por um conjunto de lições da Escola Intermediária publicada pelo ramo de currículo da poderosa e liberal Associação Nacional da Educação:

Pensamento Bom x Pensamento Ruim.

“Este modelo nos ajuda a fazer algumas distinções válidas e úteis entre o pensamento bom e ruim. Aqui desejamos nos distanciar daqueles que igualam o pensamento bom com uma longa lista de operações mentais discretas e aqueles que descrevem o pensamento ruim em termos de vários erros lógicos.

“Os bons pensantes estão dispostos a pensar e podem até mesmo achar o pensamento agradável. Eles podem executar pesquisas quando necessário e suspender o julgamento. Eles valorizam a racionalidade, acreditando que o pensamento é útil para solucionar os problemas, chegar às conclusões, e fazer julgamentos. Os maus pensantes, por outro lado, precisam de certeza, evitam o pensamento, precisam chegar ao fechamento rapidamente, são impulsivos, e dependem fortemente da intuição.”

Essa questão está ilustrada em Novas Crenças para uma Aldeia Global :

A frase “suspender o julgamento” o faz lembrar da proposta do Dr. Brookfield para a “suspensão da crença”? Deve fazer! As duas frases enfatizam o mesmo ponto. Elas também mostram que a nova safra de líderes de igrejas estão simplesmente pegando as fórmulas pedagógicas e as estratégias psicossociais do mundo e misturando nelas “palavras cristãs” para disfarçar a origem não-bíblica e dispersar a oposição.

Você se pergunta como o pastor Gangel, o deão acadêmico do Seminário Teológico de Dallas, pôde usar o Dr. Brookfield — um agente de mudança globalista — como modelo e autoridade? Eu me pergunto isso e me entristece ver tal enganação nos altos níveis. [Mateus 24:24 em ação].

Não é segredo que a Escola de Professores, da Universidade de Columbia, adota o plano educacional da UNESCO e lidera o mundo no treinamento de professores-facilitadores para o novo sistema global de administração que não tem tolerância pela verdade bíblica. Como na ex-União Soviética, o objetivo da educação é “desenvolver um novo tipo de pessoa” — não com fatos e lógica, mas com as versões mais recentes de alta tecnologia das estratégias de mudança da mente utilizadas para manipular e monitorar a população.




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CRISTIANISMO, SATANISMO E VAMPIRISMO.

Os deuses deliberam sobre o que fazer com o trabalho,

um deles tem a idéia de criar uma raça de escravos que

produziria cultos, imagens, oferendas e sacrifícios. Desta

forma foi criada a raça humana.

Lenda da Mesopotâmia, 2500 a . C.

O cristianismo, da forma que o conhecemos, é uma das religiões mais vampíricas que existem, alimentando-se da energia dos seus fiéis, seja dos donativos financeiros ou da energia gerada por inúmeras práticas antinaturais. Vamos tomar por base os sete pecados capitais, que estão intrinsecamente associados à vida quotidiana e à natureza humana. Você tem diante de si um manjar extremamente saboroso, seu prato predilecto; você está em bom estado de saúde, o peso compatível, enfim, nada que o proíba de se lançar com toda a gula sobre o prato delicioso, mas “Deus” o proíbe (como se Deus não tivesse coisas mais importantes com que se se preocupar).

Outro exemplo: você saiu para dançar e se depara com aquela linda mulher ou aquele belo homem (de acordo com o gosto de cada um). Uma atracção mútua acontece, os corpos clamara pela pele do outro, beijos ardentes são a decorrência natural, as mãos passeiam nas curvas do corpo do parceiro. Um quarto, um banheiro, uma sala solitária, um local para ficar a sós. A luxúria é pecado, e, em tempos de AIDS, fazer sexo sem preservativo uma loucura — problema duplo, pois o Papa condenou o uso da camisinha.

Projectando-nos em plena Idade Média, em qualquer rincão da Europa, a primeira coisa que vemos ao longe é o campanário das igrejas, a casa de Deus, diferente dos dias de hoje, em que vemos os prédios, a casa do homem. O toque dos sinos chama os fiéis cordeiros para a missa, em latim, é claro, herança dos romanos (pena que só sobrou isso da velha e devassa loba); a vida era dura, pelo menos para os fiéis, pois a Igreja era poderosíssima, senhora de terras e de opulentas riquezas que contrastavam com a miséria reinante.

Ter posses, dinheiro, era pecado, então nos apressávamos em doá-lo à Igreja — o caminho para o céu poderia ser comprado, e o Papa era infalível. Quem já leu Umberto Eco, O Nome da Rosa, terá uma imagem premente em sua mente. As antigas festas pagas foram marginalizadas, a bruxaria e os sabás considerados obra do Demónio; como já falamos no início deste capítulo, o natural é errado e mau — este é um “Deus” masculino e infantil a brigar com sua mãe natureza.

