terça-feira, 25 de maio de 2010

FATOS : VAMPIROS...



O Movimento Vampiro

Beats, Hippies, Punks, Yuppies... Nas últimas décadas, os jovens sempre encontraram os movimentos culturais adequados para expressar sua rebeldia e seu descontentamento com a sociedade. Entretanto, nenhum destes grupos se inspirou em figuras tão sinistras quanto o chamado “Movimento Vampiro”.
Concentrados principalmente nas cidades de Nova York e Los Angeles, os vampiros modernos norte-americanos se vestem todos de preto, usam próteses afiadas nos dentes e, de acordo com alguns boatos, bebem sangue de verdade! Além disso, os integrantes desse estranho grupo também contam com uma enorme variedade de rituais vampirescos de pura sedução... Apenas um fetiche, segundo os iniciados.
Em 1996, estes vampiros ganharam as páginas policiais dos jornais pela suspeita nos desaparecimento de uma jovem repórter investigava, cujo primeiro caso seria justamente expor à mídia as loucuras dos sanguessugas americanos. Apesar do caso, os autoproclamados vampiros afirmam que são bastante pacíficos, e que só sugam o sangue de pessoas que curtem o mesmo barato...
Segundo os entusiastas da idéia, o Movimento Vampiro já conta com milhares de adeptos apenas nos Estados Unidos, e não para de crescer em todo o mundo! Alguns integrantes do grupo chegam a optar por implantes de caninos afiados definitivos, que saem pela módica quantia de 600 dólares... Ou seja, pacíficos ou não, o melhor mesmo é tomar cuidado com o pescoço quando cruzar com um desses seres noturnos!



O Vampiro da Ilha de Milo

Essa história também foi registrada por Dom Augustin Calmet em suas "Dissertações", provando o faro do religioso para encontrar sanguessugas... Um ilustre cavalheiro de nome Ricaut teria relatado o caso para Calmet em meados do século XVIII, na Grécia, onde está localizada a Ilha de Milo.
Entre os cristãos ortodoxos, é muito arraigada a crença de que o corpo de uma pessoa excomungada não apodrece após a morte. Certa vez, um monge ortodoxo grego chamado Sophrone foi chamado a Milo para resolver um caso de vampirismo. Depois da morte de um jovem excomungado, seus parentes e amigos mais próximos começaram a sofrer com estranhas aparições noturnas e terríveis assombrações...
Sophrone reuniu alguns monges, e todos concordaram que o melhor a fazer era desenterrar o cadáver. Feito isso, a surpresa de sempre: seu corpo estava intacto, com as veias cheias de sangue! Os religiosos estavam decididos a cortar o corpo do vampiro em pedaços e fervê-los em vinho, como era de praxe nesses casos. Mas os parentes do jovem protestaram contra o ritual sinistro, e enviaram um requerimento para Constantinopla pedindo pela alma do rapaz.
Os monges resolveram esperar o pronunciamento oficial do Patriarca Ortodoxo, e colocaram o corpo do vampiro em uma igreja, sob rigorosos cuidados espirituais. Certo dia, então, Sophrone acordou assustado com um barulho horrível. Quando o monge abriu o caixão do vampiro, encontrou apenas restos, como se este estivesse apodrecido há sete anos! No dia seguinte, a confirmação: o rapaz tinha sido absolvido em Constantinopla, e sua alma poderia enfim descansar em paz...



Dom Augustin Calmet, a testemunha da Epidemia

Dom Augustin Calmet nasceu em 16 de fevereiro de 1672, na região de Lorraine, França. Em 1688, o jovem entrou para a Ordem dos Beneditos, onde professor de teologia e filosofia. Em seu pequeno aposento no mosteiro de Breuil, monge Calmet deu início a uma vasta produção acadêmica, tornando-se um dos estudiosos mais conhecidos de seu tempo.
A História fez de Dom Augustin Calmet a testemunha mais próxima dos estranhos acontecimentos conhecidos como a "Epidemia de Vampiros da Europa Oriental". Em 1746, o padre beneditino publica as suas "Dissertações sobre a aparição de Anjos, Demônios e Espíritos; e dos Vampiros da Hungria, Boêmia, Morávia e Silésia", onde registra as célebres histórias de Arnold Paul, na Morávia, e os vampiros de Haidam e Belgrado, entre outros casos arrepiantes. Até hoje, esta é a obra de Calmet mais conhecida pelo público leigo, e uma das obras-primas da Vampirologia.
Em seu trabalho acadêmico, Dom Augustin Calmet procurou coletar todo o tipo de informação e relatos sobre o tema do vampirismo. Desde casos como o de Paole até o folclore dos povos da Transilvânia, o religioso registrava suas fontes e suas desconfianças. Assim como seus contemporâneos acadêmicos da Sorbonne, Calmet também condenava a histeria que se formava em torno dos casos, assim como a febre de esquartejamento de cadáveres que seguia após qualquer boato de vampirismo.
Apesar de sua frieza e ceticismo, Dom Augustin Calmet sempre chegava à conclusão de que, em vista dos numerosos relatos de defuntos que passeavam à noite para atacar os vivos, o melhor mesmo era não duvidar das histórias! Em seus livros, o religioso chegou a sugerir algumas dicas para os caçadores, como a hóstia na boca de um cadáver suspeito, ou mesmo a decapitação, estaca no coração e fogueira para o vampiro mais resistente. Para Calmet, na falta de outra solução, melhor acreditar do que ficar esperando as terríveis conseqüências do ataque de um sanguessuga...



Kate e o Vampiro

Uma das histórias de vampiro mais famosas da Irlanda foi registrada por Jeremiah Gurtin em 1882, em seu conto "The Blood Drawing Ghost". Segundo a lenda, uma mulher de nome Kate estava decidida a arrumar um marido. Um homem do condado de Cork, onde Kate morava, propôs um teste de coragem para suas três pretendentes. A mulher que entrasse no cemitério da cidade, à meia-noite, e abrisse uma das tumbas do lugar, seria levada para o altar!
Das três mulheres, apenas Kate resolveu enfrentar o medo e realizar a tarefa. Entretanto, quando ela conseguiu abrir uma das tumbas do cemitério, um morto-vivo se levantou da cova e a agarrou! Kate ficou desesperada, mas o vampiro acalmou a moça, dizendo que só queria que ela o levasse até a cidade, para que ele pudesse se alimentar um pouco...
Tomada pelo pânico, Kate guiou o vampiro até Cork, onde ele sugou o sangue de três homens, até a morte. Logo depois, o vampiro também misturou uma parte do sangue de suas vítimas com um pouco de aveia, e ofereceu a "iguaria" para Kate. É lógico que a moça não conseguiu encarar o prato oferecido pela criatura, mas resolveu disfarçar o nojo para não irritá-lo. Para surpresa de Kate, ao final do banquete, o morto-vivo revelou que a mistura poderia trazer suas vítimas de volta à vida!
Quando o vampiro retornou para sua cova, Kate deu sua parte da mistura para os homens que tinham sido atacados pelo vampiro. Qual não foi sua surpresa quando a mágica funcionou, trazendo-os de volta à vida! Agradecido, o homem mais velho, que também era muito rico, resolveu pedir a mão de sua salvadora em casamento, e Kate enfim conseguiu encontrar o marido com que tanto sonhara!