Uma pessoa comum estava em eterna luta entre seus apetites e o status religioso imposto pela igreja. Isso gerava um enorme sentimento de culpa, quebrando energeticamente a pessoa; seu poder de decisão era transferido para a Igreja, a pessoa abdicava do que há de mais divino em cada um de nós, a nossa vontade. Essas pessoas funcionavam como baterias que carregavam a egrégora vampírica da Madre Igreja. Toda a energia represada, castrada, era lançada em busca de redenção, justamente para a entidade que criava o suplício, a igreja. Dessa forma ela acumulou fiéis, terras, poder político, mas, acima de tudo, energia espiritual, um gigantesco vampiro, no aspecto mais baixo (no sentido de degradante) que a palavra possa ter.

Não estou querendo ser epicurista, ou pregar apenas o saciamento das paixões e desejos, o que digo é deveras diferente: quando um iniciado não come determinado alimento, ou jejua, não faz sexo, etc, ele ou ela (iniciado) está buscando um determinado fim — é como estudar para o vestibular. Temos que abdicar de algumas coisas para o nosso fim, e não porque estas coisas sejam más ou do “Demónio”. Como disse Oscar Wilde, a melhor forma de se livrar de uma tentação é cair nela, e somente seremos donos e senhores de algo conhecendo-o e não fugindo dele — aprende-se a andar de bicicleta andando. Um ser humano deveria testar suas capacidades, conhecer os seus limites, aí sim ele poderia se dizer livre, caso contrário ele será corno uma criança que os pais impedem de fazer isso ou aquilo por ser errado. Um bom exemplo foi Aleister Crowley: fez de tudo na vida sempre em busca de seus limites, fossem eles físicos, pois foi um grande alpinista, mentais, um grande enxadrista, ou espirituais.

Mas a era cristã não teve apenas escória como sua representante. Grandes místicos constam de seus quadros: São João da Cruz ou Santa Tereza, sem esquecer de Francisco de Assis e Inácio de Loyola. Eles foram fiéis representantes de uma era que acabou (e morre lentamente), o fim do Aeon de Peixes.

O cristianismo tem suas origens nos cultos dionisíacos e mitraicos, a sublimação, a busca pelo inatingível, o sofrimento como caminho iniciático, o colectivo em detrimento do individual. Uma lenda que passa bem o espírito original do cristianismo é a lenda de Orfeu. Orfeu foi músico e poeta, ajudou a todos que pôde sem, contudo, poder ajudar a si mesmo, e a ele são atribuídas inúmeras curas. Com o poder de sua música contagiava as pessoas, transmitindo amor e paz, e até as feras se prostravam para ouvi-lo. Foi personagem na expedição dos argonautas atrás do velocino de ouro, tendo salvado todos com o poder de sua música, quando eles se defrontaram com as sereias.

Na volta se casou, mas um infortúnio o esperava: sua bela esposa Eurídice foi picada por uma cobra e morreu, e ele, inconformado, vai até o Hades em busca de sua amada (sua música foi a chave utilizada).

Por onde ele passava nos sombrios domínios do submundo, sua música encantava a todos os horrores, as Moiras por um fugaz momento pararam de tecer, Cérbero, o cão de três cabeças de Hades, deitou-se ao embalo da suave música e as Harpias, seres rapaces e sanguinários, ficaram imobilizadas pela bela música. Por fim ele chegou até o poderoso Hades, regente do submundo e sua mulher Perséfone, e fez o pedido: queria poder reaver sua amada. Hades concorda, mas com a seguinte condição: ele não poderia olhar para trás até sair do submundo. Orfeu começa sua jornada de volta, mas a dúvida e a insegurança o invadiram, e, temendo ter sido enganado por Hades, ele se vira e vê sua amada pela última vez, e para nunca mais.

Uma dor atroz o acompanhou por toda a vida, e para remediá-la ele pregou por todo o mundo, levando sua palavra de amor. Condenava os sacrifícios e pregava uma vida mais frugal, tornando-se assim um pregador espiritual. Seu fim foi trágico: muitos julgavam que ele queria se tomar um deus, e por isso teria sido despedaçado e morto. Algumas lendas atribuem a Dionísio a sua morte, pois o deus havia ficado enciumado de Orfeu. Por sua compaixão e bondade, Orfeu foi sempre lembrado; também por seu amor incondicional e o sacrifício pelo próximo, e por não poder ajudar a si mesmo e escapar do fim terrível. Essa lenda ilustra as raízes do cristianismo e o que ele tinha de melhor, se esquecermos dos gnósticos, antes de sua secularização e total deturpação, seja do passado ou do presente, seja de católicos ou de protestantes.

O fundador do cristianismo, Jesus, quer tenha existido ou não, sabia perfeitamente dos arcanos secretos do Vampirismo, daí a preocupação com seu sangue. O ato de beber esse sangue conferia a capacidade de comungar com o Cristo (nesse caso, Jesus). A própria morte de Jesus é bastante esclarecedora; reza a lenda que o espinheiro, planta usada contra bruxas e Vampiros, foi usado na confecção da coroa de espinhos. Os cristãos atribuem a eficácia do uso de plantas espinhosas contra bruxas e vampiros devido à coroa de espinhos de Jesus Cristo. Mas essa crença é bem anterior ao cristianismo.

Seleccionei algumas passagens da vida de Jesus interessantes para o nosso estudo.

(Mateus 27:51 a 54) E eis que o véu do santuário se rasgou de alto a baixo em duas partes; a terra tremeu e fenderam-se as rochas; abriram-se os túmulos e muitos corpos de santos ressuscitaram; e, saindo do sepulcro, depois da ressurreição de Jesus, vieram à cidade santa e apareceram a muitos. O oficial romano e os que com ele guardaram Jesus, vendo o terremoto e tudo quanto sucedera, ficaram com muito medo e diziam: “Verdadeiramente, este era filho de Deus”.

(Mateus 28:5 a 7) O anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: “Não tenhais medo. Sei que procurais Jesus, o crucificado. Não está aqui, ressuscitou, conforme tinha dito”. A mim o sangue e o corpo, a morte e a ressurreição, a ressurreição da carne.

A Igreja, exímia em criar formas de estabelecer o seu poder, usou, entre os vários elementos, dois muito relevantes ao Vampirismo: a excomunhão e o exorcismo. Antes de tratar deles directamente, faz-se mister esclarecer alguns pontos. O poder mágico de qualquer ritual reside mais no operador do que na fórmula utilizada (é claro que existem as fórmulas poderosíssimas, como o enoquiano, zos kia e, claro, magick. Mas o operador, o magista, é o elemento mais importante no ritual.) Para que o exorcismo ou a excomunhão surtisse efeito, era necessário que a vítima deles estivesse sob a influência do cristianismo.

A criança, ao nascer, sofre indefesa o baptismo, e daí em diante são implantados nela toda a sorte de dogmas. Quando adulto, o universo pessoal e, consequentemente, mágico, está repleto desses ícones, e por mais que ele às vezes transgrida as leis religiosas, no seu interior há algo que o acusa.

Dessa forma, a Igreja tem os elementos perfeitos para exercer o seu poder. Essa prática foi usada ao extremo por católicos e protestantes. Independentemente de a maior parte ser simplesmente teatro (o leitor, em suas madrugadas insones, deve ter tido amostras televisivas disso), nos casos verídicos os demónios envolvidos são crias do próprio cristianismo. No mito do vampiro, isso é claro, e o número de casos de vítimas de excomunhão que se tornam vampiros é enorme. Quem vem “salvar a comunidade”? A própria Igreja criadora do problema — muito curioso.

Havia um ponto de discórdia entre católicos romanos e ortodoxos: a incorruptibilidade dos corpos. Para o romano, prova de santidade; para o ortodoxo, maldição. Para o vampirologista Dom Augustin Calmet, o vampiro era obra do diabo, que se apossava do corpo do morto para práticas vampíricas. Menciona a excomunhão como um dos elementos que podem tornar alguém um vampiro. Ele escreveu um livro, Dissertation sur les Aparitions des Anges, des Démons et des Esprits, et sur les Revenants et Vampires de Hungrie, de Bohême, de Moravie et de Silésie, em que trata da problemática do vampiro. Nesse livro, relata, por exemplo, que era comum pessoas mortas há anos aparecerem em festas, ocasionando mortes de outros participantes.

Leone Allaci publicou em 1645 suas observações e teorias a respeito do vampirismo. Seu foco foi a Grécia, sua terra natal. Também para ele, o diabo é um elemento decisivo para o fenómeno do vampirismo. O diabo (vampiro) sai em sua ronda nocturna por aldeias e vales, passando pelas habitações. Ele então chama as pessoas pelo nome, e quem responde morrerá brevemente. O Vrykolakas chama uma única vez. O vampirologista Leone Allaci estudou o poder da excomunhão e da absolvição, convencendo-se amplamente de seu poder. Giuseppe Davanzati foi um crítico da histeria sobre o vampirismo, tentando desmistificar o fenómeno. Ele escreveu, na cidade de Nápoles, o livro Dissertazione sopra i Vampiri. E praticamente impossível falar de cristianismo institucionalizado sem falar do Diabo, e da obra de Satã. Aqui nos restringimos à óptica cristã, e não nos referiremos aos cultos setianos ou a Shaitan, que são tão antigos quanto o tempo.

A ligação entre o vampirismo e o satanismo é evidente para muitas pessoas. Para a teologia cristã, o vampiro era uma entidade que andava à margem da graça de Deus. Consequentemente, nos domínios de Satã. Já em 1645, Léo Allatius escreveu o primeiro livro que tratava do vampirismo, o que nos faz imaginá-lo como um assunto que preocupava algumas comunidades paroquiais. A Inquisição da igreja cristã foi o elemento que jogou de vez tanto a bruxaria quanto o vampirismo para o lado do satanismo.