Montague Summers, o Conhecedor do Mal

Alphonsus Joseph-Mary Augustus Montague Summers nasceu em Clifton, Inglaterra, em abril de 1880. Filho mais novo de uma família com sete irmãos (uma coincidência sinistra, não?), os estudos religiosos de Summers começaram na Igreja Anglicana, mas o jovem logo se converteu ao catolicismo. Embora fosse conhecido como "Reverendo Montague Summers", o religioso só foi ordenado padre em 1913, quando já tinha abandonado a Igreja Católica Romana pela Igreja Católica Antiga, uma organização britânica que não é reconhecida pelo Vaticano. Montague Summers era uma figura reconhecidamente excêntrica. Sempre metido em trajes religiosos do século XVIII, sua voz gutural marcava presença em qualquer ambiente. Dono de uma longa cabeleira grisalha, cheio de anéis cravejados de pedras preciosas, Summers chamava a atenção de todos com sua personalidade misteriosa e uma enorme erudição sobre assuntos macabros. Muitas histórias afirmam que, ainda jovem, Montague Summers passara anos e anos estudando Magia Negra... O Reverendo sabia que sua figura sinistra metia medo em muita gente, e até parecia gostar disso! Entretanto, seus amigos mais íntimos garantiam que Summers era uma pessoa amável e generosa. Montague Summers também ganhou bastante fama na sociedade britânica por seus profundos conhecimentos sobre o Teatro Inglês dos séculos XVII e XVIII, tendo publicado diversos livros sobre o assunto. Apesar disso, sua obra mais conhecida continua sendo, até hoje, a tradução para o inglês do "Malleus Maleficarum", um manual alemão de caça às bruxas publicado em 1486. Recheado de recomendações sinistras e muitas técnicas de tortura, o livro era, para Summers, "uma das obras mais importantes e sábias da humanidade". "The History of Withcraft and Vampirology" (1926), "The Vampire: His Kith and His Kin" (1928), "The Vampire in Europe" (1928) e "The Werewolf" (1933) foram outras das obras que garantiram ao Reverendo sua enorme fama de conhecedor do Mal. Uma das passagens mais controversas na biografia de Summers era a sua amizade com Aleister Crowley, o satanista mais famoso de sua época, conhecido como a Besta 666. Amigos em comum afirmam que a admiração entre os dois místicos era recíproca, e mesmo que Crowley foi recebido várias vezes na residência do Reverendo, em Richmond, onde os dois passavam noites conversando imaginem o quê... Montague Summers faleceu em 10 de agosto de 1949, e sua lápide apresenta a inscrição "Tell me strange things" (Conte-me coisas estranhas), frase marcante utilizada pelo Reverendo para dar início às suas conversas. Sempre assustadoras, presumivelmente.



Arnold Paul, o Vampiro de Medvegia

O estranho caso de Arnold Paul, também conhecido como Paole, aconteceu na primavera de 1727, em Medvegia, ao norte de Belgrado, uma área da Sérvia pertencente ao Império Austríaco. Trinta dias após Arnold Paul morrer devido a um acidente com um carro de feno, o defunto foi visto rondando o vilarejo, e quatro pessoas da região tiveram mortes violentas, com claros sinais de ataque de um vampiro...
Os habitantes começaram a desconfiar de Paole, e foram interrogar a jovem Mina, sua esposa. A moça revelou que o marido estava bastante estranho desde sua última batalha contra os turcos. Paole contara à mulher que um Vampiro tinha lhe atacado na Grécia, mas que ele havia o derrotado e até comera um pouco da terra de sua tumba, para evitar uma maldição futura.
O povo estava certo de que o ritual seguido por Paole não havia funcionado, e decidiram exumar o seu corpo e o de suas prováveis vítimas. Segundo relatos da época, quando o corpo do guerreiro foi desenterrado, meses após sua morte, aparentava tudo, menos um cadáver. O sangue fluía em seu corpo e seus pelos tinham crescido!
Uma estaca de madeira foi cravada no peito de todos os suspeitos, e as testemunhas relataram que Paole soltou um apavorante grito de dor! Todos os cadáveres foram então decapitados e incinerados, e muito alho foi depositado nas sepulturas. Apesar de todos esses cuidados, a onda de vampirismo voltou a Medvegia seis anos depois, quando catorze cadáveres foram queimados e acusados de vampirismo...



Lendas: Estrie (Israel)

Espírito do folclore hebreu também associado aos demônios e bruxas, encontrado sempre na forma de uma vampira fêmea. A Estrie é uma das criaturas malignas que vive à procura de sangue fresco, escolhendo suas vítimas indistintamente entre homens e mulheres, preferencialmente jovens.
Essa Vampira tem o poder de mudar sua aparência e se metamorfosear em animais alados, mas sempre retorna ao seu aspecto demoníaco quando voa à noite para caçar. Se um ser humano consegue feri-la ou vê-la em sua forma natural, a Estrie tem que ingerir um pouco de pão ou sal da vítima para não perder seus poderes...
Segundo a tradição, quando existe a suspeita que uma mulher doente se tornará uma Estrie, os religiosos enviados para afugentar o mau espírito jamais dizem "Amém" nas suas pregações... Outro costume estranho é colocar um pouco de sujeira na boca de um cadáver, se ela estiver aberta. Essa simples precaução pode neutralizar a Estrie, que ficaria assim impossibilitada de levantar de sua tumba à noite.
Martin Dummolard, o Monstro de Montluel
No final do século XIX, uma série de crimes hediondos assombrou a região de Montluel, na França (foto). Na ocasião, Martin Dummolard, um jovem bonito e aparentemente normal, chocou a opinião pública com os horríveis atos de vampirismo que praticou contra suas vítimas indefesas.
Durante o ano de 1888, Dummolard, completamente influenciado por sua "namorada" Justine Lafayette, uma cafetina obesa de Lyon, assassinou oito mulheres, e bebeu o sangue de todas elas! O mais sinistro da história é que o Vampiro sempre fazia questão de levar um pouco do tenebroso "drink" para Justine, sua fiel companheira das trevas...
Depois de serem capturados, Martin e Justine foram considerados como maníacos necrófilos pelos especialistas. O julgamento dos vampiros terminou com a condenação de Justine à guilhotina, o que confirmou a tradição de usar a decapitação como uma boa arma contra os sanguessugas! Já a pena de Martin foi um pouco mais branda, depois da confirmação de que o pobre diabo apenas executava as ordens da Vampira gorducha... O "Monstro de Montluel" passou o resto de seus dias confinado em um manicômio judiciário, e nunca mais pôde experimentar o gostinho de sua bebida preferida...