Voltando à descrição de Allatius, que estudou profundamente o vampirismo na Grécia, o vampiro grego (Vrykolakas) era definido como tendo o corpo incorruptível, não sofrendo a putrefação natural. Quando esse fenómeno de não-putrefação ocorria, o clérigo local era chamado, por tratar-se de obra demoníaca. O padre fazia algumas preces à Virgem Maria e, novamente, oficiava o funeral do corpo em questão. Allatius retirou essa descrição de escritos de data desconhecida.

É interessante notar que o próprio Allatius descrevia os vampiros como aliados do Príncipe do Mal. Para ele, os demónios reanimavam os corpos dos defuntos. Esse pensamento de Allatius não é, de nenhuma forma, sui generis. Em Montenegro, o vampiro era o corpo de um morto possuído por maus espíritos.

Como já vimos, o Baital indiano era o vampiro-demônio que animava cadáveres para suas actividades.

Cascarrões de defuntos são possuídos por Qliphoth, que se aproveitam das memórias do morto para seus fins nefastos. O vampiro satânico, para a mentalidade católica, seria sujeitado pelos ícones sacros (ou ortodoxos) dos católicos, ou seja, água benta, crucifixos, hóstia, etc. Na verdade, o que notamos por nossa experiência é que qualquer símbolo religioso terá a força da egrégora da religião da qual provém, aliado à força humana que projeta o divino através desse símbolo. Consequentemente, essas são armas poderosas contra forças antagónicas.

Dom Augustin Calmet fez um amplo estudo sobre os casos de vampirismo na Europa Oriental e tinha a mesma opinião de Allatius, ou seja, também pensava que os demónios animavam o corpo dos mortos.

Seus trabalhos foram lidos em toda a Europa. Os Vampiros existem, e são obra de Satã, são corpos reanimados pelo demónio, segundo ele. Léo Allatius cita o Malleus Maleficarum {O Martelo das Maléficas, um guia de caça às bruxas), no qual as mesmas regras para a existência da bruxaria eram aplicadas ao Vampirismo, ou seja, a permissão de Deus (muito engraçado, em qualquer tribunal humano Deus seria cúmplice). O diabo é um cadáver; no caso da bruxaria, eram a mesma coisa, colocando-se a bruxa no local do cadáver. Dessa forma, o Vampiro anda pelo mundo aquém da misericórdia de Deus (antes só do que mal acompanhado, afinal o Deus cristão, com suas ignomínias, pedindo crianças cm sacrifício ou apostando e tomando parte na obra do diabo, para depois condenar à danação o infeliz pecador, não me parece uma companhia agradável). Dessa forma, o Vampiro estava atado a Satã, o opositor de Deus.

A Igreja Católica Apostólica Romana, e a Ortodoxa também, preocupava-se com a mutilação que a caça aos Vampiros estava produzindo em inúmeros cadáveres, pois esses corpos de cristãos estavam à espera da ressurreição. Bem, quase todos, devido à peste de Vampiros que assolou a Europa no século XVII, é de se imaginar que alguns ressuscitaram por conta própria. Drácula, de Bram Stoker, deixa clara a origem satânica de seu vampiro. Por crer que seu deus o havia traído, o príncipe Vlad o renega e amaldiçoa a cruz criando, dessa forma, uma aliança com as trevas e Satã. É interessante notarmos que Stoker foi membro da Golden Dawn (Aurora Dourada, a mesma à qual Crowley pertenceu), uma das mais importantes ordens mágicas de todos os tempos. Nela, ele entrou em contacto com a magia, a cabala, as técnicas de viagem astral e inúmeros eventos fantásticos.

Outra fonte de Stoker foi o livro de Emily Gerard, The Land Beyond the Forest (A Terra Além da Floresta). Nesse livro, fala-se a respeito de uma escola na Transilvânia, que era presidida por Satã em pessoa. O vampiro era naturalmente associado aos íncubos e súcubos, demónios noturnos que tentavam os fiéis com o pecado da luxúria. Para o imaginário medieval, havia uma entidade que seduzia e levava as mulheres a realizar actos sexuais enquanto dormiam. Essa entidade, com aparência masculina, era o incubo. Ele poderia se transformar num súcubo, que era a sua contraparte feminina. Para outros, súcubos e incubo eram entidades distintas. Mas, seja como for, a sua maneira de agir era inquestionável.

Alguns padres diziam que um demónio poderia assumir a forma de um súcubo, copular com um homem e utilizar seu esperma para engravidar uma mulher, visitando-a como um incubo. Tomás de Aquino narrava que crianças eram geradas através dessa prática.

O nome incubo deriva da raiz latina para incubação. Antes do cristianismo, havia a prática corrente de pessoas dormirem nos templos, onde eram visitadas pelas divindades, prática esta que remonta à Mesopotâmia (as mulheres eram visitadas pelo deus Marduk e era praticada a prostituição sagrada).

Ludovico Maria Sinistrari afirma que os “sucos vitais” e a virgindade eram o objetivo de íncubos e súcubos. Os íncubos poderiam tomar a forma de alguém respeitável para a vítima, o que lhe facilitava o ataque. O Papa Silvestre II era conhecido por manter um caso com um súcubo. O envolvimento de grande número de clérigos com o satanismo é evidente; como exemplo nós temos o Abade Beccarelli, que promovia intensas orgias, nas quais curiosamente se fazia uso de artes mágicas para quem quisesse mudar de sexo. Sem falar de uma infinidade de Grimórios atribuídos a Papas como o Grimório do Papa Honório.




terça-feira, 25 de maio de 2010

WICCA : A MORTE !!

É comum wiccanos se referirem ao mundo espiritual como “Summerland”, ou ainda, Terra do Verão. Summerland é um termo geralmente empregado na Wicca como referência ao “Outro Mundo” para o qual as almas dos mortos se encaminham após o término da vida física.

A Terra do Verão pode ser vista como uma espécie de paraíso pagão não muito diferente dos conhecidos “Alegres Campos de Caça” de algumas tradições dos índios nativos norte-americanos. A Terra do Verão dos wiccanos existe no Plano Astral e é experimentada de modos diferentes por cada indivíduo, de acordo com a vibração espiritual que ele leve a esse plano de existência.

O período em que alguém permanece na Terra do Verão depende da habilidade do indivíduo de libertar e retomar o material que a alma carrega vida após vida, o que pode fazer com que essa alma renasça na dimensão física.

A existência na Terra do Verão dá a um indivíduo a oportunidade de estudar e compreender as lições da vida anterior e como estas se relacionam a outras vidas pelas quais a alma tenha passado. Na teologia wiccana, este é conhecido como período de descanso e recuperação. Uma vez encerrado esse período de tempo, o plano elemental começa a atrair o indivíduo para o renascimento em qualquer dimensão que se harmonize à sua natureza espiritual naquele momento. A alma a reencarnar é então submetida ao plano das forças e pode ser atraída pelo vértice de uma união sexual em curso na dimensão física. Segundo os Ensinamentos Misteriosos, a alma é atraída pelos aspectos da vida físicas que melhor a preparem para as lições necessárias para assegurar sua evolução e conseqüente liberação do Ciclo do Renascimento.

De acordo com os Ensinamentos Misteriosos, um aborto natural ou um recém-nascido morto indica uma alma que não mais precisava retornar à dimensão física, necessitando apenas uma breve imersão em matéria densa para equilibrar as propriedades elementais etéreas necessárias a seu corpo espiritual. A outra razão para tais ocorrências é que os pais precisavam aprender a lição da perda para a própria evolução espiritual, caso no qual isso foi possibilitado por uma alma que não necessitava mais de uma existência física. Os serviços dessas almas elevadas é geralmente notado não só nesses cenários, mas também nos ensinamentos acerca da reencarnação de avatares como Buda ou Jesus.



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quarta-feira, 10 de março de 2010

A CRUZ E SEUS SIMBOLISMOS !!

Apesar de ter sido difundida pelo cristianismo como símbolo do sofrimento de Cristo à crucificação, a figura da cruz constitui um ícone de caráter universal e de significados diversificados, amparados por suas inúmeras variações.

É possível detectar a presença da cruz, seja de forma religiosa, mística ou esotérica, na história de povos distintos (e distantes) como os egípcios, celtas, persas, romanos, fenícios e índios americanos.

Seu modelo básico traz sempre a intersecção de dois eixos opostos, um vertical e outro horizontal, que representam lados diferentes como o Sol e a Lua, o masculino e o feminino e a vida e a morte, por exemplo.

É a união dessas forças antagônicas que exprime um dos principais significado da cruz, que é o do choque de universos diferentes e seu crescimento a partir de então, traduzindo-a como um símbolo de expansão.

De acordo com o estudioso Juan Eduardo Cirlot, ao situar-se no centro místico do cosmos, a cruz assume o papel de ponte através da qual a alma pode chegar a Deus. Dessa maneira, ela liga o mundo celestial ao terreno através da experiência da crucificação, onde as vivencias opostas encontram um ponto de intersecção e atingem a iluminação.

Cruz simples: Em sua forma básica a cruz é o símbolo perfeito da união dos opostos, mantendo seus quatro "braços" com proporções iguais. Alguns estudiosos denominam esta como Cruz Grega.

Cruz de Santo André: Símbolo da humildade e do sofrimento, recebe esse nome por causa de Santo André, que implorou a seus algozes para não ser crucificado como seu Senhor por considerar-se indigno. Acredita-se que o santo foi martirizado em uma cruz com essa forma.