Lendas: Hannya (Japão)

Além do pitoresco Kappa, o monstrinho vampírico que surpreende todo mundo com um jeitinho peculiar de chupar sangue, uma outra espécie de vampiro, muito mais terrível, assusta os japoneses. É o Hannya, ou melhor, "a" Hannya, uma vez que a forma feminina dessa criatura é muito mais comum.
Costuma-se dizer que a Hannya, um dia, era uma mulher extremamente bonita que foi enlouquecendo aos poucos até ser possuída pelo maléfico espírito vampiresco... Transformada em uma criatura horrível, a Hannya parte atrás de suas presas, com muita sede de sangue e fome de carne humana!
No teatro No japonês (foto), as vítimas preferidas dessa vampira são os homens jovens, embora muitas versões da lenda afirmem que crianças pequenas são a iguaria mais apreciada de seu horrível cardápio... Seja qual for a dieta da criatura, o fato é que a Hannya sempre fez parte do rol dos mais sinistros monstrengos japoneses, Godzilla incluído!



O Vampiro da Ilha de Samos

Uma história bem humorada que foi registrada por John Lawson em seu estudo sobre a religião antiga e o folclore moderno da Grécia, de 1909. Os habitantes da ilha de Samos, no mar Egeu, famosa por suas praias paradisíacas (foto), contam a história pitoresca de um lavrador que era muito dedicado ao patrão. Desde criança, o homem trabalhava todos os dias, sem descanso, nas pastagens da propriedade.
Certo dia, o homem morreu, e por algum motivo desconhecido se transformou em um Vrykolakas, a espécie de vampiros mais conhecida da Grécia. Entretanto, ao invés de começar uma carreira sanguinolenta, o Vampiro se levantava da tumba todas as noites para complementar o trabalho realizado nas pastagens e plantações durante o dia!
O fazendeiro ficou perplexo com o progresso do trabalho nos campos, mas logo percebeu que o gado estava excessivamente cansado... Ninguém poderia imaginar a dupla jornada de pastagem! Então ele reuniu os seus vizinhos para montar guarda à noite e assim descobrir o que estava acontecendo de errado.
Logo na primeira vez, todos puderam conferir o Vrykolakas em ação! O vampiro acordava, se levantava da cova, caminhava até a fazenda e começava a mesma de rotina de trabalho que tinha em vida, com toda a vontade. O fazendeiro ficou impressionado com o apego do defunto ao trabalho, mas sabia que teria que exterminá-lo, para o bem dos animais. Quando o caixão do vampiro foi aberto para o ritual de incineração, o corpo estava bastante conservado, e chegava a suar de tanto trabalho!



Sargento Bertrand, o Vampiro de Montparnasse

No início do século XIX, vários cemitérios de Paris receberam uma estranha visita. Caixões foram desenterrados, corpos exumados, tumbas e covas profanadas. O mais terrível, entretanto, era o estado em que se encontravam os cadáveres: totalmente mutilados, com vários pedaços espalhados pelos jardins e sepulturas...
Em todos os "ataques", os guardas e coveiros reportaram à polícia a visão de um vulto sobrenatural rondando o cemitério. Segundo as testemunhas, um ser humano normal não poderia ter levantado as pesadas tumbas, ou sequer ultrapassado os altos muros e portões trancados do cemitério. Logicamente, a população de Paris entrou em pânico com a suspeita.
Várias armadilhas foram montadas, mas o Vampiro sempre atacava em um cemitério diferente. Em uma delas, porém, a criatura foi atingida por tiros, e restos de um uniforme militar foram encontrados na área. A investigação seguinte levou a um jovem sargento do 74º Regimento, chamado Vitor Bertrand.
Bertrand confessou o crime, mas disse que não tinha controle sobre seus atos. O Vampiro de Montparnasse disse ainda que só mutilava os corpos masculinos que ele encontrava antes de achar um cadáver de mulher! Julgado e condenado, o Sargento Bertrand passou um ano atrás das grades, mais do que suficientes para abreviar sua carreira de Vampiro...



Os Vampiros da família Ray

Além do caso de Mercy Lena Brown, os Estados Unidos têm muitas outras histórias vampirescas para contar... No estado de Connecticut, existe um caso famoso que narra o aparecimento de vampiros na pequena cidade de Jewett, durante o século XIX.
Segundo a lenda, os Vampiros de Jewett eram todos membros da família Ray, composta pelo pai, Henry B, a mãe, Lucy, e seus cinco filhos: Henry Nelson, Lemuel, James, Elisha e Adaline. Em março de 1845, Lemuel faleceu, aos 24 anos de idade. Quatro anos depois, o velho Henry não resistiu e morreu de tuberculose, sendo seguido pela pequena Elisha, em 1851. Assim, os sobreviventes da família começaram a se preocupar com os estranhos fatos macabros.
Em maio de 1854, o filho mais velho de Lucy, Henry Nelson, ficou muito doente. A família entrou em pânico e começou a dar ouvido às histórias que afirmavam que Henry B, Lemuel e Elisha estavam saindo de suas tumbas à noite para sugar o sangue de seus parentes! James resolveu investigar a suspeita de vampirismo e reuniu vizinhos e parentes distantes para enfrentar uma noite no cemitério da cidade...
James e seus companheiros desenterraram os corpos e, mesmo sem nenhum sinal aparente de vampirismo, queimaram os cadáveres de Lemuel e Elisha. Em respeito ao falecido pai, o corpo de Henry B. foi poupado da fogueira e levado para um lugar desconhecido. Com o desaparecimento dos Vampiros da família Ray, Henry Nelson se salvou, mas o mistério envolvendo o corpo do patriarca continua vivo até hoje. Até morrer de velhice, em 1894, James jamais revelou o que fez para manter sua família longe da maldição...



O caso da sepultura inquieta

Na Ilha de Barbados, no Caribe, uma história assustadora fez com que muita gente recheasse a própria casa de alho, crucifixos e água benta... Trata-se do caso da tumba da família Elliot, no cemitério de Christ Church. Localizada nos arredores da Baía de Oistin, a cripta funerária foi escavada diretamente na rocha, o que dá ao local um aspecto tenebroso.
Acontece que em 1812, quando um membro da família foi sepultado, todos ficaram surpresos ao abrir a cripta: vários caixões tinham mudado de lugar, sendo que a tumba estava lacrada há anos! Quatro anos depois, o fato tornou a acontecer. Em 1819, novo funeral, nova surpresa, e o governador da ilha, Lorde Combermere, suspeitando da ação de um vampiro, achou melhor iniciar uma investigação.
Em 18 de abril de 1820, acompanhado do reverendo Thomas Orderson e do Major J. Finch, o governador abriu mais uma vez a pesada sepultura, com a ajuda dos escravos. Dentro da tumba, uma cena assustadora: todos os caixões estavam espalhados! De tanto “passearem” pela tumba, muitos estavam quase destruídos. Sem encontrar uma solução, Combermere mandou o religioso exorcizar os maus espíritos e ordenou que a tumba fosse lacrada para sempre, junto com o bizarro “vampiro bagunçador”. Esta história foi registrada nas memórias de Combermere e em muitos outros livros, mas o mistério da sepultura inquieta continua até hoje.




Os Vampiros de Haidam

Em 1720, um vilarejo na Hungria chamado Haidam (também Kaidam ou Hiadam) contribuiu para garantir um lugar na História para a tão falada epidemia de Vampiros da Europa central. Mencionado pela primeira vez em 1746 por Dom Augustin Calmet, em sua "História das Aparições", o caso dos Vampiros de Haidam foi considerado por Montague Summers (um dos maiores especialistas modernos no assunto) como um dos relatos mais bem documentados sobre o vampirismo.
De acordo com os registros (bem conservados até a época de Summers), um jovem soldado do Sacro Império Romano-Germânico chamado Joachim Hubner estava montando guarda todas as noites nesse vilarejo, quando os fatos sinistros começaram a acontecer.
Certa noite, Joachim estava bebendo vinho na casa de um lavrador da aldeia e seu filho de 15 anos. O vento forte do inverno fez a porta abrir, e um velho de aspecto horrível entrou e assumiu um lugar na mesa. Todos se entreolharam, espantados, até que o homem se inclinou, tocou o ombro do dono da casa e saiu. Na manhã seguinte, o lavrador estava morto, e o garoto confidenciou ao soldado que o velho era seu avô, falecido há dez anos!
O soldado contou a história para seus superiores, e o caso foi parar nas mãos do Conde de Cadreras, que se instalou na igreja do lugar para iniciar as investigações. Quando o corpo do velho foi desenterrado, o de sempre: o cadáver intacto, como se tivesse morrido na véspera! O Vampiro foi então decapitado e, segundo alguns, incinerado. Tempos depois, os casos voltaram a acontecer, e o Imperador Carlos VI mandou outra comissão para Haidam.
Os investigadores decidiram, mais uma vez, desenterrar os corpos de todos os suspeitos, incluindo o filho do primeiro Vampiro. Na mosca. Pelo estado dos corpos, percebeu-se que todos tinham sido vampirizados, e estavam passando a maldição para a frente com seus ataques noturnos. Os cadáveres foram queimados e a paz finalmente pôde voltar para Haidam.



Lendas: As Crianças de Judas (Balcãs)

Segundo lendas da Bulgária, Sérvia e Romênia, as Crianças de Judas são a espécie mais terrível de mortos-vivos dos Balcãs. Esse pavoroso clã de vampiros é considerado a prole de Judas Iscariotes (foto), o apóstolo que traiu Jesus Cristo. Reconhecidos pela sua vasta cabeleira ruiva (a exemplo de seu criador), essas "Crianças" são muito temidas pela agressividade de seus ataques, realizados com garras e dentes super afiados.
Uma história sinistra conta a origem das Crianças de Judas. De acordo com a tradição, logo depois de ter traído o Messias, Judas foi condenado a vomitar pequenas criaturas miseráveis, que passaram a vagar sem destino pelo mundo para espalhar a maldição do traidor. Por isso, a marca registrada de seus ataques é uma cicatriz na forma de um triplo X (XXX - Lembra algo familiar?), que representam, em algarismos romanos, os "trinta dinheiros" que Judas recebeu quando denunciou Cristo.
Infelizmente, existem poucos escritos sobre essa lenda, que normalmente é passada de pai para filho pela tradição oral. Segundo o povo da região, deixar registros sobre as Crianças de Judas é um ato muito perigoso, que pode chamar a atenção desses pestinhas, o que de fato não é um bom negócio. Reza a lenda que esses Vampiros são capazes de drenar todo o sangue da vítima com um simples beijo!



Os Vampiros de Belgrado

Em 1732 e 1923, a capital da antiga Iugoslávia viveu dois casos que ficaram conhecidos no folclore local como aparições de Vampiros. O primeiro episódio foi registrado pelo Dr. Herbert Mayo em um trabalho de 1851, "On the Truths Contained in Popular Superstition". Segundo o autor, em 1732 um Vampiro aterrorizou a cidade de Belgrado e arredores, provocando várias mortes e a vampirização de alguns seres humanos.
Como a maioria das histórias de Vampiro dessa época, conhecida como a "Epidemia de Vampiros" da Europa Oriental, os habitantes demoraram a encontrar a tumba do responsável. Finalmente descoberto, o cadáver do vampiro não apresentava os sinais clássicos de decomposição, e também soltou um grito horrível quando enfiaram uma estaca em seu peito, a exemplo das outras histórias famosas dessa época, como a de Paole e a de Peter Plogojowitz.
O segundo caso de vampirismo na cidade, já no século XX, é controverso. Em 1923, uma casa na rua Bosanka, número 61, foi acusada de abrigar um vampiro terrível, que sempre passeava à noite para sugar o sangue de algumas pessoas na vizinhança. Depois do relato de várias vítimas, o povo decidiu fazer uma procissão e chamar alguns padres para exorcizar o espírito das trevas. Até hoje, porém, muitos afirmam que o segundo Vampiro de Belgrado, na realidade, não passava de um simples caso de "poltergeist"...



George Grando, o Vampiro de Kring

Esta história vem do Leste Europeu, um lugar gélido e povoado de lendas vampirescas. Em 1672, um homem chamado George Grando morreu no vilarejo de Kring. Um monge enterrou o corpo e foi à casa do morto consolar sua esposa. Mas quando ele chegou, uma terrível surpresa: o espírito de Grando estava sentado atrás da porta, levando todos ao desespero.
Mas isso foi só o começo. O morto começou a ser visto vagando pelas ruas de Kring, tateando portas de casas. A população local percebeu que os habitantes das casas visitadas por Grando estavam adoecendo um a um. Mas a pior notícia veio mesmo da esposa do vampiro. Segundo ela, o marido a visitava todas as noites para sugar seu sangue!
Com todos esses fatos deixando a cidade em polvorosa, um grupo de homens resolveu dar fim ao vampiro, indo até ao cemitério. Quando abriram o túmulo, levaram um grande susto: Grando estava totalmente saudável, como se estivesse vivo...E com um arrepiante sorriso estampado no rosto! Covardes, os homens saíram correndo do cemitério e chamaram um padre.
Porém, George Grando deu muito trabalho ao religioso, e destrui-lo não foi nada fácil. Por várias vezes, uma estaca foi lançada em direção ao peito do vampiro, mas nada acontecia! Nenhuma ferida se abria na pele do monstro! Foi então que um dos homens que acompanhavam o padre pegou uma espada e decaptou a criatura. O corpo se dissolveu em uma grossa substância, que foi absorvida pela terra. E nunca mais se ouviu falar de George Grando, o vampiro de Kring!