Cruz de Santo Antonio (Tau): Recebeu esse nome por reproduzir a letra grega Tau. É considerada por muitos, como a cruz da profecia e do Antigo Testamento. Dentre suas muitas representações estão o martelo de duas cabeças, como sinal daquele que faz cumprir a lei divina, encontrado na cultura egípcia, e a representação da haste utilizada por Moisés para levantar a serpente no deserto.

Cruz Cristã: Definitivamente o mais conhecido símbolo cristão, que também recebe o nome de Cruz Latina. Os romanos a utilizavam para executar criminosos. Por conta disso, ela nos remete ao sacrifício que Jesus Cristo ofereceu pelos pecados das pessoas. Além da crucificação, ela representa a ressurreição e a vida eterna.

Cruz de Anu: Utilizada tanto por assírios como caldeus para representar seu deus Anu, esse símbolo sugere a irradiação da divindade em todas as direções do espaço.

Cruz Ansata: Um dos mais importantes símbolos da cultura egípcia. A Cruz Ansata consistia em um hieróglifo representando a regeneração e a vida eterna. A idéia expressa em sua simbologia é a do círculo da vida sobre a superfície da matéria inerte. Existe também a interpretação que faz uma analogia de seu formato ao homem, onde o círculo representa sua cabeça, o eixo horizontal os braços e o vertical o resto do corpo.

Cruz Gamada (Suástica): A suástica representa a energia do cosmo em movimento, o que lhe confere dois sentidos distintos: o destrógiro, onde seus "braços" movem-se para a direita e representam o movimento evolutivo do universo, e o sinistrógiro, onde ao mover-se para a esquerda nos remete a uma dinâmica involutiva. No século passado, essa cruz adquiriu má reputação ao ser associada ao movimento político-ideológico do nazismo.

Cruz Patriarcal: Também conhecida como Cruz de Lorena e Cruz de Caravaca possui um "braço" menor que representa a inscrição colocada pelos romanos na cruz de Jesus. Foi muito utilizada por bispos e príncipes da igreja cristã antiga e por jesuítas nas missões no sul do Brasil.

Cruz de Jerusalém: Formada por um conjunto de cruzes, possui uma cruz principal ao centro, representando a lei do Antigo Testamento, e quatro menores dispostas em cantos distintos, representando o cumprimento desta lei no evangelho de Cristo. Tal cruz foi adotada pelos cruzados graças a Godofredo de Bulhão, primeiro rei cristão a pisar em Jerusalém, representando a expansão do evangelho pelos quatro cantos da terra.

Cruz da Páscoa: Chamada por alguns de Cruz Eslava, possui um "braço" superior representando a inscrição INRI, colocada durante a crucificação de Cristo, e outro inferior e inclinado, que traz um significado dúbio, dos quais se destaca a crença de que um terremoto ocorrido durante a crucificação causou sua inclinação.

Cruz do Calvário: Firmada sobre três degraus que representam a subida de Jesus ao calvário, essa cruz exalta a fé, a esperança e o amor em sua simbologia.

Cruz Rosa-Cruz: Os membros da Rosa Cruz costumam explicar seu significado interpretando-a como o corpo de um homem, que com os braços abertos saúda o Sol e com a rosa em seu peito permite que a luz ajude seu espírito a desenvolver-se e florescer. Quando colocada no centro da cruz a rosa representa um ponto de unidade.

Cruz de Malta: Emblema dos Cavaleiros de São João, que foram levados pelos turcos para a ilha de Malta. A força de seu significado vem de suas oito pontas, que expressam as forças centrípetas do espírito e a regeneração. Até hoje a Cruz de Malta é muito utilizada em condecorações militares.

OUROBOROS !!




O Ouroboros é a representação gráfica de uma serpente ou um dragão, em forma circular, engolindo a própria cauda. Este símbolo é encontrado na antiga literatura esotérica (alguma vezes, associado à frase Hen to panO Todo ou O um) e em diversas tradições ocultistas e escolas iniciáticas em forma de amuleto.


A origem etimológica do termo Ouroboros está, supostamente, na linguagem copta e no idioma hebreu, na qual ouro, em copta, significa Rei, e ob em hebreu, significa serpente. Mas, precisar sua origem e significado primitivo, torna-se uma tarefa praticamente impossível. Mesmo que de certa forma estejam interligados mas, paralelamente, trazem interpretações distintas.

Os primeiros registros deste arquétipo foram encontrados entre os egípcios, chineses e povos do norte europeu (associado a serpente folclórica Jörmungandr) há mais de 3000 anos. Na civilização egípcia, é uma representação da ressurreição da divindade egípcia , sob a forma do Sol. Também é encontrado entre os fenícios e gregos.



Símbolos & Signos

Entre tantos símbolos relacionados, o Ouroboros é um dos que apresenta maior hipótese de significados. Isto porque há outras representações iconográficas contidas e associadas ao próprio Ouroboros.