Lendas: Loogaroo (Haiti)

O Loogaroo é uma lenda que surgiu com os escravos no Haiti, e mistura a demonologia francesa com a vampirologia africana, sendo aparentado ao Asema, do Suriname, e a outras criaturas vampíricas do Caribe e América do Sul. A própria palavra "loogaroo" tem origem no termo francês "loup-garou" (lobisomem). Mas engana-se quem pensa que estas criaturas eram masculinas. Diz a lenda que as Loogaroos eram mulheres idosas que fizeram um pacto sinistro com o diabo!
Essas mulheres trocaram seus poderes sobrenaturais por doses regulares de sangue morno oferecidas ao Capeta. Por isso, todas as noites as Looogaroos precisam buscar suas vítimas, quase sempre pessoas adormecidas. Para entrar nas casas, a criatura remove sua pele e a esconde numa árvore de algodão, assumindo a forma de uma bola de luz incandescente. No dia seguinte, as vítimas sugadas acordam com uma estranha sensação de fadiga, e não conseguem levantar da cama.
Segundo a tradição local, a única maneira de proteger sua casa de uma Loogaroo é espalhar arroz ou areia na frente da porta. Para a maioria dos povos, os vampiros são contadores compulsivos, e sempre desistem de entrar em uma residência quando encontram um trabalho pesado...



O Vampiro de Liebava

Esta história está registrada nas célebres "Dissertações" de Dom Augustin Calmet, publicadas em 1751 em Paris. Segundo o grande estudioso da vampirologia, um padre da região da antiga Morávia havia lhe relatado a história do Vampiro que aterrorizava a aldeia de Liebava (atual Mesto Libava, na República Tcheca), e como os moradores da região tinham se livrado desta ameaça.
As testemunhas desse estranho episódio contaram ao padre que um importante homem do vilarejo começou a importunar os moradores depois de morrer, vagando pelas ruas da cidade durante à noite, tentando invadir as casas das pessoas que tinha conhecido em vida.
Certo dia, um forasteiro húngaro apareceu na aldeia afirmando ser um caçador de vampiros. A princípio, o povo da região ficou muito desconfiado, mas resolveram dar uma chance ao estranho, uma vez que as visitas do Vampiro estavam cada vez mais freqüentes. O húngaro decidiu que montaria guarda todas as noites na torre mais alta da igreja, de onde poderia vigiar toda a área do cemitério da aldeia.
Depois de muitas noites monótonas, o caçador enfim notou uma movimentação estranha: um "cadáver" havia deixado sua tumba e saía em direção à aldeia! Sem perder tempo, o húngaro correu até o caixão e pôs em prática um de seus truques: roubar a mortalha esfarrapada que forrava o caixão do Vampiro... Feito isso, retornou ao seu local de guarda, na torre.
Quando o Vampiro voltou ao cemitério, logo percebeu o furto. O caçador respondeu ao grito irado do morto-vivo acenando com sua mortalha no alto da torre. Enfurecido com a cena, o Vampiro começou a escalar as paredes da igreja, mas foi atingido em cheio por uma marreta arremessada pelo húngaro! O caçador desceu ao local e finalizou seu trabalho decepando a cabeça do Vampiro. Mais tarde, os habitantes da cidade completaram o extermínio incinerando tudo o que restava do apavorante Vampiro de Liebava.



Lendas: Empusa (Grécia e Rússia)

Lendas vampíricas envolvendo mulheres sempre permearam as mentes das pessoas através dos séculos. Este é o caso da Empusa, criatura conhecida tanto na Grécia como na Rússia, mas com duas diferenças básicas. Na Grécia, eram lindas mulheres que apresentavam às vezes o pé esquerdo feito de bronze, e outras o casco de mula. Já na Rússia, eram velhas bruxas que surgiam nas plantações à meia-noite.
Bonitas ou feias, o que importa é que as Empusas eram igualmente terríveis e temidas. Na versão grega, elas apareciam como mulheres sedutoras que atraíam os homens para matá-los e se alimentarem deles. Na versão russa, estas criaturas se faziam passar por viúvas que quebravam braços e pernas dos trabalhadores. Os alvos das Empusas eram sempre do sexo masculino.



Salvatore Agron, da Gangue dos Vampiros

A paranóia vampírica não tem mesmo idade. No final dos anos 50, mais precisamente em 1959, um jovem de apenas 16 anos foi condenado à morte por dois crimes hediondos. Salvatore Agron fazia parte da Gangue dos Vampiros e tinha uma marca registrada: andava vestido como o Drácula de Bela Lugosi, clássico vampiro dos cinemas. Uma noite, ele teria saído pelas ruas de Nova Iorque para assassinar membros de outra facção. Sem encontrá-los, o vampiro-adolescente acabaria matando a facadas dois jovens que não tinham nada a ver com a história.
A loucura do rapaz era tanta, que quando finalmente foi preso, Salvatore Agron alegou no tribunal que era vampiro! Com esta declaração insólita, sua pena acabou sendo inicialmente a execução. No entanto, anos depois, apesar de todas as provas apontarem contra ele, Salvatore desmentiu a versão do crime e conseguiu provar inocência, sendo solto. Morreu de pneumonia em 1986.