A serpente, que nos textos canônicos está associada às aspectos maléficos, como no livro Gênesis 3:13, (Perguntou o Senhor Deus à mulher: Que é isto que fizeste? Respondeu a mulher: A Serpente enganou-me, e eu comi.), na maior parte das culturas pré-cristãs, é um símbolo de sabedoria. Partindo do princípio que o Ouroboros é um símbolo pré-cristão, pode-se supor que este conceito de sabedoria é predominante.

Mas, pode-se também interpretar que o ato de engolir a si mesma, é uma interrupção do ciclo humano em uma busca evolutiva do espírito noutros planos. Por outro lado, pode significar a auto-destruição através do ato de consumir a própria carne e até mesmo a auto-fecundação. Ainda, o fato de encontrar-se na forma circular é um arquétipo representativo de movimentos ininterruptos e pode representar também o Universo. Além da interpretação de que a serpente atua nas esferas inferiores (Inferno), enquanto o círculo representa o Reino Divino. Em outras situações, o animal tem duas cores distintas. Neste caso, provavelmente, uma referência a Yin e Yang, ou pólos masculino e feminino, dia e noite, bem e mal, e outros paradoxos da natureza.

Sob uma perspectiva alquímica, o Ouroboros é representado na figura de dois animais míticos engolindo um a cauda do outro; não sendo, neste caso, necessariamente, uma serpente. Segundo o Uractes Chymisches Werk (Leipzig – 1760), "alimenta este fogo com fogo, até que se extinga e obterás a coisa mais estável que penetras todas as coisas, e um verme devorou o outro, e emerge esta imagem". Esta descrição alquímica é uma alusão ao processo de separação do material em dois elementos distintos.

Porém, de uma forma mais ampla, o Ouroboros é uma representação dos ciclos reencarnatórios da alma humana. Ainda, segundo o Dictionnaire des Symboles, simboliza o "ciclo da evolução fechado sobre si mesmo. O símbolo contém as idéias de movimento, continuidade, autofecundação e, em conseqüência, o eterno retorno". Na obra Magic Symbols de Frederick Goodman é citado "serpente... [seja] o símbolo da sabedoria dos verdadeiros filósofos" e "O Tempo, do qual apenas a sabedoria brota".

Atualmente, o Ouroboros é comumente encontrado em amuletos esotéricos, na simbologia maçônica e na teosofia. Porém, também está presente no selo dos Estados Unidos da América, posicionado acima da águia bicéfala. Ainda, é muito comum encontrá-lo em monumentos funerários, fazendo alusão, mais uma vez, aos ciclos da vida.


SPIRA SOLARIS - OUROBOROS, em inglês.



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CABALA !!



Sob uma definição generalizada, Cabala pode ser compreendida como "tratado filosófico-religioso hebraico, que pretende resumir uma religião secreta que se supõe haver coexistido com a religião popular dos hebreus". Porém, esta é uma definição extremamente simplificada que omite diversos aspectos significativos.

A origem etimológica da palavra Cabala encontra-se no hebraico como qabbalah e é comumente grafada de diversas formas: Kabbalah, Qabbala, cabbala, cabbalah, kabala, kabalah, kabbala. Originalmente, significa recepção ou recebimento, no sentido metafórico de "recebimento do ensinamento" ou "recebimento da sabedoria".

Nos meios de estudo filosóficos e ocultistas, a Cabala é uma doutrina mística do judaísmo que tem por objetivo conhecer Deus e o Universo através de um ensinamento restrito aos seres espiritualmente iluminados. Porém, segundo o Rabino Joseph Saltoun, a Cabala é mais democrática e acessível: ''A cabala é uma sabedoria universal que está na essência de todas as religiões, por isso qualquer pessoa pode estudar e praticar''.

Uma das formas de obter o conhecimento superior seria através da interpretação correta de textos sagrados, inclusive a Bíblia. Não apenas da mensagem explícita, mas também dos códigos implícitos infiltrados na grafia destes livros.

Estes antigos manuscritos são as bases do misticismo judaico que se desenvolveu ao longo da história e nos quais encontram-se elementos que posteriormente seriam reconhecidos como elementos pertencentes à Cabala. Entre eles estão o Bahir (publicado no início do século XII e impresso apenas em meados do século XVII), o Zohar (conjunto de textos sobre a Torah com uma abordagem mística da natureza divina, natureza da alma, universo, bem e mal, entre outros), e o Sefer Yetzirah (Livro da Luz - antigo texto do hebraico de período histórico não determinado).

O estudo da Cabala pode ser dividido em duas partes. A Cabala Teórica que tem por objetivo compreender o equilíbrio do universo pelo estudo das energias espirituais oriundas de Deus e dos códigos numéricos ocultos no texto original. A Cabala Mágica que possibilita interferir em acontecimentos práticos através da meditação ou recitação dos nomes sagrados de Deus, expressos em 72 combinações de letras do alfabeto hebraico.



A Alma e a Cabala

Alguns pontos comuns entre o Zohar e a tradição da Cabala são encontrados quando referem-se aos elementos que compõem a alma. Segundo esta análise, a alma humana é composta de três partes distintas que são plenamente despertas apenas em indivíduos evoluídos espiritualmente.

O nefesh é comum a todos os seres humanos e passa a integrar o indivíduo no momento de seu nascimento. É a fonte da natureza física e psicológica. É considerado a parte inferior (irracional) da alma que está associado aos instintos e desejos físicos. O ruach é a parte mediana responsável por virtudes morais e capacidade de distinção entre o bem e o mal. O ruach é desenvolvido ao longo da vida e depende da nobreza de valores de cada indivíduo, como suas crenças e ações. O neshamah é a alma superior. É o elemento determinante que distingue o ser humano de outras formas de vida e está relacionada diretamente ao intelecto. Também é desenvolvido no decorrer da vida.

Ainda, no Raaya Meheimna (manuscrito posteriormente incorporado ao Zohar) há alusões a outros dois elementos: o chayyah (permite ao homem a percepção do poder divino) e o yehidah (nível mais elevado que permite total integração com Deus).

Há também elementos que se manifestam eventualmente na alma humana. O Ruach HaKodesh permite a capacidade profética. O Neshamah Yeseira permite uma maior profundidade espiritual ao judeu durante o Shabbat (descanso semanal que, segundo o judaísmo, foi ordenado por Deus). Esta habilidade adquirida pela alma pode se desenvolver ou retroceder totalmente, de acordo com a fé do judeu. O Neshoma Kedosha que se manifesta nos judeus ao atingirem a maioridade e está relacionado ao estudo dos mandamentos da Torah. Assim como o Neshamah Yeseira, o Neshoma Kedosha também está passível de desenvolvimento ou regressão, dependendo do empenho de cada indivíduo.

Entretanto, segundo estudiosos (como o Rabino Joseph Saltoun), a Cabala também aplica-se em diversas áreas dos conhecimentos e necessidades humanas, tantos espirituais como físicas. É possível, por exemplo, compreender a origem da alma, relacionamentos afetivos, destino e livre arbítrio, por exemplo.



A Cabala e suas conexões

O estudo cabalístico não se limita ao universo judaico. A partir do século XVIII houve um processo de popularização da Cabala entre diversas tradições ocultistas; favorecendo sua infiltração e conexão com outras faces do esoterismo, até mesmo no ocidente. Desse modo, variações cristãs da Cabala passaram a ser estudadas. A Cabala também passou a integrar e combinar-se em correntes neopagãs.

Jesus Cristo poderia ter sido um conhecedor dos mistérios cabalísticos. O Heptameron (tratado medieval de magia) utiliza-se de símbolos cabalísticos. Na idade Média, devido à intolerância religiosa, o estudo da Cabala era secreto. Vários sistemas de Magia utilizam a cabala como referência. O ocultista francês Eliphas Levi foi um dos estudiosos cabalísticos. A Cabala Hermética (como é conhecida no Ocidente) foi abordada pelo ocultista inglês Aleister Crownley; assim como o Amanhecer Dourado de George Cecil Jones. Em 1922, foi fundado pelo Rabino Berg, na cidade de Jerusalém, o Centro de Estudos da Cabala, que favoreceu sua disseminação além dos limites do judaísmo.



A Árvore da Vida

A Árvore da Vida é um recurso simbológico que representa alguns conceitos cabalísticos. É formada por dez Sephira que emanam de Ain Soph, que é a representação da própria natureza divina da qual deriva cada sephira. Cada uma das dez sephira representa uma dimensão para a realidade. Assim, cada uma funciona como um canal que conduz a "Luz do Mundo Infinito" até o homem.

Graficamente, as sephira estão alinhadas em três colunas que estão interligadas por meio de vinte e duas conexões. Estão dispostas em camadas triangulares sendo que cada uma está relacionada a um plano: Emanações (Atziluth), Criações (Beriah), Formações (Yetzirah) e Ações (Asiyah). As dez sephiras que compõem a Cabala são Keter, Chochma, Biná, Chesed, Gevurah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malchut.



A Cabala no século XXI

Atualmente, a Cabala atingiu um nível de popularidade suficiente a ponto de serem oferecidos cursos de interpretação cabalística com ênfase em aspectos práticos da vida cotidiana. Personalidades como Madonna e Mick Jagger aderiram ao estudo da Cabala. Ainda, há um Centro de Estudos da Cabala em São Paulo e Rio de Janeiro.

Se, de certa forma, esta popularidade obtida pode relegar a Cabala à condição de uma simples ferramenta de auto-ajuda e autoconhecimento; por outro lado, há a democratização de uma tradição milenar e poderosa, que coloca-se ao alcance de qualquer cidadão que deseje evoluir nos planos espirituais e materiais da própria existência.



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