O Vampiro da Silésia

No início do século XVII, vivia na Silésia, região localizada no nordeste da Alemanha, um aldeão chamado Johannes Cuntius. Depois de morrer pisoteado por um cavalo, Cuntius teve o rosto arranhado por um gato preto, o que segundo alguns estudiosos é receita certa para alguém se transformar em Vampiro... Justamente o destino do pobre aldeão.
Meses após sua morte, acontecimentos estranhos começaram a ser relatados pelos moradores do vilarejo. Muitos juravam que o defunto tinha se levantado da cova e estava aterrorizando as pessoas que tinha conhecido em vida. Sua viúva, por exemplo, contou que Cuntius exigira que ela dormisse com ele numa noite, e outro morador comprovou a força do morto-vivo ao vê-lo arrancar dois postes com as mãos!
Todos começaram a desconfiar de Vampirismo quando Johannes Cuntius começou a sugar o sangue das vacas, mostrando também o poder de transformar leite em sangue! Quem esbarrava com o Vampiro fazia questão de ressaltar seu cheiro horrível, além de um mau hálito insuportável e o corpo frio como gelo...
Depois do terror inicial, os moradores decidiram que o túmulo de Cuntius deveria ser profanado. Ao chegar no cemitério, todos puderam perceber vários buracos ao lado de sua cova, como se Cuntius estivesse escapando por ali na forma de névoa... Quando o caixão foi aberto, o cadáver apresentava um bom estado de conservação, embora estivesse enterrado há seis meses! Tentaram espetar uma estaca no defunto, mas ele a agarrou firmemente! Pânico! Depois do alvoroço inicial, decidiram queimá-lo, mas o corpo também resistia às chamas. Somente após a intervenção de um padre exorcista, os homens conseguiram picar completamente o corpo do Vampiro, que finalmente ardeu nas chamas até virar pó... Depois disso, nunca mais Johannes Cuntius foi visto perambulando pela Silésia.



O Vampiro de Highgate

Um dos mais impressionantes casos de vampirismo documentados em Londres é o do Vampiro de Highgate, que aterrorizou a cidade por quase vinte anos. Ele só foi derrotado graças à coragem e à insistência de um nobre caçador, Sean Manchester, que ficou na cola do monstro de 1967 a 1983.
No final da década de 60, Manchester, chefe da Sociedade de Pesquisas Vampíricas, recebeu o chamado de duas estudantes, que diziam ter visto pessoas mortas saírem de dentro dos túmulos do Cemitério Highgate. Ambas também afirmavam ter pesadelos com seres monstruosos. Uma noite, Elizabeth, uma das meninas, foi atacada durante o sono. Além das duas marcas de dentes no pescoço, ela desenvolveu sintomas graves de anemia, só melhorando quando Manchester encheu seu quarto com alho, crucifixos e água benta.
No entanto, nos anos 70, uma mansão ao lado do cemitério levantou as suspeitas de Manchester. Quando ele e sua turma entraram no local, encontraram um caixão fechado. Qual não foi a surpresa quando, de dentro do caixão, surgiu um terrível vampiro. O caçador comandou um exorcismo, transformando a criatura em uma substância pegajosa e fétida. A mansão foi destruída e no lugar foi construído um edifício.
Mas a saga de Highgate não terminou por aí. Nos anos 80, uma misteriosa mulher, vítima do vampiro em anos anteriores, andava matando animais e sugando-lhes todo o sangue. Mais uma vez, Manchester entrou em ação e foi ao cemitério. Lá, ele encontrou uma criatura parecida com uma aranha, mas do tamanho de um gato. Quando ele cravou a estaca na aranha, esta imediatamente se transformou na mulher. E assim, depois de tantos anos de embates, Manchester conseguiu livrar Londres do vampiro de Highgate para sempre!



O Vampiro do Castelo de Alnwick

Maridos traídos podem se tornar monstros terríveis, ávidos por vingança! Esse é o caso do Vampiro do Castelo de Alnwick, que foi registrado por William of Newburgh em seu livro Crônicas, de 1196. Havia um homem, servo do Senhor do Castelo de Alnwick, que era conhecido na vizinhança como um fracassado, tendo inclusive uma esposa infiel. Uma noite esse homem resolveu se esconder no telhado, por cima de sua cama, para ter certeza das traições de sua mulher. No entanto, ele acabou caindo do teto e morrendo no dia seguinte.
Depois de seu funeral, o homem foi visto vagando pela cidade, causando medo nos moradores de Alnwick. Ninguém mais se atrevia a ficar na rua até tarde da noite, fechando bem as portas de suas casas. Ao mesmo tempo em que corriam os boatos das aparições do vampiro, uma peste terrível e sem precedentes matou diversas pessoas. As mortes foram logo associadas ao monstro, levando com que alguns fiéis decidissem pelo seu extermínio.
Em Palm Sunday, o padre local finalmente conseguiu unir um grupo de moradores, que saíram à procura do vampiro. Um dos destinos foi o cemitério onde o homem estava enterrado. Ao descobrirem a terra, eles perceberam, estupefatos, que o corpo estava recheado de sangue, e cravaram-lhe uma estaca no peito. O líquido jorrou por cima dos homens, que chegaram à conclusão que o morto-vivo estava se alimentando do sangue de suas vítimas. Com isso, levaram o vampiro para longe da cidade, onde o queimaram. Coincidência ou não, a epidemia chegou ao fim e a vida no Castelo de Alnwick voltou ao normal.



O Vampiro de Croglin Grange

Uma das histórias de Vampiro mais contadas na Inglaterra foi relacionada por Augustus Hare em sua obra "The Story of My Life", publicada no final do século XIX. Segundo a lenda, um Vampiro sinistro perseguiu com insistência uma família da cidade de Croglin Grange, no Condado de Cumberland, em meados do século XVII.Tudo começou quando os irmãos Michael, Edward e Amelia Cranswell resolveram alugar uma pequena casa no vilarejo. Tudo corria bem até que, numa insuspeita noite de verão, Amelia abriu as janelas de seu quarto para apreciar a brisa morna da noite. A jovem avistou uma luz estranhíssima piscando entre as árvores, se movendo em sua direção. Assustada, Amelia fechou a janela, mas algo começou a forçar a entrada, se batendo contra os vidros! Foi quando o terror começou... O vidro da janela quebrou e uma criatura horrível invadiu o quarto da moça. O Vampiro agarrou Amelia pelos cabelos e começou a sugar seu pescoço! Antes de perder a consciência, porém, a jovem conseguiu reunir suas forças para gritar, acordando seus irmãos... Depois de arrombarem a porta do quarto, Michael e Edward encontraram a irmã desfalecida, devido à perda de sangue, e ainda tentaram perseguir o monstro, sem sucesso. Alguns anos depois, o Vampiro voltou a atacar Amelia, mas dessa vez os irmãos Cranswell estavam preparados e dispararam várias balas em sua direção. Michael reuniu os homens da cidade e seguiu os rastros do Vampiro, que terminavam numa cripta de um cemitério próximo. Lá, os caçadores só encontraram tumbas vazias, exceto uma. Ao abri-la, uma surpresa pra lá de desagradável! O monstro estava lá, inerte, ainda com o ferimento à bala em sua perna esquerda. Sem pestanejar, Michael e os outros retiraram a besta do caixão e a queimaram em uma pira. Era o fim do Vampiro de Croglin Grange.



O Vampiro da Abadia de Melrose

Perto da cidade de River Tweed, na Escócia, está localizada a Abadia de Melrose, uma construção medieval sinistra, cercada por um cemitério repleto de tumbas assustadoras. Este templo religioso escocês guarda uma das melhores histórias de Vampiro de todos os tempos. Registrada por William of Newburgh em suas "Crônicas", de 1196, a história do Vampiro da Abadia de Melrose é uma das lendas mais antigas sobre o assunto de que se tem notícia. Durante séculos, os monges da Abadia contavam a história de um padre que não era muito afeito às obrigações clericais, preferindo os prazeres de uma vida mundana, como bebidas e caçadas. Quando o sujeito morreu, ele pagou o preço pelos seus muitos pecados e sua alma não pôde descansar. Levantando-se da cova, o "Padre Cão", como era chamado na época, tentou de várias maneiras entrar na Abadia, sem sucesso. Depois de várias noites, ele desistiu e passou a perambular pelas redondezas, aterrorizando a população em busca de sangue! O povo da região, assustado, recorreu aos monges da Abadia, que enviaram um representante para averiguar a cova do Vampiro. Quando o monge abriu a tumba, o padre Vampiro se levantou e começou a caminhar em sua direção... Assustado, o monge golpeou o morto-vivo com um machado, e fugiu rapidamente do local, apavorado! Os monges decidiram que o melhor seria esperar o dia seguinte para o confronto final com o Vampiro. Assim, quando a tumba do "Padre Cão" foi aberta mais uma vez, seu cadáver boiava em sangue! Protegidos pela luz do dia, os monges retiraram o Vampiro de sua cova, queimaram seu corpo e espalharam suas cinzas ao vento, selando o horrível fim do padre Vampiro.



Laços de Sangue: Os Filhos de Vampiro!

Muito se fala sobre os Filhos da Noite, seus poderes, suas fraquezas e as diversas maneiras pelas quais um ser humano pode se transformar em Vampiro... Entretanto, poucos autores se ocuparam em tratar dos pequenos morceguinhos, frutos do relacionamento entre Vampiros e Vampiras, ou entre um Vampiro e um ser humano. Esperem um pouco... Vampiros podem ter filhos?! Segundo muitos estudiosos do assunto, a resposta é Sim! Muitas lendas descrevem as criaturas terríveis que podem nascer da união de um Vampiro com uma mulher, ou de uma Vampira com um homem. Na ficção, a filha de Don Drácula, Sangria (foto), é um dos melhores exemplos dessas pequenas criaturas. Lenda ou não, o fato é que muitos poderes são atribuídos para os pequenos Vampiros, tais como ler pensamentos, enxergar através das paredes, aparecer e desaparecer, e até hipnotizar e dominar suas vítimas! Ou seja, quase os mesmos de um Sanguessuga adulto! Sobre o assunto, há uma história muito famosa na antiga Tchecoslováquia. Reza a lenda que uma bela mulher chamada Petra Vucek foi seduzida por um Vampiro. Apaixonada, Petra só decidiu largar o pretendente quando este ameaçou morder seu pescoço! Infelizmente, logo após o rompimento, a moça descobriu que estava grávida. Quando o pequeno Karel nasceu, aparentava ser uma criança normal, mas Petra sabia que algo poderia dar errado. E deu! Logo que entrou na adolescência, a verdadeira natureza do menino veio à tona. O pequeno Vampiro deu muito trabalho à sua mãe e aos coleguinhas de escola, já que não conseguia resistir a um pescocinho descoberto...



Lendas: Encourado (Brasil)

Além do Bento Carneiro de Chico Anysio, o Brasil também tem o seu Vampiro folclórico. Ele é chamado de 'Encourado' pelos sertanejos da região nordeste, nome que também é utilizado para se referir ao Diabo, o Coisa-Ruim. Segundo a lenda, este Vampiro sempre aparece vestido de couro preto, da cabeça aos pés, e suas roupas cheiram a sangue. Como a maioria dos Vampiros, o Encourado só entra nas casas quando é convidado, coisa que ele sempre dá um jeitinho de conseguir. Segundo a lenda, este Vampiro prefere atacar pessoas que não freqüentam a Igreja, e pode ser detectado quando as galinhas deixam de botar ovos e os cachorros não saem de casa, amedrontados. Até os bichos mais sombrios, como urubus e carcarás, fogem quando percebem sua presença... No passado, costumava-se sacrificar um animal (geralmente uma galinha preta ou um galo vermelho) com o objetivo de evitar o Encourado. Essas oferendas visavam saciar a sede de sangue do Vampiro e fazê-lo desistir de procurar outras vítimas. Para isso, o bicho sacrificado deveria ser pendurado na entrada principal da casa ou da cidade, pois o Encourado, além de sinistro, também é esnobe: só entra pela porta da frente...



A História do Barba-Azul

Também conhecido como Gilles de Laval, ficou conhecido como um dos piores assassinos europeus da Idade Média, e inspirou a lenda do Barba-Azul. Gilles viveu em Nantes, no século XV, e foi considerado um herói nacional francês, por ter lutado com Joana D’Arc durante a guerra dos cem anos e ter desempenhado um papel fundamental na expulsão dos ingleses do país. Com apenas 24 anos, foi nomeado Marechal de França pelo Rei Carlos VII. Fortalecido pelo alto cargo militar, Gilles entrou com seus exércitos na Inglaterra e deu vazão aos seus impulsos assassinos. Sua fama de Vampiro começou neste país, após as inúmeras atrocidades cometidas nas ilhas britânicas. Segundo contam histórias antigas, Gilles matava, violentava, decapitava e bebia o sangue de suas vítimas! Gilles de Rais também era um grande patrono das artes e praticante de Magia Negra e Alquimia, por isso, muitos acreditam realmente que o Barba-Azul, na verdade, não passava de um Vampiro... De volta à França, os instintos vampirescos do guerreiro ficaram incontroláveis! De origem nobre, Gilles tinha o título de Barão, e por isso ninguém suspeitou quando algumas pessoas começaram a desaparecer em sua região... Seu reinado de terror acabou quando o Duque da Britânia desenterrou os corpos de mais de 50 jovens mutilados nas redondezas de seu castelo! Ele confessou a morte de 140 pessoas, mas estima-se que o Vampiro tenha vitimado mais de 300! Em outubro de 1440, Gilles de Rais foi enforcado e queimado, e dois de seus criados-vampiros foram queimados vivos! Um fim tenebroso e esperado para o mais cruel dos Vampiros franceses...



O estranho caso da Família Brown

Em 1892, o estado de Rhode Island, nos Estados Unidos da América, viveu um dos casos de vampirismo mais estranhos de todos os tempos. Em um curto espaço de tempo, vários membros da família Brown começaram a morrer de uma doença misteriosa, que nenhum médico conseguia descobrir. Segundo as lendas da região, as únicas pistas eram pequeninas marcas cravadas no pescoço das vítimas... Depois que Mary Brown e suas duas filhas, Mercy Lena e Mary Olive, morreram da estranha doença, foi a vez de Edwin, o caçula da família, adoecer. Muito assustados com os acontecimentos, todos começaram a desconfiar que uma das mulheres mortas teria se tornado uma Vampira, e estaria sugando o sangue dos familiares. Os moradores então convenceram o Sr. George Brown, pai de Edwin, que uma maldição havia caído sobre sua família, e que os cadáveres das mulheres precisariam ser exumados. Dentro do caixão de Mary e de sua filha Mary Olive, pouco mais do que ossos foram encontrados. Mas a tumba de Mercy revelou que, mesmo enterrada há dois meses, seu corpo permanecia intacto! O coração da suposta Vampira foi arrancado (ainda sangrava!), queimado, e as cinzas foram misturadas em um medicamento para salvar a vida do pequeno Edwin. Infelizmente, a poção não surtiu o efeito esperado e ele veio a falecer logo depois. Pelo menos ninguém mais da família adoeceu e as mortes cessaram. Até hoje, muitas pessoas afirmam que uma luz azul brilhante pode ser vista perto da lápide de Mercy, nas noites mais escuras de Rhode Island... Assustador




Sherlock Holmes e o Vampiro de Sussex

Nem todo mundo lembra que o mais famoso detetive de todos os tempos já teve um Vampiro em seu caminho... Em 1924, Sir Arthur Conan Doyle (foto) publicava "The Sussex Vampire" ("O Vampiro de Sussex"), mais um misterioso caso de Sherlock Holmes (como de costume...), dessa vez temperado com a lenda do Vampiro. A história começa em uma manhã de novembro, em que o detetive recebe uma carta assustadora. O remetente, um certo Robert Ferguson, se mostra muito preocupado com um espantoso caso de vampirismo envolvendo duas crianças, uma jovem mãe e um marido desesperado. A partir daí, Sherlock Holmes começa a investigar uma série de mortes ocorridas no vilarejo em questão, que parecem ligadas a um estranho fato ocorrido um século atrás. Na ocasião, os habitantes do local teriam assassinado todos os integrantes de uma família, por acreditarem que se tratavam de Vampiros. Assustados, os moradores começam a acreditar que um descendente dos sanguessugas é o responsável pelas mortes, sedento de sangue e vingança. Sherlock tem de usar toda a sua miraculosa astúcia para resolver a questão, e prova mais uma vez que os vivos sempre são muito mais perigosos que os mortos... Mas você não vai querer saber o final da história, certo? O negócio é ler o livro para se deliciar com o caso mais sanguinolento do Rei dos Detetives!



O Vampiro de Pontevedras

Rafael Pintos, habitante da cidade de Pontevedras, Espanha, tem certeza de que é um vampiro, pois adora beber sangue... Além disso, Rafael se veste como o Vampiro clássico do cinema e dorme em um caixão! Apesar dos hábitos estranhos, Rafael detesta sangue humano, segundo ele um verdadeiro depósito de doenças para os vampiros. Seu drinque preferido é sangue de carneiro! Recentemente, o honesto Rafael pediu autorização à prefeitura da cidade para ficar com um pouco do sangue dos animais abatidos em um abatedouro, além do livre acesso a alguns cemitérios, pela madrugada. É claro que o pedido foi negado! Apesar de contrariado, o Vampiro (ou seria maluco?) concordou com a medida, e disse que vai continuar se contentando com um churrasquinho muito mal passado, e visitar suas tumbas preferidas nos horários permitidos...


Um Drink de Sangue!

Quem é que nunca sentiu um gostinho de sangue na boca? Seja um corte na língua, ou a ferida causada por algum animal venenoso, o ato de sugar sangue, em certas ocasiões, não é nada muito chocante. Entretanto, este hábito sempre foi associado aos Vampiros, e aí a coisa muda de figura! Afinal, beber um cálice cheio de sangue, ou sugar um pescoço até o bagaço não é uma refeição lá muito agradável... A verdade é que os rituais de sangue sempre estiveram presentes nos folclores da maioria dos povos do nosso planeta. No Egito Antigo, os sacerdotes do deus Set bebiam o sangue dos sacrificados para alcançar a imortalidade. Muitas tribos indígenas também costumavam beber o sangue dos guerreiros inimigos mais fortes para tomar posse de suas habilidades. Incas, Gregos e Polinésios foram outros povos que também já mostraram uma certa "preferência" pelo precioso líquido. Até mesmo no cristianismo existem signos que associam o sangue à vida eterna. A lenda do Santo Graal, poderoso cálice em que José de Arimatéia teria recolhido o sangue do Cristo crucificado, sempre foi muito divulgada no ocidente através das histórias do Rei Artur e seus Cavaleiros da Távola Redonda. Na Bíblia, além da famosa citação em Levítico XVII, 11 ("A alma da carne está no sangue"), o versículo 54 do Evangelho de João afirma textualmente: "Aquele que comer a minha carne e beber o meu sangue alcançará a vida eterna"... E então, alguém mais duvida do poder da bebida preferida dos Vampiros?



Como nasce um Vampiro?

Descendendo ou não de Caim, cadáver reanimado ou espírito das trevas, não importa, todo vampiro que se preze tem o poder de vampirizar outra pessoa com uma mordida. É claro que existem diferentes versões para esse ritual de passagem, do simples ao mais complexo, que podem ser divididas em quatro grandes grupos:

1) Os que admitem a transmissão da maldição com uma única mordida ou ataque. Representam as crenças do Vampiro como um “morto-vivo”, um cadáver reanimado por Satanás, como os da “epidemia de vampiros” da Europa Oriental.

2) Os que estabelecem um número certo de ataques ou um ritual específico (como sugar todo o sangue da vítima!) para que uma pessoa vire um vampiro. Geralmente, estes são Vampiros-bruxos, como os da África.

3) Já os partidários da origem cainita afirmam que, no ato do vampirismo, um ser humano precisa “ser abraçado” por outro Vampiro. Na prática, isso quer dizer que, após a mordida e antes do mergulho final na escuridão, o novo vampiro precisa beber um pouco do sangue de seu criador, que assim passa adiante a maldição de Caim...

4) Por último, muitas lendas afirmam que nem é preciso um Vampiro "criador" para que uma pessoa vire um ser das trevas... Para estes, acontecimentos como o suicídio, um assassinato por vingança, um sepultamento indevido, o sétimo filho de um sétimo filho, e até o pulo de um gato sobre um cadáver (!) são capazes de criar um vampiro... Seja qual for a maneira exata de “contágio”, o melhor é tomar cuidado e manter o pescoço livre dos caninos alheios. Em todos os casos, qualquer mordida pode ser fatal.

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